Christian Congregation Church

A Christian Congregation Church, em italiano Congregazione Cristiana di Chicago, é uma congregação local, independente, oriunda do avivamento pentecostal italiano na cidade de Chicago

Iniciou-se em 1926, durante uma cisma na comunidade local. Passou a se reunir em várias localidades, até a construção de sua sede histórica na Avenida Fullerton nos anos 1950. Nos nos 1930, acompanhando as mudanças demográficas e deslocamento dos membros para os subúrbios, relocou-se para um novo prédio em Wooddale, Illiniois.

Entre seus ministros estiveram, entre outros, Louis Francescon, Nick di Gregorio, Mike Falco e Rich Sgariotto. Foi, por grande parte dos meados do século XX, a igreja local de referência para a Obra pentecostal italiana nos Estados Unidos e exterior.

Christian Congregation Church, Woodale, Illinois, arredores de Chicago. Na foto, Louis Francescon Carrieri, Michael Falco, Leonardo Marcondes Alves.

Christian Congregation Church, Woodale, Illinois, arredores de Chicago. Na foto, Louis Francescon Carrieri, Michael Falco, Leonardo Marcondes Alves e outros visitantes.

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Fé e Regra da Congregação Cristã de Chicago

Maná

Maná (מָן, man; μάννα, manna), o “pão do céu” (Êx 16:4; Sl 78:24) provido por Deus aos israelitas durante seus 40 anos de peregrinação no deserto, era uma substância branca, semelhante à semente de coentro, com sabor de bolos de mel (Êx 16:31). Coletado diariamente, exceto no sábado (Êx 16:5), o maná sustentava o povo até sua chegada à terra prometida (Êx 16:35; Js 5:12).

Embora alguns associem o maná a fenômenos naturais, a Bíblia o descreve como uma provisão miraculosa, um teste à fé do povo (Êx 16:4-5, 16-19; Dt 8:2-3). Apesar da constante provisão divina, os israelitas murmuravam, questionando a libertação do Egito e demonstrando falta de confiança em Deus (Êx 17:3; Nm 11:20; 20:5).

No Novo Testamento, o maná adquire significado figurativo, representando Cristo, o “pão da vida” (Jo 6:35, 48-51). Em João 6, após alimentar 5.000 pessoas, Jesus é confrontado com a demanda por um sinal messiânico, uma alusão ao maná (Jo 6:30-31). Ele responde que o verdadeiro pão do céu é Aquele que desceu do céu para dar vida ao mundo (Jo 6:33).

Hebreus 9:4 menciona o maná como parte dos objetos sagrados guardados na arca da aliança, símbolos da aliança e da provisão divina. A presença do maná no Santo dos Santos prefigura o ministério de Cristo, o sumo sacerdote que ofereceu o sacrifício perfeito para redenção eterna (Hb 9:11-12).

Apocalipse 2:17 promete o “maná escondido” aos que vencerem. Essa expressão pode se referir ao maná guardado na arca, à Eucaristia, ao alimento espiritual ou ao próprio Cristo, revelado plenamente aos fiéis na consumação dos tempos.

Nefilim

Nefilim (נְפִלִים, nephilim), termo que aparece em Gênesis 6:4a e Números 13:33, designa seres enigmáticos que habitaram a Terra antes do dilúvio e no período anterior à conquista de Canaã. Sua identidade é objeto de debate, sendo frequentemente interpretados como gigantes ou seres semidivinos.

A etimologia do termo é incerta. Derivado do verbo hebraico נָפַל (naphal, “cair”), pode se referir a guerreiros caídos em batalha, seres extraordinários ou até mesmo “abortos”, sugerindo uma aparência disforme. A Septuaginta traduz o termo como γιγαντες (gigantes), “gigantes”, influenciando a interpretação posterior.

Em Gênesis 6:4a, os nefilim são mencionados no contexto da união dos “filhos de Deus” com as “filhas dos homens”. A relação exata entre esses seres e a descendência dessa união é obscura, gerando diversas interpretações. Alguns os consideram os próprios filhos dessa união, enquanto outros os veem como uma classe de guerreiros poderosos, contemporâneos a esses eventos.

Números 13:33 associa os nefilim aos anaquins, povo de gigantes que habitava Canaã. Essa conexão reforça a interpretação dos nefilim como gigantes, embora a presença deles após o dilúvio gere dificuldades.

A interpretação dos nefilim variou ao longo da história. Textos judaicos como o Targum Pseudo-Jonathan e o Talmude Babilônico os descrevem como anjos caídos ou seus descendentes. O livro apócrifo de Enoque expande a narrativa de Gênesis 6, apresentando os nefilim como gigantes nascidos da união de anjos rebeldes com mulheres.

O Novo Testamento, embora não mencione os nefilim, alude a Gênesis 6:1-4 em passagens como Judas 1:6-8 e 2 Pedro 2:4, associando os “filhos de Deus” a anjos caídos. Jesus, em Mateus 24:37-39, menciona os eventos anteriores ao dilúvio, mas sem referências a seres sobrenaturais.

Ramatita

Ramatita (רָמָתִי, “homem de Ramá”) é a designação dada a Simei, um dos oficiais de Davi responsável pelas vinhas reais (1Cr 27:27). O termo indica sua origem em uma das cidades chamadas Ramá (רָמָה), nome comum na antiga Israel, significando “lugar alto”. A identificação precisa da cidade natal de Simei é impossível devido à multiplicidade de localidades com esse nome, incluindo Ramá em Benjamim (Js 18:25), Ramá em Naftali (Js 19:36), e Ramá em Gileade (2Rs 8:29).

As vinhas, além de sua importância econômica, possuíam significado simbólico na cultura israelita, representando prosperidade e bênção divina (Sl 128:3; Is 5:1-7).

Tiratitas

Tiratitas (תִּרְעָתִים, tir’atim) são mencionados em 1 Crônicas 2:55 como um grupo de escribas que habitavam a cidade de Jabez. Descritos como descendentes de Hamate, pai da casa de Recabe, os Tiratitas eram queneus (קֵינִי, qeyni), um povo nômade associado aos midianitas e conhecido por sua habilidade na metalurgia e por seus costumes singulares, como a abstenção de vinho (Jr 35:6-10).

A presença de escribas queneus em Jabez sugere uma interação cultural e possivelmente religiosa entre os israelitas e esse grupo. A função de escriba era crucial na sociedade israelita, responsável por registrar leis, histórias e genealogias, além de desempenhar papéis administrativos e religiosos.