Montanismo

O montanismo designa um avivamento de fervor entre cristãos na Frígia, atual Turquia, no século II, quanto vários movimentos posteriores que mantiveram as práticas de profecias ou manisfestações carismáticas nas igrejas.

Uma das únicas fontes históricas dos próprios montanistas é Tertuliano, adepto de uma de suas vertentes. Segundo Tertuliano, para os montanistas o Espírito Santo através da profecia esclarecia dificuldades em entender as Escrituras. As profecias montanistas não continham novo conteúdo doutrinário, mas impunham rígidos padrões comportamentais em busca de santificação.

Como em todos movimentos espirituais, surgiram excessos e também falsos profetas. O montanismo não era um só movimento, mas várias vertentes, as quais sobreviveram até o século IV.

No século IV, ou seja, duzentos anos depois do avivamento, surgiu um movimento aliado ao estado romano antimontanista. Quase tudo que sabemos sobre o montanismo vem dessa época e por autores antimontanistas (Jerônimo, Epifânio, Agostinho, Eusébio). Dada a distância temporal e o viés antimontanista, é muito pouco o valor histórico desses autores sobre esse tema.

O uso do termo ‘montanista’ para referir-se à atitude de considerar revelações extáticas superior às Escrituras não reflete o movimento histórico, tal como suas evidências permitem conhecer.

Avatar de Desconhecido

Autor: Círculo de Cultura Bíblica

Leonardo Marcondes Alves é um pesquisador multidisciplinar, PhD pela VID Specialized University (Noruega). Especialista em ciências da religião, antropologia, migração, direito e ciências bíblicas, integra a equipe editorial da EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia, Brasil). Biblista e investigador há muito tempo sobre a Congregação Cristã no Brasil, o movimento pentecostal italiano e grupos correlatos. Mantém os sites https://ensaiosenotas.com/ (humanidades e ciências sociais) e https://circulodeculturabiblica.org/ (ciências bíblicas, CCB) para a divulgação científica.

Deixe um comentário