Khirbet Beit Lei

Khirbet Beit Lei é um sítio arqueológico situado nas terras baixas da Judeia, em Israel, que possui relevância histórica e arqueológica devido às descobertas relacionadas ao período bíblico.

O local inclui duas cavernas funerárias datadas do período do Primeiro Templo. Uma delas apresenta motivos de navios gravados em suas paredes, elementos frequentemente encontrados em contextos funerários do antigo Oriente Próximo. A outra caverna, apesar de saqueada, revelou a presença de indivíduos sepultados como parte de um grupo distinto.

Entre os achados mais importantes estão os grafites de Khirbet Beit Lei, inscrições em hebraico antigo encontradas nas paredes de uma das cavernas. Essas inscrições oferecem um vislumbre do uso do idioma hebraico na região e possivelmente das crenças religiosas dos habitantes da época.

Os grafites incluem sete inscrições, sendo notável a menção precoce ao nome “Jerusalém” em hebraico, um dos registros mais antigos da cidade em um contexto epigráfico. Além disso, uma das inscrições pode conter uma referência a Yahweh, sugerindo a prática de crenças yahwísticas na região. No entanto, a interpretação precisa e a datação dessas inscrições continuam sendo objeto de debate acadêmico, refletindo a complexidade das tradições religiosas e culturais do antigo Israel.

Aristotle Papanikolaou

Aristotle Papanikolaou é teólogo e acadêmico especializado em cristianismo ortodoxo contemporâneo. Atua como Professor de Teologia e ocupa a Cátedra Arquidiocesana Demetrios em Teologia e Cultura Ortodoxa na Fordham University. É também cofundador e diretor do Orthodox Christian Studies Center da mesma instituição, que promove estudos sobre o cristianismo ortodoxo.

Nascido em Chicago, Illinois, Papanikolaou graduou-se em Artes pela Fordham University em 1988. Continuou sua formação teológica na Holy Cross Greek Orthodox School of Theology, onde concluiu um Master of Divinity em 1991. Em 1998, obteve o doutorado pela University of Chicago, com foco em teologia ortodoxa contemporânea.

A pesquisa de Papanikolaou examina as relações entre a teologia ocidental e as tradições ortodoxas. Entre suas principais obras estão: Being with God: Trinity, Apophaticism, and Divine-Human Communion (2006) e The Mystical as Political: Democracy and Non-Radical Orthodoxy (2012), ambas publicadas pela Notre Dame University Press. Sua produção acadêmica aborda temas como teologia política, a relação entre ortodoxia e democracia liberal, e os impactos da modernidade no pensamento ortodoxo.

Em 2012, recebeu o Award for Excellence in Undergraduate Teaching in the Humanities da Fordham University. Além de suas atividades docentes, atua como mentor e participa de iniciativas educacionais e projetos de extensão promovidos pelo Orthodox Christian Studies Center.

Papanikolaou propõe uma abordagem não radical à teologia política ortodoxa, explorando possibilidades de compatibilizar crenças tradicionais com princípios democráticos contemporâneos. Argumenta que o apoio da ortodoxia à democracia liberal pode ser sustentado dentro de seus próprios marcos teológicos, questionando interpretações que apresentam essas ideias como incompatíveis.

Sob sua liderança, o Orthodox Christian Studies Center desenvolveu projetos que abordam questões relevantes à comunidade ortodoxa, como direitos humanos e diversidade sexual. O centro também colabora em iniciativas internacionais, incluindo o Bridging Voices Project, promovido pelo British Council, que discute a identidade ortodoxa frente às transformações sociais.

Em 2024, Papanikolaou foi nomeado Alum of the Year pela Divinity School da University of Chicago, em reconhecimento por suas contribuições à teologia e ao estudo do cristianismo ortodoxo.

Nicéforo Gregoras

Nicéforo Gregoras (1295–1359) foi um historiador, teólogo e filósofo bizantino que se destacou por seu papel como um dos principais oponentes do hesicasmo, uma tradição mística que enfatiza a oração interior e a experiência da energia divina.

