Acor

O Vale de Acor, mencionado na Bíblia, era uma fronteira ao sul de Jericó no território de Judá (Josué 15:7). O nome, que significa “Banimento” ou “Dificuldade,” deriva do episódio em que Acã e sua família foram executados por apedrejamento por desobedecerem à ordem divina ao ocultar despojos da conquista de Jericó, causando derrota para Israel (Josué 7:5-26).

Sua localização exata é debatida.

Em Oseias 2:15, o Vale de Acor, antes símbolo de juízo, é prometido como “entrada à esperança” na restauração de Israel. Isaías 65:10 também o menciona como um futuro lugar de repouso e fertilidade, contrapondo-se ao caráter desolado da região.

Jericó

Jericó era uma idade a oeste do rio Jordão e ao norte do Mar Morto. Uma das mais antigas ocupações urbanas da história, controlava um ponto de passagem da região do Jordão para as colinas centrais de Efraim e Judá. Chamada de “Cidades das Palmeiras” (Dt 34:3; Jz 1:16; 3:13).

Foi conquistada por Josué (Js 6) e visitada por Elias e Eliseu (2 Re 2).

Josué teria amaldiçoado as ruínas (vide Herem) contra quem a reconstruísse: “à custa de seu primogênito lançará os alicerces, e à custa de seu filho mais novo levantará as suas portas'” (Js 6:26). A maldição de Josué foi cumprida durante o reinado do rei Acabe. “Nos seus dias, Hiel de Betel edificou Jericó. Ele lançou os alicerces à custa de Abirão, seu primogênito, e ergueu as suas portas às custas de seu filho mais novo, Segube, de acordo com a palavra de o Senhor, o que ele falou por meio de Josué, filho de Num”. (1 Re 16:34).

Águas de Merom

Águas de Merom ou Lago Hula era um lago de água fresca no norte do Rio Jordão. A única menção na Bíblia ocorre em Josué 11, na batalha entre os israelitas e os cananeus liderados por Jabim, rei de Hazor.

No período romano era chamado em grego de Semechontis ou em hebraico e aramaico de Samko. Outra designação, Hulatha, passou para o árabe Baheiret el-Huleh.

Nos anos 1950, o Lago Hula foi drenado.

Otniel

Otniel ou Otoniel filho de Quenaz, em hebraico: עָתְנִיאֵל בֶּן קְנַז, foi o primeiro dos juízes bíblicos. A etimologia de seu nome é incerta, mas pode significar “Deus/Ele é minha força” ou “Deus me ajudou”.

É chamado de “Otniel, filho de Quenaz, irmão de Calebe” (Josué 15:17). Quando Calebe promete a mão de sua filha Acsa a quem conquistar a terra de Debir, Otniel aceita o desafio, tornando-se genro de Calebe.

Depois da morte de Josué, os israelitas voltaram ao pecado e foram dominados por Cuchã-Risataim, rei de Aram-Naaraim (Mesopotâmia) por oito anos. Os israelitas clamaram a Deus, Otniel foi levantado para ser seu libertador. Sob Otniel, a paz durou quarenta anos. (Jz 3:7-11).

É mencionado nas genealogias de 1 Cr 4:13; 27:15. Apesar de ser o único juiz ligado à tribo de Judá, seu parentesco do Calebe leva a deduzir que seria um quenezeu, descendente de Jefoné (Js 14:6, 14; Nm 32:12).

Hazor

Hazor, חָצוֹר (ḥāṣôr), foi uma cidade fortificada do norte de Canaã, situada em posição estratégica ao longo das rotas comerciais que conectavam o Egito, a Mesopotâmia e a região do Mediterrâneo oriental. O nome hebraico significa provavelmente “fortaleza” ou “assentamento cercado”.

Durante a Idade do Bronze, Hazor teria sido um dos principais centros urbanos da Palestina setentrional. Textos egípcios e mesopotâmicos mencionam a cidade como núcleo político e comercial da região. Sua localização permitia controle sobre rotas militares e caravanas mercantis que atravessavam o Levante.

No relato da conquista de Canaã, Hazor aparece como a cidade da coalizão cananeia. Segundo Josué 11:10-13, a cidade foi conquistada e incendiada pelos israelitas após a derrota de Jabim, rei de Hazor. O texto destaca Hazor como “a cabeça de todos aqueles reinos”, evidência sua relevância política na Canaã setentrional.

Juízes 4 relata a opressão exercida por Jabim, rei de Canaã, cujo poder estava ligado a Hazor, até sua derrota diante de Débora e Baraque.

Durante o período monárquico, Hazor tornou-se uma das cidades fortificadas nas obras administrativas e militares de Salomão. Em 1 Reis 9:15, é mencionada entre as chamadas “cidades reais”, juntamente com Megido e Gezer. Escavações arqueológicas revelaram estruturas monumentais, portões fortificados e sistemas defensivos.

As ruínas de Hazor, identificadas com Tell el-Qedah, constituem um dos maiores sítios arqueológicos de Israel. As escavações revelaram sucessivas camadas de ocupação, destruição e reconstrução.

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