Novo Aliancismo

A Teologia da Nova Aliança (New Covenant Theology – NCT) ou Novo Aliancismo é uma estrutura teológica que surgiu principalmente em círculos Batista Reformados no final do século XX. Abordar e criticar a Teologia da Aliança ou do Pacto, rejeitando doutrinas centrais como diferentes alianças para a redenção, as obras e a graça. O movimento foi moldado por John Reisinger, Tom Wells, Fred Zaspel, John Zens e Steve Lehrer.

As origens da NCT estão vinculadas a igrejas locais e redes informais, em vez de instituições acadêmicas. Organizações-chave que promoveram a NCT incluem o Providence Theological Seminary, Sound of Grace Ministries, a John Bunyan Conference e o In-Depth Studies.

A NCT afirma que as leis do Antigo Testamento foram abolidas ou canceladas com a crucificação de Jesus, sendo substituídas pela Lei de Cristo na Nova Aliança. Embora compartilhe semelhanças com o dispensacionalismo e a teologia da aliança, a NCT é um arcabouço teológico distinto.

Nessa doutrina, a Lei Mosaica, incluindo seus aspectos morais, cerimoniais e civis, foi cumprida em Cristo e não se aplica mais aos cristãos. A ênfase recai sobre a ética do Novo Testamento, expressa nos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos. Essa posição gera debate sobre a continuidade e descontinuidade entre as alianças bíblicas.

Narrativa da Arca

A Narrativa da Arca, presente nos livros de Samuel (1 Sm 4-6; 2 Sm 6), descreve as vicissitudes da Arca da Aliança, símbolo da presença divina e objeto sagrado de Israel, durante um período turbulento da história do povo. Longe de ser um relato monolítico, a narrativa se apresenta como uma tapeçaria complexa, tecida a partir de diferentes tradições e perspectivas, que revelam a ambiguidade e o poder da Arca.

A história tem início com a captura da Arca pelos filisteus após a derrota dos israelitas em batalha. Levada como troféu de guerra, a Arca é colocada no templo do deus Dagom, em Asdode. No entanto, a presença da Arca desencadeia eventos misteriosos e catastróficos: a estátua de Dagom é encontrada prostrada diante da Arca, e pragas assolam a cidade. Aterrorizados, os filisteus decidem devolver a Arca a Israel, mas sua jornada de volta é marcada por tragédias e temor, culminando na morte de setenta homens de Bete-Semes por terem olhado para dentro da Arca.

Temendo a ira divina, os habitantes de Bete-Semes enviam a Arca para Quiriate-Jearim, onde permanece por vinte anos na casa de Abinadabe. É somente com o rei Davi que a Arca é trazida para Jerusalém, em meio a celebrações e sacrifícios. No entanto, a jornada é novamente marcada por tragédia, com a morte de Uzá ao tocar na Arca para impedir sua queda. Temeroso, Davi deixa a Arca na casa de Obede-Edom, onde permanece por três meses, trazendo bênçãos ao seu lar. Finalmente, Davi traz a Arca para Jerusalém, estabelecendo-a como centro do culto israelita.

A Narrativa da Arca apresenta diferentes facetas do objeto sagrado: ela é símbolo da presença divina, instrumento de guerra, fonte de bênçãos e, ao mesmo tempo, objeto de temor e perigo.

BIBLIOGRAFIA

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Nikon de Moscou

Patriarca Nikon de Moscou (nascido Nikita Minin. Também Nicônio de Moscou ou Nicon) ( 1605-1681) e foi o sétimo Patriarca de Moscou e de toda a Rússia, exercendo seu cargo de 1652 a 1666. Antes de se tornar patriarca, Nikon foi padre e abade, tendo se retirado para um mosteiro após a morte de seus filhos. Sua ascensão ao patriarcado ocorreu com o apoio do czar Alexei, que o convenceu a aceitar a posição após várias recusas.

Nikon implementou reformas significativas na Igreja Ortodoxa Russa, buscando unificar os textos litúrgicos e corrigir práticas que considerava inadequadas.

Ele se inspirou nos textos gregos da tradição bizantina para promover uma maior uniformidade nas práticas religiosas. Essas reformas, no entanto, foram mal recebidas por conservadores e resultaram em um cisma conhecido como Raskol, que dividiu a Igreja entre os que apoiavam as mudanças e os chamados “velhos crentes”, que resistiram às inovações.

A relação de Nikon com o czar deteriorou-se ao longo do tempo, especialmente devido à sua oposição à transferência de propriedades monásticas para o estado.

Em 1658, ele se afastou de Moscou e se retirou para o Mosteiro da Nova Jerusalém, que havia fundado. Em 1666, um sínodo convocado pelo czar decidiu depô-lo e ele foi reduzido à condição de monge e exilado para um mosteiro distante. Contudo, suas reformas permaneceram na Igreja Ortodoxa Russa.