Jericó

Jericó era uma idade a oeste do rio Jordão e ao norte do Mar Morto. Uma das mais antigas ocupações urbanas da história, controlava um ponto de passagem da região do Jordão para as colinas centrais de Efraim e Judá. Chamada de “Cidades das Palmeiras” (Dt 34:3; Jz 1:16; 3:13).

Foi conquistada por Josué (Js 6) e visitada por Elias e Eliseu (2 Re 2).

Josué teria amaldiçoado as ruínas (vide Herem) contra quem a reconstruísse: “à custa de seu primogênito lançará os alicerces, e à custa de seu filho mais novo levantará as suas portas'” (Js 6:26). A maldição de Josué foi cumprida durante o reinado do rei Acabe. “Nos seus dias, Hiel de Betel edificou Jericó. Ele lançou os alicerces à custa de Abirão, seu primogênito, e ergueu as suas portas às custas de seu filho mais novo, Segube, de acordo com a palavra de o Senhor, o que ele falou por meio de Josué, filho de Num”. (1 Re 16:34).

Eli

Eli, em hebraico אֵלִי “Yahweh é meu Deus” ou “exaltado”, foi juiz de Israel (1Sm 4:18) e um sacerdote em Siló, onde a Arca estava localizada durante o período dos juízes.

Ao observar Ana orando pensou que estava bêbada, mas depois declarou que sua oração seria cumprida. Samuel, o filho dessa promessa, foi mais tarde levado a Siló e posteriormente sucedeu a Eli, cujos filhos, Hofni e Fineias, eram ambos ímpios.

A ascendência de Eli não está registrada e a transição da linhagem aarônica de Eleazar para a casa de Eli constitui uma dificuldade bíblica. Seus dois filhos têm nomes egípcios, um deles idêntico ao nome do filho de Eleazar, Fineias. Em 1 Sm 2:27 menciona casa de Eli havia sido designada para o sacerdócio enquanto Israel ainda estava no Egito, mas essa passagem não aparece no Pentateuco. Uma tradição diz que Uzi (1 Cr 6:4-6), da linha de Eleazar, seria o sumo-sacerdote e segundo a tradição Samaritana após a morte de Josué, o sacerdote Eli deixou o tabernáculo do Monte Gerizim, e construiu outro em Siló (1 Sm 1: 1-3; 2: 12-17). Uma tradição posterior traça Eli a Itamar filho de Aarão (Josefo, Antiguidades Judaicas 5:361; cf. 1 Cr 24:3) enquanto outra diz que era descendente de Eleazar filho de Aarão (4 Ed 1: 2-3; cf. Êx 6:23, 25).

Após a morte de Eli e seus filhos, a aldeia de Nobe local que seus possíveis descendentes se estabeleceram. De acordo com 1 Sm 22:20-23, o único sobrevivente da chacina que Saul fez nos sacerdotes de Nobe foi Abiatar, filho de Aimeleque, filho de Aitube, um descendente de Eli que foi deposto por Salomão (1 Sm 14:3; cf. 1 Re 2:27).

ḥerem (genocídio)

O ḥerem (hebraico חרם) era uma prática sacrifical na qual toda presa viva — quer pessoa, quer animal — é condenada à morte e devotada a um deus.

O termo ḥerem aparece nas línguas semíticas como algo interdito por razões religiosas. No entanto, em Dt 20:16; Js 10:40; na Estela de Mesa, o conceito de ḥerem indica aniquilação total da população apreendida. É nesse sentido de destruição que aparece a última palavra de Malaquias, no final do Antigo Testamento do cânone cristão,

Antes, destruí-las-ás [ḥerem] totalmente: aos heteus, e aos amorreus, e aos cananeus, e aos ferezeus, e aos heveus, e aos jebuseus, como te ordenou o Senhor, teu Deus,

Dt 20:16

O ḥerem oferece um dilema ético e moral, bem como uma dificuldade bíblica. O teólogo anabatista John Howard Yoder sugere de que o ḥerem evitava que a guerra se tornasse uma fonte de enriquecimento por meio de pilhagem. Assim, seria uma forma incipiente de conter a escalada de violência.

