Bul, o oitavo mês do calendário civil judaico, corresponde ao período entre outubro e novembro, marcando o outono no hemisfério norte. Embora não haja festas religiosas importantes associadas a Bul, ele é mencionado na Bíblia em relação a um evento significativo: a conclusão da construção do Templo de Salomão em Jerusalém. Segundo 1 Reis 6:38, Salomão finalizou a obra no oitavo mês, Bul, do décimo primeiro ano de seu reinado, após sete anos de trabalhos. Essa informação revela a importância de Bul na história de Israel, associando-o à consagração do primeiro Templo e ao apogeu do reino davídico. A construção do Templo representou a consolidação da fé em Yahweh e a centralização do culto em Jerusalém.
Autor: Círculo de Cultura Bíblica
El-Betel
Betel, que significa “Casa de El” ou “Casa de Deus”, além da localidade seria também uma divindade cultuada em diversas culturas do antigo Oriente Médio.
Textos assírios, aquemênidas e helenísticos mencionam Betel como um deus ou um aspecto de uma divindade, associado à proteção e à benção. Em alguns casos, Betel aparece vinculado a outros deuses, como Anat-Betel, indicando uma possível função como consorte ou manifestação complementar. O culto a Betel parece ter se intensificado durante o Império Neobabilônico, com evidências em textos egípcios e papiros aramaicos. Nesses documentos, surgem variantes do nome divino, como Eshembethel (“Nome de Betel”) e Ḥerembethel (“Santuário de Betel”). Na comunidade israelita de Elefantina, Betel aparece em nomes teofóricos como “Ashim-Bethel” e “Herem-Bethel”. Sanchuniathon (em uma citação de Filon de Biblos por Eusébio) descreve Betel como um irmão dos irmãos El, Ashera, Astarte, Baaltis, Dagon e um deus identificado com o Atlas grego.
Na Bíblia Hebraica, o termo “Betel” gera debate se as referências se dirigem a um deus ou a um lugar. Em Jeremias 48:13, a menção a “Betel, sua confiança” pode ser interpretada como uma alusão ao deus Betel ou à cidade de Betel como metáfora para a apostasia. A maioria dos estudiosos, no entanto, considera Betel como um topônimo, com base em passagens como Gênesis 28:19 e 35:1-7, que narram a experiência de Jacó no local.
Betel
Betel, cujo nome significa “Casa de Deus”, são duas cidades no Antigo Testamento, além de uma possível designação para Deus. (veja El-Betel). Os betelitas eram os habitantes de Betel, uma cidade de grande importância histórica e religiosa na Bíblia Hebraica, sendo a segunda mais citada, superada apenas por Jerusalém. Localizada na região de Samaria, aproximadamente 20 km ao norte de Jerusalém, Betel possuía um significado ancestral como um santuário.
- Betel, originalmente chamada Luz (Gn 28:19), Betel está localizada a cerca de 20 km ao norte de Jerusalém. É o local onde Jacó teve um sonho com uma escada que ia até o céu e recebeu a confirmação da aliança de Deus com ele e seus descendentes (Gn 28:10-22). O nome Betel, que significa “casa de Deus” em hebraico, deriva do relato da visão de Jacó de uma escada que ligava o céu à terra e do seu encontro com Deus naquele local (Gênesis 28:10-22). Em memória desse evento, Jacó ergueu uma coluna e chamou o lugar de Betel. Conquistada pelas tribos de José, Betel tornou-se parte do território de Efraim e um importante centro religioso e político, chegando a abrigar a Arca da Aliança (Jz 20:18-28). Séculos depois, Jeroboão, o primeiro rei do Reino do Norte (Israel), construiu um templo em Betel, na tentativa de rivalizar com o templo de Jerusalém e consolidar seu poder (1 Reis 12:29-33). Esse ato foi condenado pelos profetas como uma forma de idolatria. Após a divisão do reino, Jeroboão I transformou Betel em um santuário rival ao de Jerusalém, erigindo um bezerro de ouro (1 Reis 12:26-33), ato condenado como idolatria. Durante o reinado de Josias, o santuário de Betel foi destruído (2 Reis 23:15-20), mas a cidade continuou existindo. Profetas como Amós e Oseias denunciaram as práticas idólatras em Betel (Amós 5:5-6; Oseias 10:15). Apesar de sua história complexa, Betel manteve sua identidade como um local de significado religioso e é mencionada em diversos outros contextos bíblicos, como em Josué 7:2; 12:16; 18:13; Juízes 4:5; 1 Samuel 7:16; 10:3; 2 Reis 2:2-3, 23; 17:28; 23:4, 15, 19; 1 Crônicas 7:28; Esdras 2:28; Neemias 7:32; 11:31; Jeremias 48:13.As ruínas da antiga Betel, localizadas na moderna Beitin. Betel é mencionada diversas vezes no Antigo Testamento em contextos variados, desde narrativas sobre os patriarcas até relatos de guerras e reformas religiosas.
- Betel no sul de Judá (1Sm 30:27), mencionada em Josué 19:4 como Betul e em 1 Crônicas 4:30 como Betuel.
Beer-Laai-Roi
Beer-Laai-Roi, que significa “o poço daquele que vive e me vê”, é um local de grande significado na história de Agar, serva de Sarai (Gênesis 16:14). Fugindo da ira de sua senhora, Agar encontrou-se sozinha e desesperada no deserto. Foi junto a esse poço que o Anjo do Senhor lhe apareceu, oferecendo-lhe consolo e orientação (Gênesis 16:7-13).
Bartimeu
Bartimeu, cujo nome significa “filho de Timeu”, era um mendigo cego que vivia em Jericó (Mc 10:46). Sua história é marcada por um encontro transformador com Jesus, relatado nos Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas. Ao saber que Jesus passava por ali, Bartimeu clamou em alta voz, implorando por misericórdia (Mc 10:47). Mesmo repreendido pela multidão, ele persistiu em seu pedido, demonstrando sua fé e determinação. Jesus, compadecido, chamou-o e lhe perguntou o que desejava. Bartimeu, sem hesitar, expressou seu anseio por recuperar a visão (Mc 10:51). Jesus, então, declarou que sua fé o havia curado, e imediatamente Bartimeu pôde ver (Mc 10:52). Cheio de gratidão, ele seguiu Jesus pelo caminho (Mc 10:52).
