Zeebe

Zeebe (זְאֵב, Zəʾêḇ) é um nome que aparece no livro de Juízes como um dos dois príncipes midianitas que foram mortos pelos efraimitas durante a perseguição ao exército midianita em fuga, após a vitória inicial de Gideão (Juízes 7). O outro príncipe era Orebe.

A história de Zeebe ocorre no contexto da batalha de Gideão contra os midianitas. Após a impressionante derrota do grande exército midianita com apenas trezentos homens, Gideão convocou os homens de Efraim para interceptar os midianitas em fuga e tomar os vaus do Jordão, impedindo sua retirada para suas próprias terras.

Os efraimitas responderam ao chamado e capturaram os dois príncipes midianitas, Orebe e Zeebe, matando-os em locais distintos. Orebe foi morto na “rocha de Orebe”, e Zeebe foi morto no “lagar de Zeebe”. Posteriormente, os efraimitas levaram as cabeças de Orebe e Zeebe a Gideão, que estava no lado oeste do Jordão (Juízes 7:25).

A captura e a morte de Orebe e Zeebe pelos efraimitas contribuíram para a completa derrota da incursão midianita. Esses príncipes eram líderes aparentemente fortes, e sua eliminação desorganizou ainda mais as forças midianitas em retirada. O fato de os locais de suas mortes terem sido posteriormente nomeados em sua homenagem (“rocha de Orebe” e “lagar de Zeebe”) sugere a significância desses eventos na memória do povo de Israel.

O nome “Zeebe” em hebraico significa literalmente “lobo”. É interessante notar que ambos os príncipes midianitas derrotados por Efraim tinham nomes de animais selvagens: Orebe significa “corvo” e Zeeb significa “lobo”.

Zebadias

Zebadias (זְבַדְיָה) em hebraico geralmente significa “Dom de Yahweh” ou “Yahweh deu”. É um nome teofórico, que incorpora o nome divino Yahweh.

Várias pessoas com o nome Zebadias são mencionadas na Bíblia, incluindo:

Zebadias, filho de Ismael: Um oficial de Judá no tempo do profeta Jeremias (Jeremias 29:21).

Zebadias, um benjamita: Um dos filhos de Berias e líder na tribo de Benjamim (1 Crônicas 8:15).

Zebadias, outro benjamita: Um dos filhos de Elpaal e líder na tribo de Benjamim (1 Crônicas 8:17).

Zebadias, um dos guerreiros que se uniram a Davi em Ziclague (1 Crônicas 12:7).

Zebadias, porteiro do Santuário (1 Crônicas 26:2).

Zebadias, um levita: Um levita enviado para ensinar a Lei nas cidades de Judá, durante o reinado de Jeosafá (2 Crônicas 17:8).

Zebadias, do retorno do Exílio: Indivíduos que retornaram do exílio babilônico com Zorobabel e Esdras (Esdras 2:4; 8:8; Neemias 7:9).

Zebadias, um sacerdote: Um sacerdote que se casou com uma mulher estrangeira após o retorno do exílio (Esdras 10:20).

Zebadias, um descendente de Judá: Um descendente de Judá que morava em Jerusalém após o exílio (Neemias 11:4).

Zaretã

Zaretã ou Zarethan (צָרְתָן, Tsartan) é uma cidade associada à travessia do rio Jordão pelos israelitas sob a liderança de Josué e, posteriormente, ao reinado de Salomão. Sua localização, ainda que incerta, é geralmente identificada na região do vale do Jordão, ao norte do Mar Morto.

Zaretã é mencionada como um local onde o rei Salomão mandou fundir os utensílios de bronze para o Templo de Jerusalém (1 Reis 7:46; 2 Crônicas 4:17). O texto em 1 Reis 7:46 especifica que a fundição ocorreu “na planície do Jordão, entre Sucote e Zaretã, na terra argilosa”. A menção de Sucote como um ponto de referência adicional ajuda a restringir ainda mais a localização de Zaretã.

A travessia do Jordão (Josué 3:16) é o evento mais significativo ligado a Zaretã . O texto descreve como as águas do Jordão, que estavam transbordando em toda a sua extensão durante a época da colheita, pararam de correr em um ponto distante, “em Adã, cidade que está ao lado de Zaretã”. Isso permitiu que os israelitas atravessassem o rio em terra seca. A menção de Adã perto de Zaretã ajuda a localizar a área do milagre.

Zaretã comofronteira (Josué 13:27) listada como parte do território da tribo de Gade, situada no vale do Jordão.

Zafon

Safom, Zafom, Zafon ou Zaphon é um nome que aparece na Bíblia Hebraica, tanto como um local geográfico quanto com um significado simbólico, ligado a crenças culturais da época.

Zafom é mencionada como uma cidade localizada a leste do rio Jordão, no território da tribo de Gade (Josué 13:27; Juízes 12:1). Nesses trechos, Zaphon é apresentada como um ponto de referência geográfico.

O termo Zafom é usado em algumas passagens bíblicas, especialmente em contextos poéticos ou proféticos, onde pode carregar conotações de poder divino ou autoridade.

Além de sua localização, Zafom é a palavra hebraica para “norte”.

No contexto das culturas antigas do Oriente Médio, o Monte Zafon (ou Ṣapānu) era uma montanha considerada sagrada, habitação do deus El e Baal em algumas mitologias cananeias e ugaríticas. Era vista como sua morada e um lugar de grande poder.

Isbaque

Isbaque (יִשְׁבָּק, Yishbaq) foi o quinto dos seis filhos que Abraão teve com Quetura, sua esposa após a morte de Sara (Gênesis 25:2; 1 Crônicas 1:32). Seus irmãos eram Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã e Suá.

Assim como seus irmãos nascidos de Quetura, a Bíblia não oferece detalhes significativos sobre a vida de Isbaque ou seus descendentes. Gênesis 25:5-6 relata que Abraão deu presentes a todos os seus filhos com suas concubinas (incluindo Quetura) e os enviou para longe de seu filho Isaque, o herdeiro principal, para a “terra do Oriente”. Esse ato visava evitar conflitos sobre a herança.

Josefo, o historiador judeu do primeiro século, em suas “Antiguidades Judaicas”, menciona que Abraão estabeleceu esses filhos em colônias, e que eles tomaram posse da “Trogloditis” (uma região na costa do Mar Vermelho) e da Arábia Feliz. No entanto, essa informação não é encontrada no texto bíblico.

Alguns estudiosos sugerem que os descendentes de Isbaque poderiam estar ligados a tribos árabes antigas, possivelmente identificadas em inscrições seculares. Uma dessas sugestões é a possível conexão com um povo mencionado em uma inscrição cuneiforme conhecido como “Jasbuqu”. No entanto, essas identificações permanecem conjecturas, dada a escassez de informações bíblicas e a dificuldade em correlacionar evidências arqueológicas com esses nomes bíblicos.

O significado do nome “Isbaque” em hebraico é incerto, mas algumas sugestões incluem “ele deixará” ou “ele esvaziará”.