Arioque

Arioque, nome que significa “como um leão”, identifica dois personagens distintos no Antigo Testamento:

  1. Arioque, rei de Elasar: Mencionado em Gênesis 14:1 como um dos quatro reis que formaram uma aliança e guerrearam contra os reis de Sodoma e Gomorra, capturando Ló, sobrinho de Abraão. Abraão, por sua vez, reuniu seus homens e derrotou a aliança, libertando Ló e os demais cativos. Arioque, rei de Elasar, representa um dos obstáculos enfrentados por Abraão em sua jornada de fé, e sua derrota ilustra a proteção divina sobre o patriarca e sua família.
  2. Arioque, comandante da guarda: Em Daniel 2:14, Arioque é o oficial encarregado de executar a ordem de Nabucodonosor de matar todos os sábios da Babilônia, por não conseguirem interpretar o sonho do rei. Daniel, no entanto, intercede junto a Arioque e consegue uma audiência com Nabucodonosor, revelando e interpretando o sonho, salvando assim a vida dos sábios. Arioque, neste caso, representa o poder do rei e a severidade da lei babilônica, mas também a abertura para a intervenção divina através da sabedoria de Daniel.

Arquipo

Arquipo, cujo nome significa “senhor do cavalo”, era um cristão de Colossos, mencionado por Paulo em Colossenses 4:17 e Filemom 2. Em Colossenses, Paulo exorta Arquipo a “cuidar do ministério que recebeu no Senhor”, sugerindo que ele ocupava uma posição de liderança na igreja local.

Em Filemom, Arquipo é saudado juntamente com Filemom e Áfia, levando alguns estudiosos a conjecturar que ele seria filho do casal. Essa possibilidade, embora não confirmada, reforça a imagem de Arquipo como membro ativo da comunidade cristã em Colossos.

A exortação de Paulo a Arquipo indica que ele enfrentava desafios em seu ministério, talvez desânimo ou oposição. O apóstolo o incentiva a perseverar na fé e a cumprir sua missão com diligência.

Arnom

O Arnom, importante rio no cenário bíblico, corta a região a leste do Mar Morto, desaguando em suas águas. No Antigo Testamento, o Arnom é frequentemente mencionado como a fronteira natural entre os territórios de Moabe e Amom, e posteriormente, entre Moabe e a tribo israelita de Rúben (Deuteronômio 2:24).

A importância estratégica do Arnom se deve à sua localização em uma região árida, onde a água era essencial para a sobrevivência e a agricultura. O controle do rio e de seus vales férteis era crucial para os povos da região, o que levou a diversos conflitos e disputas territoriais ao longo da história.

O Arnom é mencionado em diversos episódios bíblicos, como na conquista da Transjordânia pelos israelitas sob a liderança de Moisés (Números 21:13-15) e nas guerras entre Israel e Moabe (Juízes 11:18; 2 Reis 10:33). O profeta Isaías (16:2) também o cita em suas lamentações sobre a destruição de Moabe. O profeta menciona os “vaus de Arnom” como um local de perigo e fragilidade, comparando as “filhas de Moabe” a pássaros vagueantes, expulsos do ninho. (Números 21:13-15; Deuteronômio 2:24, 36; Juízes 11:18; Isaías 16:2)

Asa

Asa, terceiro rei de Judá, governou por 41 anos (911-870 a.C.), sucedendo seu pai Abias. É descrito na Bíblia como um rei justo que promoveu uma reforma religiosa em Judá, removendo os altares estrangeiros e os ídolos, e restaurando o culto a Yahweh (1 Reis 15:9-24; 2 Crônicas 14-16).

Durante seu reinado, Asa fortaleceu o exército e as defesas de Judá, construindo cidades fortificadas. Ele enfrentou com sucesso a invasão do exército etíope liderado por Zerá, obtendo uma grande vitória (2 Crônicas 14). Confiando em Deus, Asa promoveu uma renovação da aliança com o Senhor, convocando o povo a buscar o Deus de seus antepassados e a cumprir seus mandamentos.

Apesar de seus sucessos, Asa cometeu erros no final de seu reinado. Ao enfrentar a ameaça do rei Baasa de Israel, Asa buscou a aliança com o rei da Síria, Ben-Hadade, em vez de confiar em Deus (1 Reis 15:16-22). Essa aliança, embora estrategicamente vantajosa, foi criticada pelo profeta Hanani, que repreendeu Asa por sua falta de fé.

Nos seus últimos anos, Asa adoeceu gravemente dos pés, mas “não buscou ao Senhor, mas aos médicos” (2 Crônicas 16:12). Essa atitude demonstra que, apesar de sua devoção inicial, Asa se afastou de Deus em seus últimos dias.

Asa é lembrado como um rei que promoveu a reforma religiosa e a estabilidade política em Judá.