Edições massoréticas

Essas são as principais edições impressas do Texto Massorético.

  • Pentateuco de Bolonha (1482): Marco inicial, com vogais e acentos aprimorados por Abraham b. Ḥayyim di Tintori.
  • Bíblia de Soncino (1488): Primeira Bíblia completa impressa, com vogais e acentos, produzida pela família Soncino.
  • Bíblia de Nápoles (1491-93): Edição com melhor posicionamento de vogais e acentos, também pelos Soncino.
  • Bíblia de Brescia (1495): Edição de bolso, baseada na Bíblia de Soncino, para judeus em constante movimento.
  • Pentateuco de Hijar (1490): Com Targum e Rashi, impressa por Solomon Salmatic b. Maimon.
  • Pentateuco de Faro (1487): Edição portuguesa com limitações na impressão do dagesh.
  • Pentateuco de Lisboa (1491): Em dois volumes, com Targum e comentário de Rashi.
  • Isaías e Jeremias de Lisboa (1492): Edições individuais dos livros proféticos.
  • Provérbios de Leira (1492): Edição individual do livro de Provérbios.
  • Salmos, Provérbios, Jó e Daniel de Salonica (1514): Edição com patronato de Don Judah Gedaliah.
  • Políglota Complutense (1514-17): Primeira Bíblia impressa na Espanha, com texto hebraico, grego e latino.
  • Primeira Bíblia Rabínica de Bomberg (1516-17): Em quatro volumes, com Targum e comentários, editada por Felix Pratensis.
  • Segunda Bíblia Rabínica de Bomberg (1524-25): Texto massorético padrão por 400 anos, editada por Jacob b. Ḥayyim ibn Adonijah.
  • Terceira Bíblia Rabínica de Bomberg (1525-28): Combinação dos textos de Pratensis e Jacob b. Ḥayyim.
  • Bíblia de Elias Levita (1527 em diante): Edições posteriores de Bomberg, seguindo o texto de Jacob b. Ḥayyim.
  • Sanctus Pagninus Veteris et Novi Testamenti nova translatio, publicada em Lyon em 1527. Latim-Hebraico.
  • Edição de Muenster Latim-Hebraico de 1535.
  • Bíblia de Buxtorf (1611 e 1618-19): Influenciada por tradições sefaraditas.
  • Bíblia de Jablonski (1699): Baseada no texto de Buxtorf.
  • Bíblia de Michaelis (1720): Edição crítica com base em edições impressas e manuscritos.
  • Benjamin Kennicott (Kennicott Edition, 1776-1780): Produzida pelo teólogo de Oxford Benjamin Kennicott com o auxílio de uma equipe. A edição inclui um aparato que reflete variantes do texto consonantal em mais de 600 manuscritos, 52 edições do texto hebraico e 16 manuscritos do Pentateuco Samaritano.
  • Giovanni Bernardo de Rossi (de Rossi Edition, 1784-1798): Baseada em cerca de 1.475 manuscritos e edições, esta publicação oferece uma lista de variantes consonantais, em vez de uma edição completa. A edição original foi publicada entre 1784-1788, com uma versão suplementada em 1798, e foi reimpressa em 1969-1970 devido à sua relevância contínua.
  • S. Baer (BHK, 1869-1895): Samuel Baer e Franz Delitzsch trabalharam para reconstruir o Texto Massorético, excluindo os livros de Êxodo a Deuteronômio, com base em edições e manuscritos antigos. Embora tenha sido um esforço importante, o tratamento idiossincrático de Baer em relação à Massorá comprometeu a precisão da edição.
  • Christian D. Ginsburg (Ginsburg Edition, 1908-1926): Produzida por Christian D. Ginsburg e sua equipe em Londres, a edição baseou-se principalmente na edição de ben Chayyim e em manuscritos do século XIII em diante, localizados na Biblioteca Britânica. Apesar do extenso material, foi criticada por sua inconsistência e falta de esforço em avaliar ou agrupar os manuscritos.
  • Pentateuco de Roedelheim: Edição popular sem notas.
  • Biblia Hebraica Kittel (BHK): Texto baseado no Códice de Leningrado. Edição crítica.
  • Biblia Hebraica Stuttgartensia (BHS, 1977): Edição revisada da BH3. Incorpora anotações de leituras dos Manuscritos do Mar Morto.
  • Biblia Hebraica Quinta (BHQ): Em andamento, com base em diversos manuscritos.
  • Hebrew University Bible Project (HUBP): projeto em curso de uma edição multivolume, baseado no Codex de Aleppo. Possuirá um aparato crítico substancial.
  • Jerusalem Crown (2000): Combina os Códices de Alepo e Leningrado.
  • Oxford Hebrew Bible (OHB): projeto em curso de uma edição crítica.

