Katharine Bushnell

Katharine Bushnell (1855-1946) foi uma feminista cristã, missionária, tradutora, biblista e pioneira da defesa dos direitos das mulheres.

Katharine Bushnell

Nascida em um lar metodista em Peru, Illinois, estudou na Northwestern University. Juntou-se à Frances Willard, deã da Faculdade das Mulheres na Northwestern University em Chicago. Lá, Bushnell envolveu-se na Women’s Christian Temperance Union (WCTU), movimento de reforma social liderado por Willard. Estudou grego, latim e medicina.

Em 1879 foi como missionária metodista para a China, onde fundou um hospital pediátrico em Shangai.

Acompanhando uma colega em estado terminal, Bushnell voltou aos Estados Unidos em 1882, estabelecendo-se em Denver por um tempo, onde abriu uma clínica.

Engajada no movimento de santidade interno ao metodismo e de reforma social, mudou-se para Chicago para assumir o cargo de National Evangelist of the Social Purity Department. Junto de Elizabeth Andrew, fundou o Anchorage Mission in Chicago, um abrigo que acolhia 5.000 mulheres anualmente. Fez campanhas contra e investigou a escratura de mulheres para prostituição.

Como biblista, denunciou as traduções bíblicas enviesadas contra as mulheres tanto em chinês quanto em inglês. Em 1908 produziu o God’s Word to Woman, um estudo por correspondência que fazia um panorama de personagens femininas e passagens bíblicas distorcidas. O curso tornou-se um livro em 1923.

BIBLIOGRAFIA
Bushnell, Katharine C. God’s Word to Women. 1923.

Bushnell, Katharine C. Heaven on Earth and How it will Come. London: Marshall Brothers, 1914.

Bushnell, Katharine C. Plain Words to Plain People. [S.l. 1918?].

Bushnell, Katharine. Take Warning! [S.l., 1910?].

Bushnell, Katharine Caroline e Elizabeth Wheeler Andrew. Heathen Slaves and Christian Rulers. Oakland, CA: Messiah’s Advocate, 1907.

Bushnell, Katharine; Andrew, Elizabeth. The Queen’s Daughters in India. London: Morgan and Scott, 1899.

Du Mez, Kristin Kobes. “The Forgotten Woman’s Bible: Katharine Bushnell, Lee Anna Starr, Madeline Southard, and the Construction of a Woman-Centered Protestantism in America, 1870-1930.” Ph.D. diss., University of Notre Dame, 2004.

Hardwick, Dana. Oh Thou Woman That Bringest Good Tidings: The Life and Work of Katharine C. Bushnell. Morris Publishing and Christians for Biblical Equality, 1995.

Kroeger, Catherine C. “The Legacy of Katherine Bushnell: A Hermeneutic for Women of Faith.” Priscilla Papers, Fall 1995.

Versão Barberini de Habacuque 3

O Barb. MS Barberinus Gr. 549 Vatican Library. Oxford H-P 62 and 147 ou versão de Barberini é uma versão grega, independente da Septuaginta (Old Greek) da Oração de Habacuque (Habacuque 3), apesar de ter sido influenciada pela LXX em sua transmissão.

A versão de Barberini provavelmente não foi traduzida antes dos livros finais da Septuaginta no século I a.C. Sua data final para limitar sua origem seria os meados do século III d.C.

BIBLIOGRAFIA

Harper, Joshua L. Responding to a puzzled scribe: the Barberini version of Habakkuk 3 analysed in the light of the other Greek versions. Vol. 8. Bloomsbury Publishing, 2015.

Johann Albrecht Bengel

Johann Albrecht Bengel (1687 – 1752) foi um teólogo e comentarista do Novo Testamento alemão.

Nascido no ducado de Württemberg, foi influenciado pelo pietismo dessa região. Tornou-se professor e administrador no seminário luterano.

Produziu uma edição crítica do Textus Receptus do Novo Testamento (1734), anotando diferentes gradações de autoridade nas variantes textuais. Para tal, utilizava um engenhoso código de classificação da autoridade textual. Nas notas de rodapé havia listado leituras encontradas em diversas fontas, classificadas em cinco letras do alfabeto grego. A letra α indicava a leitura que considerava a melhor ou a verdadeira; β, uma leitura melhor que a do texto; γ, um igual à leitura textual; e δ, leituras inferiores às do texto.

Como biblista, escreveu o Gnomon Novi Testamenti, o qual inspirou as Notas explanatórias sobre o Novo Testamento de John Wesley. Publicado em 1742 depois de vinte anos de pesquisa, modestamente intitula como um gnomon ou índice. Consistia em uma coleção de anotações exegéticas breves e opiniões eruditas a cada passagem, virtualmente comentando verso a verso. O propósito seria guiar o leitor para verificar o significado por si mesmo. Propunha não importar nada de doutrina para a Escritura, mas extrair dela todo o entendimento teológico. Desse modo, inicia uma abordagem indutiva de hermenêutica bíblica.

Cunhou o conceito de famílias textuais de manuscritos. Utilizou duas famílias, uma africana ou alexandrina e outra constantinopolitana ou asiática que compreendia todas as outras variantes.

Estabeleceu dois cânones para a ecdótica bíblica: “o texto mais curto tende ser o mais antigo e melhor” e a “leitura mais difícil é a preferível”.

Seu interesse escatológicos o fez prever o início do milênio para 1837 e provocou ruptura com os morávios, aos quais rejeitavam esquemas e especulações sobre as últimas coisas.

Elizabeth Baxter

Mary Elizabeth Foster Baxter (1837-1926) escritora, missionária e biblista britânica.