Nascido em Constantinopla, Gregoras recebeu educação de renomados mestres, incluindo o patriarca João Glucus e o logoteta Teodoro Metoquita. Sua formação abrangia diversas áreas do conhecimento, incluindo teologia, filosofia, astronomia e história.Gregoras entrou em conflito com os defensores do hesicasmo, especialmente Gregório Palamas, cujas ideias sobre a luz não criada e a distinção entre a essência e as energias divinas se tornaram centrais na controvérsia teológica do século XIV. Ele argumentou contra as práticas hesicastas e as interpretações de Palamas, considerando-as problemáticas e potencialmente heréticas.

Em 1341, participou do primeiro sínodo convocado para discutir as questões hesicastas, onde se opôs à visão de que a luz da Transfiguração era não criada.Além de sua oposição ao hesicasmo, Nicéforo Gregoras é conhecido por sua obra histórica mais significativa, que cobre o período de 1204 a 1329. Sua narrativa oferece uma perspectiva detalhada sobre os eventos políticos e sociais da época, refletindo suas preocupações com a integridade da ortodoxia cristã.

Apesar de seus esforços para contestar o hesicasmo, a influência dos hesicastas cresceu, culminando na aceitação das doutrinas de Palamas como parte do dogma da Igreja Ortodoxa.

Gregório Palamas

Gregório Palamas (1296–1359) foi um teólogo e monge bizantino que desenvolveu a teologia hesicasta, centrada na oração e na experiência da energia divina.

Gregório Palamas nasceu em Constantinopla, mais tarde se tornou monge no Monte Atos, onde se aprofundou nas práticas de oração e contemplação. Palamas envolveu-se na controvérsia hesicasta, um debate teológico que opôs os defensores do hesicasmo, que buscavam a experiência direta de Deus, aos críticos que viam essas práticas como heréticas.

Palamas sustentava pela distinção entre a essência divina e as energias divinas, sustentando que a luz divina experimentada pelos hesicastas não era a essência de Deus, mas sim uma manifestação de suas energias. Essa ideia foi crucial para a defesa do hesicasmo, pois permitiu que os praticantes buscassem a união com Deus sem confundir a experiência mística com a visão da essência divina, algo considerado impossível nesta vida.

Escreveu extensivamente em defesa do hesicasmo, participando de sínodos em Constantinopla na década de 1340. Suas obras abordaram temas como a Oração de Jesus e a importância da pureza interior para alcançar a iluminação. Através de seus escritos, Palamas não apenas consolidou o hesicasmo como uma prática central na espiritualidade ortodoxa, mas também estabeleceu as bases para sua aceitação como dogma da Igreja Ortodoxa.

João VI Cantacuzeno

João VI Cantacuzeno (1292–1383) foi um imperador bizantino e teólogo envolvido nos debates sobre o hesicasmo, uma tradição mística que enfatiza a oração interior e a experiência direta de Deus.

Nasceu em uma família aristocrática, ascendeu ao trono em 1347 após um período de instabilidade política e conflitos internos no Império Bizantino. Durante seu reinado, Cantacuzeno apoiou a teologia de Gregório Palamas, um dos principais defensores do hesicasmo. Convocou sínodos para discutir as controvérsias teológicas que surgiram entre os hesicastas e seus opositores, contribuindo para a definição da ortodoxia cristã em relação à experiência mística. O primeiro sínodo, realizado em 1341, abordou questões fundamentais sobre a natureza da luz divina e a prática da oração hesicasta.

Cantacuzeno apoiou as ideias de Palamas, que defendiam a possibilidade de uma experiência direta da luz incriada de Deus. Além de suas atividades políticas e teológicas, Cantacuzeno também foi historiador. Escreveu uma obra histórica em quatro volumes que cobre o período de 1320 a 1356, incluindo a controvérsia hesicasta.

Após sua abdicação em 1355, ele se retirou para o Monte Atos, onde se tornou monge sob o nome de Joasaf ou Josafá e continuou a escrever até sua morte.