As Tábuas de Pedra, contendo os Dez Mandamentos, representam a aliança entre Deus e o povo de Israel, consolidando as bases da lei mosaica. Deus inscreveu as palavras dos mandamentos em duas tábuas de pedra e as entregou a Moisés no Monte Sinai (Êx 24:12; 31:18). Moisés, ao descer do monte e se deparar com a idolatria do povo adorando o bezerro de ouro, quebrou as tábuas em um gesto de ira e frustração (Êx 32:19). Posteriormente, Deus ordenou a Moisés que preparasse outras duas tábuas, nas quais Ele voltou a escrever os mandamentos (Êx 34:1). Essas novas tábuas foram guardadas na Arca da Aliança (Dt 10:5), tornando-se um símbolo sagrado da presença divina e da obrigação do povo em cumprir a lei.
Autor: Círculo de Cultura Bíblica
Suíta
Suíta, termo que designa os descendentes de Suá, filho de Abraão com Quetura (Gn 25:2), evoca um povo de origem árabe com laços familiares com os israelitas. A Bíblia oferece poucas informações sobre os suítas, mencionando-os principalmente em listas genealógicas. O único suíta identificado nominalmente é Bildade, um dos amigos de Jó que o visitaram e o aconselharam durante seu período de sofrimento (Jó 2:11). A presença de Bildade entre os amigos de Jó sugere que os suítas mantinham contato com outras populações da região.
Zorá
Zorá, antiga cidade localizada no Vale de Soreque, a oeste de Jerusalém.
Inicialmente habitada pela tribo de Dã (Js 15:33; 19:41), Zorá é mais conhecida como a cidade natal de Manoá e o local onde Sansão foi criado (Jz 13:2, 25). A narrativa bíblica destaca a ligação de Sansão com Zorá, onde ele realizou seus primeiros feitos heroicos e foi sepultado após sua morte (Jz 16:31). Com a migração dos danitas para o norte, Zorá passou para o domínio da tribo de Judá, sendo fortificada pelo rei Roboão (2 Cr 11:10). Após o exílio babilônico, Zorá foi reocupada pelos judeus que retornaram a Judá (Ne 11:29).
A moderna Sar´ah, localizada próximo ao local da antiga Zorá, preserva vestígios arqueológicos que testemunham sua longa história.
Zabdi
Zabdi, nome que aparece em diferentes contextos no Antigo Testamento, referindo-se a distintos personagens.
- Zabdi, ancestral de Acã. Em Josué 7:1, Zabdi é identificado como avô de Acã, o homem da tribo de Judá que desobedeceu à ordem de Josué e tomou dos despojos consagrados de Jericó, trazendo consequências desastrosas para Israel.
- Zabdi, um benjamita. Em 1 Crônicas 8:19, um Zabdi é listado entre os descendentes de Benjamim, sem maiores detalhes sobre sua vida.
- Zabdi, oficial de Davi. 1 Crônicas 27:27, Zabdi, o sifmita, aparece como um oficial a serviço do rei Davi, responsável pelos “produtos das vinhas para as adegas”, ou seja, com posição de confiança na administração do reino.
- Zabdi, levita. Neemias 11:17 menciona um Zabdi levita, filho de Asafe e pai de Mica, que atuava em Jerusalém após o exílio babilônico.
Tebete
Tebete, o décimo mês do calendário religioso judaico e o quarto do calendário civil, corresponde ao período entre dezembro e janeiro. Após o exílio babilônico, o nome “Tebete” substituiu a antiga designação numérica “décimo mês”, como se observa em textos como Ester 2:16 e Zacarias 1:7. É um mês de inverno, frequentemente associado a frio e chuva, marcando um período de recolhimento e introspecção. Em Tebete, ocorreu o início do cerco de Jerusalém por Nabucodonosor, um evento que culminou na destruição do Templo e no exílio do povo judeu (2 Reis 25:1). O jejum de 10 de Tebete relembra esse momento trágico, convocando à reflexão sobre as consequências do pecado e da desobediência a Deus. Apesar da conotação histórica de sofrimento, Tebete também prenuncia a esperança da redenção, apontando para o futuro restabelecimento de Israel.
