Anameleque era uma divindade cultuada pelos habitantes de Sefarvaim, cidade da Mesopotâmia, que foram levados para Samaria após a conquista assíria do Reino de Israel no século VIII a.C. (2 Reis 17:31). O nome Anameleque, de origem acádia, significa “rei dos conselhos” ou “deus dos conselhos”, sugerindo que ele era possivelmente uma divindade associada à sabedoria ou à adivinhação.
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Astarote de Basã
Astarote, mencionada em Deuteronômio 1:4, era uma cidade localizada na região de Basã, a leste do rio Jordão, no território que hoje pertence à Síria.
Astarote
Astarote, também conhecida como Astorete ou Astarte, era uma deusa proeminente no mundo antigo, cultuada por diversos povos do Oriente Médio, incluindo os cananeus, fenícios e filisteus. Associada à fertilidade, ao amor, à guerra e ao planeta Vênus, seu culto era frequentemente caracterizado por rituais sensuais e orgiásticos, como descrito em Juízes 10:6 e 1 Reis 11:5.
No Antigo Testamento, Astarote é frequentemente mencionada como uma divindade rival de Yahweh, o Deus de Israel. Seu culto era uma fonte constante de tentação para os israelitas, que por vezes se desviavam da adoração ao Deus único para se entregarem a práticas idólatras. Jeremias, por exemplo, repreendeu as mulheres de Judá por oferecerem sacrifícios a Astarote, chamada de “Rainha dos Céus” (Jeremias 7:18; 44:17-19), demonstrando a persistência do culto a essa deusa mesmo durante o período monárquico.
É importante distinguir Astarote de Aserá, outra deusa cananéia associada à fertilidade. Enquanto Astarote era cultuada em templos e representada por imagens, Aserá era frequentemente simbolizada por postes de madeira (traduzidos como “poste-ídolo” na Almeida Revista e Atualizada), erguidos em locais de culto ao ar livre. Ambas as deusas, no entanto, representavam uma ameaça à fé monoteísta de Israel e eram alvo de condenação pelos profetas.
Augusto
Augusto, nascido Caio Otávio, foi o primeiro imperador romano, governando de 27 a.C. a 14 d.C. Sobrinho-neto e herdeiro de Júlio César, Augusto consolidou o poder após um período de guerras civis, inaugurando uma era de paz e prosperidade conhecida como Pax Romana. No Novo Testamento, é referido como César Augusto (Lucas 2:1), sendo o imperador reinante durante o nascimento de Jesus.
O governo de Augusto foi marcado por reformas administrativas, expansão territorial e um intenso programa de propaganda que o promoveu como um líder divino e salvador, associando sua figura à “gesta Augusti”, seus feitos heroicos. Essa construção ideológica, que visava legitimar seu poder e unificar o império, utilizava elementos religiosos e políticos para criar uma narrativa de “boas novas” (euangelion em grego), termo que posteriormente seria central na mensagem cristã.
A proclamação da Pax Romana e a divulgação da gesta Augusti criaram um contexto político e social propício para a disseminação do cristianismo. A estabilidade do império facilitou as viagens missionárias, enquanto a ênfase na figura do imperador como “salvador” e “portador de boas novas” preparou o terreno para a recepção da mensagem de Jesus Cristo como o verdadeiro Salvador e Rei.
Augusto, embora não tenha tido contato direto com o cristianismo nascente, desempenhou um papel indireto na sua difusão. Seu reinado marcou o início de uma nova era no mundo romano, criando as condições para que a mensagem do Evangelho se propagasse por todo o Império. A partir daí, o conceito de “boas novas” ganharia um novo significado, centrado na pessoa de Jesus Cristo e na sua obra de salvação.
Anrão
Anrão, levita descendente de Coate, foi pai de Arão, Moisés e Miriã (Números 3:19; 26:59). Casado com Joquebede, também da tribo de Levi, sua linhagem o coloca no centro da narrativa do Êxodo. Seus filhos tornaram-se figuras chave na libertação de Israel do Egito: Arão, o primeiro sumo sacerdote; Moisés, o libertador e legislador; e Miriã, profetisa e líder espiritual.
