Atos dos mártires scilitanos

Os Atos dos Mártires Scilitanos são um registro do julgamento de um grupo de cristãos em Cartago, datado de 17 de julho de 180 d.C. Este texto em latim, o mais antigo documento datado da igreja latina, descreve o interrogatório e a sentença de doze mártires pelo procônsul P. Vigellius Saturninus. Apesar de algumas adições posteriores por redatores cristãos, o texto é considerado uma das representações mais próximas de registros judiciais históricos entre os atos de mártires do cristianismo primitivo.

O documento destaca o contraste entre a autoridade do imperador romano e a fé cristã. Speratus, um dos mártires, afirma não reconhecer o “império deste mundo”, defendendo a obediência às leis e o pagamento de impostos como deveres para com Deus, e não para com o imperador. Essa postura contrasta com a visão mais conciliatória de outros textos cristãos primitivos, que promoviam o respeito às autoridades romanas, como a atitude da mártire Donata.

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