Nascida em uma família de quakers em Worcestershire, na Inglaterra. Converteu-se aos 21 anos e dedicou-se ao ministério evangelístico. Casada com Michael P. Baxter em 1868, foram pais de Michael Paget Baxter. O casal fundou a Casa Bethshan em 1880 para cuidar da cura do corpo e da alma. Foram influenciados por Andrew Murray, D. L. Moody e Ira Sankey. Em razão disso, participaram ativamente do movimento “Higher Christian Life”, promovido por William E. Boardman e difundido pela Convenção de Keswick.

O casal apoiava as campanhas de Moody na Inglaterra, publicando um pequeno jornal chamado “Signs of Our Times”. O jornal se expandiu para se tornar “The Christian Herald”.

Em viagem em férias à Suíça, o casal começou a realizar reuniões evangelísticas. Durante uma viagem na Alemanha, Elizabeth teve a experiência de ser capaz de pregar em alemão o suficiente para ser entendida, embora ela soubesse apenas poucas palavras do idioma. Nesse período, Elizabeth conheceu o pastor Otto Stockmayer, Samuel Zeller e teve contato com as obras de Dorothea Trudel e Johann Blumhardt.

Em 1886, os Baxters abriram uma casa de treinamento missionário, formando centenas de missionários. Estabeleceram as Missões Gerais Kurku e Central Hills e Ceilão e Índia na Índia. Na década de 1890, Elizabeth viajou pelo Canadá e pelos Estados Unidos. Em 1894, também conheceu e tornou-se amiga de Carrie Judd (mais tarde Montgomery), que havia aberto sua própria casa de recuperação em Nova York. Mais tarde, viajaria para as missões na Índia.

Publicou mais de quarenta livros, além de tratados volantes e panfletos. Seu Women in the Word (1897) faz um panorama com vários perfis de mulheres nas Escrituras.

Inscrição de Behistun

Inscrição na face rochosa de uma montanha esculpida durante o reinado de Dario I, o Grande (522-486), da Pérsia para relatar seus feitos.

Foi escrita nas línguas babilônica, elamita e persa com aescrita cuneiforme. É importante aos estudos bíblicos porque no século XIX permitiu a Sir Henry Rawlinson de decifrar essa escrita cuneiforme, possibilitando a interpretação de outros textos. Adicionalmente, as fórmulas de frases em louvor à realeza e ao supremo Deus persa, bem como a tábua das nações, oferecem paralelos bíblicos.

Idade do Bronze

Período arqueológico (3300-1200 a.C.) caracterizado pela ampla transição da sociedade agrária para a urbana, pela cultura escribal e pelo comércio de longa distância.

Um dos pilares da economia pastoral urbana no Levante era a produção e o comércio de têxteis. Na segunda metade do terceiro milênio a substituição de linho por lã liberou extensões consideráveis ​​de terras aráveis ​​para a agricultura básica, enquanto a produção de fibras se deslocou para as zonas marginais, mais adequadas à ovinocultura.

Coincide com surgimento da civilização sírio-cananeia, o período dos patriarcas e do êxodo.

Belém

A Belém bíblica significa “casa do pão” em hebraico. É uma cidade ao sul de Jerusalém, no antigo território das montanhas de Judá.

Há outra Belém da Galiléia, uma vila no território tribal de Zebulom (Js 19:15).

As origens da Belém da Judeia são incertas. Os mais antigos registros arqueológicos indicam um assentamento desde o século XIV a.C.

A cidade aparece a primeira vez na Bíblia em conexão com a vizinha Efrate como o local de sepultamento de Raquel, a esposa de Jacó (Gn 35:19, 48:7). Salmá, neto de Calebe, é chamado de “pai de Belém” (1 Cr 2:51). Depois que seu marido morreu, Rute, a moabita, estabeleceu-se com sua sogra. Foi a cidade natal de Davi e o local de sua unção por Samuel (1 Sm 16). Depois do exílio aparece elencada em Esdras 2:21 e Neemias 7:26.

A cidade era esperada para ser o local onde um novo rei da casa de Davi nasceria. Seria o local do nascimento de Jesus em Mateus (2: 1-8) e Lucas (2:4), cumprindo uma tradição remontando de uma leitura do profeta Miquéias (5:2) (cf. João 7:42).

Basã

Basã uma planície extensa, sem pedras e fértil a leste do rio Jordão. Está circundada por várias cadeias de montanhas: Gileade, monte Hermom, Jebel Haurã e ao ocidente por Gesur e Maaca (Js 12.5).

Aparece em Gn 14:5, como local de batalha de Quedorlaomer.

No final do êxodo, Ogue, o rei de Basã, enfrentou os israelitas, mas foi derrotado (Nm 21:33-35; Dt 3:1-7). Seu território coube à meia tribo de Manassés (Js 13:29

As duas principais cidades eram Edrei e Astorote (Tel-Ashtera). Em Dt 3:4 menciona sessenta cidades muradas em Argobe (monte) de Basã.

Mais tarde, no período salôminico, Argobe, em Basã, foi um dos distritos administrativos (1 Re 4:13).

No período dos reis as cidades de Basã foram conquistadas pelo rei arameu Hazael (2 Re 10:32-33), porém depois recuperadas por Jeoás (2 Re 13:25). Com a perda de população, a região virou pastos (Ez 39:18; Sl22:12), com florestas (Is 2:13; Ez 27:6; Zc 11:2) e a beleza de suas planícies (Amós 4:1; Jeremias 50:19). A expressão “vacas de Basã” indica a vitalidade pastoril da região.

Após o cativeiro babilônico, Basã foi dividida em quatro distritos: Golã ou Colinas de Golã, Haurã (Ez 47:16), Argobe ou Traconites e Bataneia.