Caftoritas

Caftoritas ou caftorim seriam um povo originário de Caftor. Caftor, em hebraico כַּפְתּוֹר‎, é referido em Dt 2:23; Am 9:7 como região de origem dos filisteus. Jeremias se refere aos filisteus como “o remanescente das costas de Caftor” (Jr 47:4).

A localização de Caftor é incerta. Os locais possíveis seriam Creta, Chipre ou a costa da Cilícia. Menções provenientes de Ugarit, Mari e Egito indicam ser uma região conhecida e com recorrentes contatos na Idade do Bronze.

Os caftoritas (Gn 10: 13-14; 1 Cr 1: 11-12) seriam descendentes de Cam, filho de Noé, por meio de Mizraim (Egito), sendo identificados com os filisteus.

Os caftoritas migraram e desapropriaram a terra dos heveus, na costa sul de Canaã.

Águas de Merom

Águas de Merom ou Lago Hula era um lago de água fresca no norte do Rio Jordão. A única menção na Bíblia ocorre em Josué 11, na batalha entre os israelitas e os cananeus liderados por Jabim, rei de Hazor.

No período romano era chamado em grego de Semechontis ou em hebraico e aramaico de Samko. Outra designação, Hulatha, passou para o árabe Baheiret el-Huleh.

Nos anos 1950, o Lago Hula foi drenado.

Cinco Solas

Sumários dos ideais da Reforma e do cristianismo protestante.

SOLA FIDE

Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. Rm 1:17

SOLA GRATIA

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Ef 2:8-9

SOLO CHRISTUS

Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo. 1 Tm 2:5-6

SOLA SCRIPTURA

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra. 2 Tm 3:16-17

SOLI DEO GLORIA

Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! Rm 11:36

Os Cinco Solas foram um sumário elaborado progressivamente por Theodore Engelder (1916), Emil Brunner (1934, 1960) e Geoffrey R. Eldon (1958) para os ideais doutrinários da Reforma e do cristianismo protestante.

Originalmente, H. H. Walker criou os slogans em 1912 para sintetizar o pensamento do líder confessional luterano nos Estados Unidos, C. F. W. Walther.

Nas comemorações dos 400 anos da Reforma, Engelder (1865-1949), professor do Seminário Concordia, nos Estados Unidos, utilizou-os em uma tríade para resumir a doutrina de Lutero.

Depois em 1917, o teólogo holandês Bavinck propôs que toda a reforma foi orientada pela scriptura sola, gratia sola et fides sola.

Com base na teologia de Karl Barth, Brunner expandiu-os para cinco. Em sua análise da história da Reforma, Eldon utilizou esses princípios.

BIBLIOGRAFIA

Bavinck, Herman“De Hervorming en ons nationale leven,” in Ter herdenking der Hervorming, 1517–1917. Twee redevoeringen, uitgesproken in de openbare zitting van den senaat der Vrije Universiteit op 31 October 1917, ed. H. Bavinck and H. H. Kuyper. Kampen: Kok, 1917.

Brunner, Emil. Dogmatics III: The Christian Doctrine of the Church, Faith and the Consummation. Cambridge, England: James Clarke & Co., 1962, p. 221.

Brunner, Emil. The Mediator: A Study of the Central Doctrine of the Christian Faith. Cambridge, England: The Lutterworth Press, 1934, p. 295.

Corzine, Jacob “The  Source of the Solas: On the Question of Which are the Original Solas,” in Theology  is Eminently Practical: Essays in Honor of John T. Pless, ed. Jacob Corzine and Bryan  Wolfmueller. Fort Wayne: Lutheran Legacy, 2012, p. 67.

Eldon, Geoffrey. R. The New Cambridge Modern History. II. The Reformation: 1520-59. Cambridge, England: Cambridge University Press, 1958, p. 118.

Engelder, Theodore “The Three Principles of the Reformation: Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides,” in Four Hundred Years: Commemorative Essays on the Reformation of Dr.  Martin Luther and its Blessed Results, in the Year of the Four-hundredth Anniversary of the Reformation, ed. W. H. T. Dau.St. Louis: Concordia, 1916, pp 97–109, 99.

Van den Belt, Henk. “Sola Scriptura: An Inadequate Slogan for the Authority of Scripture.” Calvin theological journal 51 (2016): 204-226.

Walker, H. H. “Carl Ferdinand Wilhelm Walther, D.D. The Luther of America,” Lutheran Quarterly 12 (1912): 358. 

Zeus

A principal divindade do panteão grego, chamado pelos romanos de Júpiter ou Jove. Seu domínio era céu e do clima. Governava os deuses e aplicava punições a imortais e mortais que o irritaram.

Chamado de “pai dos deuses e dos homens”, vivia no Olimpo com outros deuses, mas a mitologia retrata várias incursões e aventuras amorosas entre os mortais.

Originalmente, Zeus era o deus do céu dos povos micênicos (de língua grega) que migraram para a península grega por volta de 2.000 aC. Na mitologia grega, Zeus era filho de Cronos e Rhea.

Barnabé foi considerado “Zeus” pelo povo de Listra (Atos 14:12).

Em Atos 28:11: o nome do navio que Paulo partiu de Malta tinha como caranca os “Filhos de Zeus”, Castor e Pólux.

O apócrifo 2 Macabeus 6:1, 2 fala que o rei selêucida Antíoco IV (Epifânio) tentou profanar o templo de Jerusalém com o culto a Zeus (Júpiter Olimpo) no ano 164 a.C.,o que seria mais tarde possivelmente referido como “abominação e desolação”.

Umwelt

Em alemão, Umwelt significa “ambiente” ou “percepção de mundo”. Conceito proposto por Jakob von Uexküll e Thomas A. Sebeok dentro da teoria semiótica para a base pessoal na qual ocorre a significação e comunicação. Embora os indivíduos possam compartilhar o mesmo ambiente, cada um possui uma relação única com ele, constituindo seu Umwelt. Entretanto, boa parte do Umwelt é compartilhado. A percepção de mundo por vezes é confundida com cosmovisão.