BIBLIOGRAFIA
Hofreiter, Christian. Making Sense of Old Testament Genocide: Christian Interpretations of Herem Passages. Oxford University Press, 2018.

Stern, Philip D. The Biblical Herem: A Window on Israel’s Religious Experience. Brown Judaica Studies 211; Atlanta: Scholars Press, 1991.

Abimeleque

O nome Abimeleque אֲבִימֶ֖לֶכְ, formado pelos morfemas abi (meu pai) e melech (rei), aparece nas cartas de Amarna para um governante de Tiro. Parece ter sido um título de governantes do Levante. Vários personagens bíblicos possuem o nome:

1. O rei de Gerar (Gn 20:2) que tomou Sara como esposa, mas depois avisado em sonho, fez um pacto com Abraão em Berseba.

2. O rei de Gerar (Gn 26) que também tomou Rebeca para seu harém, mas ao saber que era casada com Isaque, Abimeleque e isaque ficaram amigos.

3. O filho de Gideão (Jz 8:31) que assassinou os seus setenta irmãos, exceto Jotão, e se proclamou rei de Siquém. No entanto, pouco tempo depois a cidade se revoltou, mas foi destruída. Morreu quando atacou Tebes e uma mulher arremessou uma pedra de moinho à cabeça de Abimeleque (Jz 9:53, 54; 2 Sm 11:21), mas ele ordenou ao seu escudeiro que o matasse.

4. Variante de Elimeleque, o Marido de Noemi e pai de Malom e Quilion, que deixa Belém e morre na terra de Moabe (Rt 1:2-3).

5. No Salmo 34 menciona o rei de Gate, diante do qual Davi fingiu loucura. Em 1 Sm 21:10-15 seu nome é Aquis.

6. Filho de Abiatar, sacerdote no tempo de Davi (1 Cr 18:16). Em 2 Sm 8:17 é chamado Aimeleque e aparece em 1 Sm 22:20 não como filho, mas pai de Abiatar. (cf. Mc 2:26).

Siquém

Siquém, em hebraico שְׁכֶם, shekhem, “ombro”, é uma cidade mencionada várias vezes e cenário de muitos eventos na Bíblia. Localiza-se no moderno sítio arqueológico de Tel Balata, próximo a Nablus na Palestina.

Estava localizada na região central de Canaã (e depois no termo de Efraim), na passagem entre o Monte Ebal e Monte Gerizim. Controlava uma importante rota comercial e tinha um vale fértil a leste.

A ocupação pré-histórica como cidade é datada do calcolítico (4o milênio). Da idade do Bronze restam vestígios de um templo-fortaleza dedicado a Baal-Berit (o Senhor da Aliança) (Jz 8:33; 9:4,46). Artefatos com inscrições proto-cananeias e algumas tabuletas em escrita acadiana atestam a conexão da cidade com outras nações do Antigo Oriente Médio. Seu nome aparece na estela da Sebek-khu (c.1880-1840 a.C.) e nas Cartas de Amarna (XIII a.C.). A Carta de Siquém (século XIV a.C.) com a cobrança dos honorários de um professor é a mais antiga atestação de escolas e atividades escribais no território de Canaã.

Siquém foi a primeira cidade visitada por Abraão em sua migração de Harã (Gn 12:6). Sob a grande árvore (terebinto) de Moré em Siquém Deus apareceu a Abraão. Nesse terebinto Abraão edificou um altar e ofereceu sacrifícios.

A passagem de Abraão por Siquém constitui uma dificuldade bíblica. No discurso de Estevão em Atos 7:2-53, Abraão, ao invés de Jacó, comprou o terreno em Siquém dos filhos de Hamor (cf. At 7:16 com Gn 33:18-19; 23:3-20).

Siquém figura com mais destaque nas tradições associadas a Jacó. Em seu retorno de Padam-Aram comprou um lote de terra em Canaã próximo a Siquém, onde ergueu um altar a El Elohe Israel.

Enquanto a família de Jacó vivia estacionada perto da cidade, ocorreu o estupro de Diná (Gn 34) pelo príncipe de mesmo nome da cidade, Siquém filho de Hamor. Quando Siquém propôs casamento com Diná, os filhos de Jacó Simeão e Levi enganaram os homens da cidade. Os irmãos persuadiram-nos a serem circuncidados (brit-milah) como requisito para o casamento. Simeão e Levi massacraram os homens enquanto convalesciam da circuncisão. Temendo retaliação, Jacó fugiu para Betel, enterrando os deuses levados por seu clã sob o terebinto.