Menigheten Spiren

Menigheten Spiren em Drammen, cerca de 40 quilômetros de Oslo, Noruega, é uma comunidade cristã independente.

Embora a Spiren tenha sido formalmente estabelecida em 2007, suas raízes remontam a 1992, quando um grupo de cristãos em Drammen se reuniu sob a denominação Smiths Venner. Inspirados pelos ensinamentos do teólogo Gerard Oord, os membros desse grupo buscaram viver uma fé autêntica, comprometida com a Palavra de Deus. Ao longo dos anos, a comunidade cresceu e se diversificou, atraindo pessoas de diferentes origens culturais e nacionais, incluindo Camarões e Romênia. A liderança da Spiren é exercida por um conselho de anciãos, atualmente composto por Per Baltzersen, Conrad Myrland e Tormod Evensen.

Johane Marang

Johane Marang (nascido John Mutendi, em 1891) foi um líder espiritual e fundador da Igreja Apostólica de Sião, uma das igrejas independentes da África Austral, estabelecida na década de 1920.

Nascido em um contexto de pobreza, Marang teve acesso limitado à educação formal. Sua vida mudou após uma visão de Jesus Cristo, na qual foi instruído a pregar o evangelho ao povo do Zimbábue.

Marang iniciou seu ministério como pregador itinerante, percorrendo vastas regiões do Zimbábue. Seu trabalho era pautado pela pregação do evangelho, pelo exercício do dom da cura e pela libertação espiritual. Os ensinamentos de Marang enfatizavam três pilares fundamentais: a fé como caminho para transformação, a oração como meio de comunhão com Deus e a crença no poder divino para curar e libertar da opressão espiritual.

A abordagem de Marang ressoou profundamente com comunidades que buscavam respostas espirituais e práticas em meio a condições de vida difíceis e opressão colonial. Seus sermões abordavam não apenas questões de salvação, mas também a dignidade humana, fortalecendo o senso de comunidade e identidade entre seus seguidores.

A Igreja Apostólica de Sião, fundada por Marang, destacou-se pela rápida expansão, atraindo milhares de adeptos de diferentes regiões do Zimbábue. Essa igreja não apenas se estabeleceu como uma instituição religiosa, mas também como um movimento cultural que reconciliava elementos do cristianismo com práticas espirituais e simbologias africanas.

A liderança de Marang foi capaz de unir diferentes grupos étnicos e sociais em torno de uma visão compartilhada de fé e renovação espiritual.

T. B. Maston

Thomas Buford Maston (1897-1988), conhecido como T. B. Maston, foi um eticista cristão e escritor.

Maston exerceu uma longa carreira como professor de ética no Southwestern Baptist Theological Seminary, onde lecionou de 1925 até 1963, quando foi forçado a se aposentar devido a suas posições sobre questões raciais. Durante sua carreira, Maston produziu uma extensa obra escrita que abordava temas éticos diversos. Contudo, um dos focos centrais de sua atuação ministerial foi a promoção de uma visão bíblica sobre a raça, buscando desafiar as estruturas e práticas associadas ao sistema de segregação racial conhecido como Jim Crow.

Maston argumentava que os ensinamentos cristãos exigiam a superação das divisões raciais e a construção de uma integração plena e respeitosa entre comunidades negras e brancas. Suas ideias confrontaram as normas culturais e sociais vigentes no sul dos Estados Unidos, particularmente durante o período de luta pelos direitos civis. Esse posicionamento, embora ancorado em uma interpretação teológica das Escrituras, gerou controvérsias significativas no contexto acadêmico e religioso de sua época, culminando em sua aposentadoria compulsória. O legado de Maston, no entanto, permanece como um testemunho de seu compromisso com uma ética cristã que busca a igualdade e a justiça social.