Dwight Hopkins (nascido em 1949) é um teólogo que enfatiza a importância de reconhecer a diversidade dentro das comunidades negras. Seu trabalho “Introducing Black Theology of Liberation” (1999) argumenta que a teologia negra deve levar em conta as experiências dos negros de diferentes origens culturais e deve se engajar no diálogo com outras teologias da libertação.
Categoria: H
Carl Henry
Carl Ferdinand Howard Henry (1913-2003) foi um teólogo, apologista, autor e líder evangelical americano.
Embora não fosse teólogo por formação (era historiador e jornalista), deve-se a Henry a formulação intelectual do evangelicalismo moderno em sua vertente americana. O pensamento teológico de Henry foi caracterizado por sua ênfase na autoridade das Escrituras e na centralidade de Cristo na fé cristã. Partida da doutrina de que a Bíblia é a inspirada e inerrante Palavra de Deus, e que a mensagem do evangelho da salvação pela fé em Cristo deve ser proclamada a todas as pessoas. Entrentanto, não negava o conhecimento científico.
Henry também se preocupou com a relação entre cristianismo e cultura e enfatizou a necessidade de os cristãos se envolverem em atividades intelectuais e culturais a fim de impactar o mundo para Cristo. Critica o anti-intelectualismo e o isolacionismo cultural do cristianismo conservador em meados do século XX. Para alcançar um público amplo ao evangelicalismo, formou instituições como a National Association of Evangelicals, Fuller Theological Seminary, Evangelical Theological Society, Christianity Today, além de apoiar as cruzadas de Billy Graham.
BIBLIOGRAFIA
Henry, Carl F. H. The Uneasy Conscience of Modern Fundamentalism (1947).
Henry, Carl F. H. Christian Personal Ethics (1957)
Henry, Carl F. H. Aspects of Christian Social Ethics (1964)
Henry, Carl F. H. God, Revelation and Authority, 6 volumes (1976-1983)
Henry, Carl F. H. Confession of a Theologian (1986)
Charles Hodge
Charles Hodge (1797-1878) teólogo presbiteriano americano ligado à Escola de Princeton.
Estudou na Alemanha com o que havia de mais moderno em teologia na época. Todavia, ao retornar aos Estados Unidos adotou uma postura de reafirmação de dogmas calvinistas sob uma metodologia da modernidade. Na controvérsia Old School-New School, que resultou em uma divisão em 1837 entre os presbiterianos, liderou o partido da Old School contra o calvinismo avivalista herdeiro da tradição de Edwards e em favor do abolicionismo da New School. Apesar de desgostar do regime escravocrata americano, não considerava a escravidão biblicamente condenável.
Amigo de Archibald Alexander, deu o nome do amigo ao seu filho Archibald Alexander Hodge Hodge (1823-1886).
Foi autor de uma teologia sistemática usada em muitos seminários reformados. Escreveu trabalhos exegéticos de livros do Novo Testamento.
Charles Hartshorne
Charles Hartshorne (1897 – 2000) foi um filósofo americano que formulou o teísmo neoclássico.
Um filósofo da teologia do processo, Hartshorne propôs uma prova modal da existência de Deus oriunda do argumento ontológico de Anselmo.
Proponente de um pan-en-teísmo, Deus não seria idêntico ao mundo, mas Deus também não estaria completamente independente do mundo. O mundo estaria contido em Deus.
Estudou na Universidade de Harvard , onde obteve os graus de BA (1921), MA (1922) e PhD (1923)– um ano de distância entre uma titulação e outra. Continuou seus estudos na Universidade de Freiburg e Universidade de Marburg, sob influências de Husserl e Heidegger. Criado como episcopal, também frequentava congregações unitárias-universalistas.
Walter M. Horton
Walter Marshall Horton (1895-1966) teólogo batista, neoliberal e realista americano.
Estudou em Harvard, Union Theological Seminary, Columbia, além de passagens pela Sorbonne, Estrasburgo e Marburgo, nessa última recebeu seu doutorado. Foi professor de teologia em Oberlin.
Ele cunhou o termo de teologia neoliberal para discutir seu pensamento e de John C. Bennett e L. Harold DeWolf. Todavia, durante sua vida intelectual sua teologia combinou elementos liberais, neoliberais e pós-liberais.
Horton foi um dos primeiros teólogos a incorporar fundamentos da psicologia e sociologia na reflexão teológica. Sua abordagem ecumênica de se fazer teologia anteciparia as perspectivas globais e transdenominacionais que se tornariam padrão posteriormente. Argumentava pelo uso razão com ênfase na importância da revelação bíblica no método teológico.
Sua doutrina de Deus reconhece tanto o amor pessoal quanto a ira de Deus. Em sua doutrina do homem, busca um equilíbrio “titanismo” e “niilismo”, reconhecendo a pecaminosidade humana. Concebe a encarnação em termos liberais, mas tende para a neo-ortodoxia acerca da Expiação e na doutrina da Parousia.
A eclesiologia resulta de seu envolvimento no movimento ecumênico. Apreciou a teologia católica antes mesmo da abertura do concílio Vaticano II, desenvolvendo uma concepção de evangelicalismo católico para compreender o ecumenismo. Para Horton a doutrina do Reino de Deus inclui tanto o ativismo dos liberais quanto o foco ortodoxo na eternidade.
BIBLIOGRAFIA
Edwards, Mark. “” More Catholic Than Protestant”: Walter Marshall Horton and the Faith of Evangelical Catholicism.” Anglican and Episcopal History 78.3 (2009): 279-303.
Horton, Walter Marshall. Realistic Theology. New York : Harper, 1934.
Horton, Walter Marshall. “The Christian Community: Its Lord and Its Fellowship.” Interpretation (Richmond) 4, no. 4 (1950): 387-400.
Horton, Walter Marshall. Christian Theology: An Ecumenical Approach. New York : Harper, 1955.
Mountcastle, William W. Neo-liberal theology in the thought of Walter Marshall Horton. Diss. Boston University, 1958. https://hdl.handle.net/2144/6228