Na saída do Egito, os israelitas trouxeram o corpo mumificado de José e o enterraram em uma tumba perto da cidade (Js 24:32). 

Em Siquém, Josué renovou a aliança (berit) do Sinai com os líderes tribais de Israel, talvez venha aí a designação do santuário do Deus da Aliança (El-Berit) ou Senhor da Aliança (Baal-Berit) (Js 24). No loteamento da terra, foi reservada como uma cidade de refúgio levítica coatita (Js 21:20-21). O santuário de Siquém pode ter sido o primeiro local centralizado de culto dos israelitas (Noth, 1996).

Bo período dos juízes, Abimeleque, filho de Gideão, vivia com uma concubina em Siquém. Com apoio dos siquemitas, conseguiu ser aclamado rei (Jz 9:1-6) e matou seus potenciais concorrentes: seus irmãos, exceto a Jotão que escapou. A ascenção de Abimeleque, custeada pelo templo Baal-Berit durou somente três anos, pois o povo de Siquém decidiu substituí-lo por Gaal, filho de Edede. Abimeleque atacou a cidade e seu templo-fortaleza de Baal Berit, onde boa parte da população se refugiou. Abimeleque pôs fogo no templo.

Contrário ao senso comum, a cidade principal dos samaritanos nunca foi Samaria, mas Siquém, dada sua proximidade com o Monte Gerezim. No século II a.C. o historiador e poeta samaritano Teodoto escreveu um épico sobre Siquém, dos quais quarenta e sete hexâmetros são preservados por Eusébio.

Roboão teria sido coroado rei em Siquém (1Re 12:1), mas logo a cidade serviu como capital de Jeroboão (1Re 12:25), antes da transferência da capital do Reino do Norte para Samaria.

Os salmos 60:6-8 e 108:7-9 mencionam Siquém e outras localidades potentes na vizinhança.

Em seus relatos da perseguição aos israelitas por Antíoco Seleuco (c.170-164 a.C), Josefo cita uma suposta carta ao rei pedindo não serem perseguidos  (Ant Jud 12:257–264). Nessa carta alegam que seriam “sidônios em Siquém”, não israelitas, embora observassem o sábado. Requisitavam que o templo no Monte Gerizim fosse dedicado a Zeus Hellenios. Josefo identifica esses sidônios com os samaritanos. A carta, suas premissas e suas implicações são disputadas pela historiografia. Os “sidônios em Siquém” poderiam ser invenção de Josefo, subtefúgio de uma comunidade perseguida ou mesmo uma colônia distinta de fenícios, como havia em Marisa e Jamnia do Mar da Galileia.

Já na época de Jesus Siquém não existia mais, pois fora destruída por João Hicarno no início do século II a.C. No entanto, Sicar em Jo 4:5-15, onde havia um poço cavado por Jacó, aparenta ser uma aldeia próxima às ruínas da antiga Siquém.

Na primeira Guerra Judaico-Romana a aldeia próxima Siquém foi destruída pelos romanos (67 d.C.), sendo refundada com o nome de Flavia Neapolis (72 d.C.). Do nome Neápolis deriva a atual designação Nablus.

BIBLIOGRAFIA

Gottwald, Norman K. The Tribes of Yahweh: A Sociology of the Religion of Liberated Israel 1250-1050 BCE. London: SCM Press, 1979.

Hansen, David G. “Shechem: Its Archaeological and Contextual Significance.” Bible and Spade 18 (2005): 33–43.

Lewis, Theodore J. “The Identity and Function of El/Baal Berith.” Journal of Biblical Literature 115 (1996): 401–23

Noth, Martin. The History of Israel. London: Xpress Reprints, 1996.

Wright, G. Ernest. Shechem: The Biography of a Biblical City. New York: McGraw-Hill, 1964.

Abiatar

Abiatar filho de Aimeleque, sacerdote da aldeia de Nobe da tribo de Levi.

