Sefaivitas

Os sefaivitas, mencionados em 2 Reis 17:24 e 18:34, eram provenientes de Sefarvaim, uma cidade localizada na Assíria. Após a conquista do Reino do Norte (Israel) pelos assírios em 722 a.C., o rei Sargão II deportou os israelitas e repovoou a região com pessoas de outras nações, incluindo os sefaivitas (2Rs 17:24).

Esses novos habitantes, trazendo consigo suas próprias crenças e práticas religiosas, foram assolados por leões, o que interpretaram como uma manifestação da ira do deus local (2Rs 17:25).

Para apaziguar a divindade, o rei assírio enviou de volta um sacerdote israelita para ensiná-los a adorar o Deus de Israel (2Rs 17:27-28).

Refaim

Refaim (רְפָאִים, rĕfa’im; γίγαντες, gigantes) ou refains, termo que evoca mistério e temor, refere-se a um povo ancestral de gigantes que habitava Canaã e outras regiões antes da chegada dos israelitas. Mencionados em Gênesis 14:5 e 15:20, os Refaim eram temidos por sua estatura e força, sendo associados a lugares como Asterote-Carnaim (Gn 14:5) e a vale de Refaim (Js 15:8).

Deuteronômio 2:11 e 3:11 os descrevem como “gigantes, como os anaquins” e mencionam Ogue, rei de Basã, como o último dos refaim (Dt 3:11).

Embora a Bíblia não forneça detalhes sobre sua origem e extinção, os refaim são retratados como um povo poderoso e ameaçador, representando os desafios e perigos que os israelitas enfrentaram na conquista da terra prometida.

A memória dos refaim persistiu na cultura e na literatura judaica, sendo mencionados em textos poéticos como Isaías 26:14 e Provérbios 2:18, como símbolo daqueles que foram derrotados e julgados por Deus.

A interpretação dos refaim varia entre os estudiosos, alguns os considerando como personagens mitológicos, enquanto outros os veem como um povo real

Suquitas

Os suquitas, mencionados em 2 Crônicas 12:3 como parte do exército do faraó Sisaque que invadiu Judá no reinado de Roboão, são um povo de origem incerta. Embora a Bíblia não forneça detalhes sobre sua identidade, talvez os suquitas fossem de origem líbia, o que os associaria a povos norte-africanos.

A invasão de Sisaque a Judá ocorreu no quinto ano do reinado de Roboão (1Rs 14:25), e a participação dos suquitas nesse exército indica sua relevância como força militar na época.

A Bíblia relata que Sisaque e seus aliados, incluindo os suquitas, conquistaram diversas cidades em Judá, saquearam o tesouro do templo e do palácio real em Jerusalém, e impuseram pesadas condições a Roboão (2Cr 12:2-12).

Zoratitas

Os zoratitas, um grupo enigmático mencionado na Bíblia Hebraica, são identificados como descendentes de grupos familiares específicos: os itritas, puteus, sumateus e misraeus. Sua conexão com Quiriate-Jearim, cidade de importância estratégica na região montanhosa de Judá, sugere que eles desempenharam um papel relevante na história e cultura local.

Quiriate-Jearim, também conhecida como Quiriate-Arim, Quiriate-Baal, Baala e Baale (Josué 15:9; 18:14), abrigou a Arca da Aliança por duas décadas após seu retorno dos filisteus (1 Samuel 6:21-7:2). A presença da Arca, símbolo da presença divina, indica a importância religiosa de Quiriate-Jearim e possivelmente a influência dos zoratitas em sua custódia. Ainda o povo é mencionado em 1 Crônicas 2:53.

Zanzumins

Os zanzumins, mencionados em Deuteronômio 2:20, eram um povo de gigantes que habitava a região a leste do rio Jordão, conhecida como terra dos amonitas. Segundo o texto bíblico, eles eram descendentes dos refains, uma raça de pessoas de grande estatura, e foram despojados de suas terras pelos amonitas.

A Bíblia descreve os zanzumins como um povo numeroso e forte, semelhante aos anaquins, outra tribo de gigantes que habitava a região sul de Canaã (Nm 13:33).