César Malan

Henry Abraham César Malan (1787– 1864) foi um ministro, hinista e líder evangélico genebrino.

Descendente de uma antiga família valdense, Malan estudou teologia em Genebra, onde se tornou professor e ordenado pastor da Igreja Reformada Suíça.

Por um tempo ele foi maçom e presidente da Sociedade Bíblica de Genebra. Mas, no início do Avivamento Continental, em 1816, foi influenciado pela missão de Robert Haldane.

Dois sermões pregados por Malan em 1817 desencadearam uma vigorosa controvérsia na igreja de Genebra. Foi proibido de pregar e demitido em 1823. Fundou uma congregação livre, a Chapelle du Témoignage. Como um dos principais teólogos do Réveil de Genebra, viajou como evangelista pela Europa continental e Grã-Bretanha. Oublicou muitos folhetos e mais de mil hinos.

Merle D’Aubigné

Jean Henri Merle D’Aubigné (1794-1872) foi um ministro e historiador protestante suíço. Ele nasceu em Eaux-Vives, Genebra, em uma família de origem huguenote. Recebeu sua educação na Universidade de Genebra, onde estudou teologia.

Estudou a Bíblia com o escocês Robert Haldane, líder do Avivamento Continental evangélico de Genebra. Merle mais tarde se referiria essas reuniões com Haldane como “o berço da segunda reforma de Genebra”.

Depois de completar seus estudos, D’Aubigné serviu como pastor em várias cidades suíças, incluindo Lausanne e Genebra. Ele também se envolveu na Sociedade Evangélica Suíça, que buscava promover o renascimento do protestantismo na Suíça.

A obra mais famosa de D’Aubigné é sua “Histoire de la Réformation du XVIe siècle”, ou “História da Reforma do século XVI”, publicada em cinco volumes entre 1835 e 1853. Esta obra traça a história da Reforma Protestante desde suas origens no século 16 até sua disseminação por toda a Europa.

Além de seu trabalho sobre a Reforma, D’Aubigné também foi um escritor prolífico em outros tópicos relacionados ao cristianismo, incluindo estudos bíblicos e teologia. Ele morreu em Genebra em 1872, deixando um legado como um dos historiadores mais influentes da Reforma Protestante.

Manuscrito Ashkar-Gilson

O Manuscrito Ashkar-Gilson (cerca de 600-700 d.C.) é um fragmento de um rolo da Torá contendo Êxodo 9:18–13:2 em forma consonantal proto-massorética. É um dos raros manuscritos intermediários entre o Texto Massorético e o Manuscritos do Mar Morto.

Desde os grandes códices massoréticos, a Canção do Mar foi transmitida com cuidado por copistas massoréticos com um layout específico. Os copistas usaram uma diagramação simétrica especial centralizada em blocos, com espaços em branco marcando o fim das unidades poéticas. Esse layout é encontrado em todos os rolos da Torá usados nas sinagogas atualmente e também aparece no Manuscrito Ashkar-Gilson sem qualquer desvio do arranjo posterior. Contudo, estão ausentes nos manuscritos do Mar Morto. Assim, o Manuscrito Ashkar-Gilson é um exemplar transicional entre os textos proto-massorético e massorético.

O manuscrito foi encontrado em Beirute, Líbano, em 1972, talvez venha da Geniza do Cairo. Continha Êxodo 13:19–16:1, a Canção do Mar. O Manuscrito Ashkar-Gilson foi doado à Universidade Duke. Em 2007, a universidade emprestou o fragmento ao Museu de Israel em Jerusalém, onde foi exibido no Santuário do Livro.

Enquanto estava em exibição, dois especialistas israelenses, Mordechai Mishor e Edna Engel, notaram que a caligrafia e o layout do Manuscrito Ashkar-Gilson eram semelhantes a outro fragmento de pergaminho conhecido como Manuscrito de Londres, que contém uma passagem anterior do Êxodo (Êxodo 9:18–13:2). Pesquisas adicionais confirmaram que ambos os manuscritos faziam parte do mesmo rolo da Torá, datado do século VII ou VIII d.C. O rolo reunido, contendo seções dos capítulos 9 a 16 do Êxodo, preenche uma lacuna crucial na história da transmissão do texto bíblico, fornecendo evidências de um estágio intermediário entre os Manuscritos do Mar Morto e os textos massoréticos.

BIBLIOGRAFIA

Sanders, P. “The Ashkar-Gilson Manuscript: Remnant of a Proto-Masoretic Model Scroll of the Torah”. The Journal of Hebrew Scriptures, vol. 14, Jan. 2014, doi:10.5508/jhs.2014.v14.a7.

Mastema

Mastema, Mastemá, Mastemah, em hebraico מַשְׂטֵמָה, em Ge’ez መኰንነ፡ መሰቴማ , uma figura malévola da literatura apocalíptica judaica, retratada como uma entidade demoníaca, muitas vezes referida como o “Príncipe de Mastema” em Jubileus e no livro hebraico medieval de Asafe, o Médico.

Na Bíblia, aparece em Oseias 9:7-8, significando ódio, contradição, hostilidade, aversão e perseguição.

O Livro dos Jubileus (10:11; 11:5, 11; 17:16; 48:15), datado de cerca de 150 aC, apresenta Mastema como o líder dos espíritos malignos após o Dilúvio. De acordo com os Jubileus, Deus purifica a terra da maioria dos espíritos malévolos a pedido de Noé, mas Mastema convence Deus a deixar dez por cento deles sob sua autoridade para tentar a humanidade.

Embora Jubileus às vezes iguale Mastema a Satanás, retrata Mastema como uma entidade distinta, não um anjo caído. O papel de Mastema envolve tentar e enganar os humanos, muitas vezes em oposição à vontade divina. Na narrativa, Mastema e seus agentes afligem os netos de Noé. Envolve-se no sacrifício de Isaque (o Akedah) por Abraão e no êxodo dos israelitas do Egito.

Nos Fragmentos Zadoquitas (Documento de Damasco 16:5) e nos Manuscritos do Mar Morto (4Q Pseudo-Jubileus), Mastema é o anjo do desastre, o pai de todo o mal e um bajulador de Deus. No Atos Grego de Filipe 13 também ocorre a identificação de Mastema e Satanás.

Apesar da ambiguidade em torno da identidade e origem de Mastema, serve como símbolo de inimizade e oposição. Mastemah como substantivo comum significa aproximadamente “inimizade, oposição”e aparece na Bíblia em Oseias 9:7, 8.

Wolfgang Musculus

Wolfgang Musculus (1497 – 1563) foi um pregador e reformador franco-alemão.

Nascido em Dieuze, Lorraine (França), estudou em um mosteiro beneditino em Lixheim e mais tarde abraçou a Reforma depois de ler os escritos de Martinho Lutero. Estudou em Estrasburgo e tornou-se pregador em Augsburg.

Forçado a deixar a Alemanha, passou a ser professor de teologia em Berna, onde permaneceu até sua morte. Escreveu vários comentários bíblicos e um livro didático teológico, “Loci communes theologiae sacrae”.