Abiatar foi o único sobrevivente de um massacre ordenado por Saul contra a vila sacerdotal de Nobe. Aparentemente Abiatar (e os sacerdotes de Nobe) eram vinculados ao Santuário de Siló, cuidado anteriormente por Eli e Samuel (1 Reis 2:26-27). Depois, refugiou-se com Davi, atuando como seu “capelão”. Permaneceu leal a Davi durante a sedição de Absalão, mas apoiou Adonias contra Salomão.

Alguns comentaristas veem em Abiatar como membro ou ancestral de uma linhagem rival anterior à de Zadoque, a família sacerdotal de Jerusalém do reinado salomônico até o exílio (2 Sam 8:17; 1 Samuel 22: 20-23; 2 Samuel 15: 24-37; e 1 Reis 2:26-27).

Mateus 12: 1-13 e Marcos 2: 23-28 registram Jesus citando a passagem do Antigo Testamento (1 Sam. 21: 2-7) que fala de Davi em fuga pediu pão da proposição ao sacerdote Aimeleque (Texto Massorético, LXX). Mas o relato de Marcos nomeia o sacerdote como Abiatar.

Em 1 Cr 24 Abiatar é listado como descendente de Aarão e em Juízes 18:30-31 (onde um nun indica variação no Texto Massorético) os sacerdotes de Siló traçam sua linhagem por Moisés, via Gérson.

Terá

Terá, hebraico: תֶּרַח, é filho de Naor, pai do patriarca Abraão e avó de Ló.

Teria nascido em Ur dos Caldeus (Cassidim) e se mudado a Harã.

Uma dificuldade bíblica é a idade que viveu. No Texto Massorético e na Septuaginta Terá tinha 70 anos quando seu filho Abrão nasceu (Gn 11:26-27) e 205 anos quando morreu, o que faria Abrão ter 135 anos na época (Gn 11:32). No entanto, em Gn 12:4 (cf. At 7:4) Abrão tinha 75 anos quando deixou Harã e foi depois da morte de Terá. Segundo o Pentateuco Samaritano Terá morreu com 135 anos.

Em Josué 24:2 é registrado uma tradição alternativa de que Terá adorava outros deuses. Uma tradição árabe posterior atribui a Terá o ofício de fabricador ou comerciante de ídolos.

Outras menções aparecem em 1 Crônicas 1:17-27 e Lucas 3:34-36.

Debir Quiriate-Sefer

Debir, Quiriate-Sefer ou Quiriate-Sana  é um local mencionado em Js 5:15-19 e Jz 1:11. Quiriate Sefer significa “a cidade do livro”. Possivelmente era um centro escribal ou de arquivos e tenha sido uma pequena cidade-estado cananeia (Js 10:38, 39). Há registros de duas conquistas pelos israelitas (Js 15:13-19; Jz 1:11-15). Localizada em território tribal de Judá, tornou-se uma cidade levítica dos coatitas (Js 21:9, 15; 1Cr 6:54, 58).

Há hoje duas localidades potenciais para essa cidade. Uma seria Khirbet Rabud, sítio arqueológico próximo a Hebrom. Outro seria próximo a Modi’in Illit, onde o sítio arqueológico de mesmo nome situa-se entre Jerusalém e Tel Aviv, ao norte da região de Sefelá. O local, no período do Segundo Templo, foi uma aldeia com uma sinagoga, constituíndo um importante sítio arqueológico.

Epístola de Tiago

A fé no evangelho ocorre de modo embutido nas boas obras para com o próximo.

Epístola destinada a um público cristão geral, sua autoria é creditada a Tiago, o qual é interpretado como o irmão do Senhor e líder da Igreja em Jerusalém.

O historiador Eusébio, observou que esta epístola teve lenta aceitação no cânon cristão, apesar do fato de ter um uso regular em muitas igrejas (Hist. Ec. 2.23; 3.25). O Cânon Muratoriano (final do século II) não menciona Tiago, mas a carta foi incluída nos cânones do Bispo Atanásio, ca. 367 d.C. Sua canonicidade manteve-se então amplamente segura até a Reforma Protestante, quando Martinho Lutero a moveu (junto com Hebreus, Judas, e Apocalipse) até o final do Novo Testamento na seção chamada de Antilegômena. Segundo Lutero, faltavam elementos essenciais do evangelho e sua mensagem contrastava com outros escritos do Novo Testamento. Contudo, a epístola de Tiago continuou no cânon.

