Queda de Jerusalém

A expressão “queda de Jerusalém” se refere aos eventos quando a cidade foi conquistada.

Dentre as mais notórias ocasiões estão a conquista e destruição de Jerusalém pelos Babilônios no século VI a.C. e pelos romanos em 70 d.C.

CONQUISTA BABILÔNICA

O Império Assírio progressivamente ganhou poder sobre o Antigo Oriente Próximo por volta do século VIII a.C. Depois da destruição de Samaria em 722 a.C e a campanha de Senaqueribe contra Judá em 701 a.C., Jerusalém e o reino de Judá era um estado vassalo dos assírios.

Com a destruição de Nínive, a capital assíria, pelos babilônios e medos em 612 a.C., Judá ficou subitamente fora do domínio assírio. Contudo, em 609, os egípcios correram para apoiar a Assíria em sua resistência final. Josias (640-609 a.C.), rei de Judá, ansioso para se livrar totalmente da Assíria, tentou bloquear a rota dos egípcios em Megido; mas os egípcios o mataram (2Re 23:29-30; 2Cr 35:20-24).

Com a queda de Nínive, a elite de Judá via uma potencial vantagem se aliar com os egípcios. Os egípcios, novos suseranos de Judá, trocaram a coroa de um filho de Josias, Jeoacaz, e o deram a outro, Jeoiaquim (governou 609-598 a.C.) (2Re 23: 33-35).

O profeta Jeremias recusou essa política. Em vez disso, pregou a submissão aos babilônios e a promessa de uma nova aliança e restauração — algo inédito no ambiente político e religioso do Antigo Oriente Próximo. Jeremias predisse a derrota militar resultando na destruição do templo (Jr 7, Jr 26) e no exílio. Além do Livro de Jeremias, as óstracas de Láquis registram a tensão que antecedeu a investida babilônica.

Quando Nabucodonosor derrotou os egípcios em 605 a.C. na batalha de Carquemis assumiu o controle de Judá. Em 598 a.C. os babilônios sitiaram Jerusalém para reprimir a rebelião de Jeoiaquim, que morreu antes que conseguissem tomar a cidade. Em 597 a.C., seu filho Joaquim e a elite de Judá, incluindo o profeta Ezequiel, foram levados ao exílio (2Re 24:12-16).

Nabucodonosor nomeou Zedequias, outro filho de Josias, como rei. Zedequias também se rebelou e o exército babilônico sitiou Jerusalém novamente e em 586 a.C. os babilônios destruíram a cidade, arrasaram seu templo e exilaram grande parte da população para a Babilônia (2Re 25; Jr 52). O livro das Lamentações e o Salmo 137 retratam a dor dessa perda. O livro de Habacuque é uma reclamação contra esse período violento.

DESTRUIÇÃO ROMANA

A Primeira Guerra Judaica-Romana de 66-73 d.C. foi uma rebelião do povo israelita contra sua ocupação romana. Depois do cerco de Jerusalém no ano 70 d.C. o exército romano capturou a cidade e destruiu-a e seu templo.

A revolta começou com protestos contra os pesados tributos romanos. Depois dos administratores romanos fugirem da cidade, o exército romano estacionado na Síria foi enviado para reprimir a revolta.

A Legião Síria foi emboscada e derrotada por rebeldes judeus na Batalha de Bete Horon com 6.000 romanos massacrados. Os rebeldes organizaram um governo provisório composto pelo ex-sumo sacerdote Ananus ben Ananus, José ben Gurion e Josué ben Gamla. José ben Mateus (Flávio Josefo) foi nomeado comandante da Galileia e Eleazar ben Hanania como comandante em Edom.

O general Vespasiano recebeu ordens de Nero de reprimir a revolta e, junto de seu filho Tito, invadiu a Galileia em 67. Tito cercou Jerusalém por sete meses. Os zelotas e sicários foram os últimos a lutarem dentro dos muros da cidade. O menorá (castiçal de sete braços) e a mesa do pão da proposição foram levados em triunfo para Roma. O templo foi queimado.

Os escritos de Flávio Josefo são os principais testemunhos desse período.

Uma consideração sobre “Queda de Jerusalém”

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