Joan Bocher

Joan Bocher (?-1550), também Boucher, Butcher, Knell ou Joan of Kent, foi uma mártir anabatista inglesa queimada durante a Reforma Inglesa no reinado de Eduardo VI.

Joan tornou-se seguidora das doutrinas de Melchior Hoffman em um círculo de anabatistas na região de Kent. Presa em 1548 por não crer nas doutrinas do sacramento, seria condenada como herege.

Anne Askew

Anne Askew, também Anne Ayscough ou Ascue, ou pelo nome de casada, Anne Kyme (1521 -1546) foi uma poetisa e mártir inglesa.

Anne foi obrigada a se casar com Thomas Kyme em lugar de sua irmã após a morte dessa. Askew pediu o divórcio depois que Kyme a expulsou de sua casa por suas crenças, tornando-se a primeira mulher a pedir divórcio na Inglaterra.

Anne circulava entre grupos reformadores, para os quais a reforma de Henrique VIII não tinha concretizado toda as demandas. Anne Askew rejeitava a transubstanciação. Ela foi interrogada pela primeira vez pelo bispo Bonner. Durante sua segunda prisão, o bispo Gardiner e o chanceler Wriothesley conduziram o interrogatório e a tortura. A tortura incomumente cruel que Askew suportou causou até repulsa em sir Anthony Knivett, o responsável pela Torre de Londres, que recusou a continuar com a tortura.

Em 1546, aos 25 anos, Anne Askew foi queimada na fogueira como herege. John Bale e John Foxe publicaram relatos de seu interrogatório, prisão e tortura.

Como autora, Askew escreveu sobre seus interrogatórios. Askew também é lembrada por ser uma das primeiras poetisas a compor em inglês.

Fidardo de Simoni

Fidardo de Simoni (1998- noite de 23 a 24 de março de 1944) foi um crente e mártir pentecostal italiano.

Nascido em Acqualagna (província de Pesaro, região das Marcas), mudou-se para Roma nos anos 1930, onde se converte à fé cristã evangélica. Casou-se com Emília Martorelli e o casal teve sete filhos – Teresa, Alba, Fidelba, Debora, Eliseo, Elia, Stefano – todos menores na época de sua morte.

No dia 1o de fevereiro de 1935 foi preso no 13 km da via Timburtina por conduzir um culto campal proibido pela Circular Buffarini-Guidi. Solto sob vigilância da polícia, em setembro de 1943 acolheu em sua casa fugitivos. A história varia em número de um a três bem como acerca da nacionalidade, se americanos ou ingleses. Delatado, foi preso no cárcere Regina Coeli.

Na noite de 23 a 24 marco de 1944, as forças nazistas, em represália à resistência, levam 335 civis, entre eles prisioneiros como Fidardo de Simone, para serem executados nas fossas Ardeatinas.

O laudo de exumação de corpo de delito n. 294, correspondente a Fidardo di Simone diz “religião católica [sic]. profissão operário. Serviço militar reformado. Preso no dia 17 de março na Via delle Ciliegie n. 185 pela SS alemã e trazido à Regina Coeli, III Braccio, por ter hospedado em seu alojamento três ingleses. A família não sabe se o mártir teve um suplício súbito, mas é certo que também por seu ideal comunista o mártire foi preso. No dia 24 de março de 1944, também ele, mártir entre mártires foi conduzido ao lugar do calvário.”

BIBLIOGRAFIA
MARTINO CONTU,MARIANO CINGOLANI,CECILIA TASCA, I Martiri Ardeatini. Carte inedite 1944 –1945. In onore di Attilio Ascarelli a 50 anni dalla scomparsa, AM&D Edizioni, “Serie Archivio Attilio Ascarelli”,Vol. I, Cagliari 2012, p. 143.

Laudo exumatório.

Antonio Brunetti

Antonio Brunetti (1887-5 de abril de 1944), crente pentecostal italiano e mártir.

Nascido em Spinazzola, província de Bari, Brunetti converteu-se nos anos 1920 em Spinazzola, quando escutou a mensagem do evangelho por um emigrante retornado dos Estados Unidos. Casou-se com Costanza Mandalà em 1927 e nos anos 1930 o casal mudou-se para Turim. Brunetti trabalhava como operário na Fiat e evangeliza, formando um grupo de crentes.

Com a perseguição fascista contra os crentes pentecostais é preso em 1935, depois posto sob vigilância.

Uma noite em 1944, uma esquadra veio à casa e levou-o a Ebensee, um campo de concentração satélite Mauthausen. Foi morto no dia 5 de abril de 1944 na câmara de gás

BIBLIOGRAFIA

Elenco dei deportati italiani morti a Mauthausen e nei Kommandos dipendenti, p. 11, http://www.adamoli.org/progetto – ocr/deportati -mauthausen/PAGE0001.HTM