A homília chamada de Primeiro Clemente (c. 95 d.C) é o primeiro documento a utilizar extensivamente esta epístola. Essas alusões são visíveis ao comparar 1 Clem. 30.3; 31.2 e Tg 2:14–26; 1 Clem. 29.1; 30.1–5 e Tg. 4:1–10.

Seu gênero epistolar segue o padrão de outras cartas do Novo Testamento. A introdução é seguida por vários temas específicos: consistência da palavra e ação (1:22-2:13); fé e obras (2:14-26); moderação no falar (3:1-18); relações com os outros e com Deus (4:1–12); e o julgamento vindouro (4:13-5:9). Conclui (5:10-20) com breves exortações sobre as responsabilidades dos destinatários para com outros membros da congregação.

A epístola de Tiago é recepcionada de forma que não faz jus ao seu valor. Frequentemente é contrastada com Paulo, em um debate sobre a justificação ou como reação do cristianismo judaico contra a igreja gentia. Há poucos paralelos entre Tg 2:14-26 e os ensinos de Paulo de que a justificação era “pela fé sem as obras” (ver Rm 3.28; e o uso de Abraão como exemplo em Rm 4:1-25 e Tg 2:20-24). Ambos veem a fé principalmente como confiança em Deus (Rm 4:5; Tg
1,5-6). Concordam que a fé deva produzir obras na vida de uma pessoa (Rm 2,13; Fp 2,12-13; Tg 2,18). No entanto, nem as questões de justificação, nem as relações entre judeus e gentios dentro da igreja são temas do conteúdo desta epístola como um todo.

Aarão

Em hebraico אַהֲרֹן‎ e em grego Ααρών. Significado e etimologia incertos, talvez do egípcio “leão guerreiro” ou da raíz semítica hr “montanha”.

Sacerdote do período do êxodo, irmão de Moisés e Miriam.

Nos livros de Êxodo e Números é o colaborador de Moisés nos eventos da saída do Egito e peregrinação no Sinai. Aparece como um profeta (Êx 7:1) e porta-voz (Êx 4:16; Êx 16:9; 14:26-28). Frequentemente referido como sacerdote, aperece uma vez como Aarão, o levita (Êx 4:14).

Filho de Anrão e Joquebede (Êx 6:20), da tribo de Levi (1 Cr 6:1-3). Nasceu no Egito antes de seu irmão Moisés, e alguns anos depois de sua irmã Miriam (Êx 2:1,4; 7:7). Casou com Eliseba, filha de Aminadabe, da tribo de Judá. Seus quatro filhos foram Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar (Êx 6:23). Seria o ancestral dos aarônidas, linhagem de sacerdotes que ganhou proeminência em Jerusalém após o exílio (Êx 28:1; 6:22-27; Nm 8:1-7; 1 Cr 24:1-19).

A morte de Aarão, antes de os israelitas cruzarem o rio Jordão, teria sido no Monte Hor (Nm 20:23-29; 33:38) ou em Mosserá (Dt 10:6; 32:50). De acordo com uma tradição árabe, o túmulo de Aarão está em Jabal Harun (árabe “Montanha de Aarão”), perto de Petra, na Jordânia.

A vara de Aarão serviu para sinais prodigiosos no Egito, em vários episódios da peregrinação do Sinai, na confirmação de Aarão como sacerdote depois da rebelião de Corá (Nm 17:8-10). Teria sido depositada dentro da arca, junto das tábuas da Lei e um recipiente com o maná (Nm 17:10; Hb 9:4).

A barba de Aarão é aludida em Salmos 133:1-3 em um símile e paranomásia com o orvalho do Monte Hermon para conotar a união entre irmãos.


COMO REFERENCIAR

ALVES, Leonardo Marcondes (ed.). Aarão. Círculo de Cultura Bíblica, 2021. Disponível em:  https://circulodeculturabiblica.org/2021/07/02/aarao/ Acesso em: 04 jul. 2021.