Livro de Jeremias

Nos turbulentos anos que antecederam a queda do Reino de Judá, o profeta Jeremias apela para que depositem a confiança em Deus meio às desaventuras, não em alianças políticas ou nas forças militares. Também denuncia as falsas profecias que apregoavam uma prosperidade que Deus não prometeu.

Embora não haja uma organização estritamente cronológica ou temática no arranjo do livro de Jeremias, os seguintes blocos são discerníveis: vocação de Jeremias e profecias contra Judá e Jerusalém (1-24), juízo contra Jerusalém e as nações (25:1-14), o copo da ira (25:1-15–38), Jeremias lida com outros profetas (26-29), o livro da Consolação e oráculos da esperança (30-33), queda de Jerusalém e fuga ao Egito (34-35), juízo contra as nações (46-51), destruição de Jerusalém (52).

Lamentações

Séries de poemas de lamentos acerca da queda de Jerusalém. Apesar de seu desesperador, renova esperanças de uma restauração vindicada por Deus.

Na homilética, uma frase resume o livro: “em sua justa ira, ó Senhor, lembre-se da misericórdia!”

Tradicionalmente atribuído a Jeremias, seu teor e linguagem é semelhante aos escritos da escola jeremíada, como o apócrifo livro de Baruque. No cânone hebraico, no entanto, é listado entre a hagiógrafa ou ketuvim (Escritos).