Período dos reis de Israel e Judá

O período dos reis compreende entre a monarquia dividida (928 a.C.) e a queda de Jerusalém (586 a.C.).

É o período com maior atestação histórica do Antigo Testamento, sendo registrado nos livros de 1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas e 2 Crônicas, bem como em informações esparsas nos livros dos profetas. Diversas fontes literárias e arqueológicas desse período também corroboram para uma reconstrução de sua história.

Esse período coincide com um relativo declínio do Egito e a emergência da Assíria e mais tarde da Babilônia como poderes políticos. A Idade do Ferro IIB (c.920-722 a.C.) foi o apogeu do reino de Israel enquanto a Idade do Ferro IIC (c.720-586 a.C.) seria a vez do reino de Judá.

Todos os reis israelitas e todos, exceto três reis da Judá (Asa, Ezequias e Josias) foram denunciados por infidelidade no culto a Deus.

Salomão

Salomão (hebraico שְׁלֹמֹֹה – shelomo, paz; grego: Σολομών) foi filho de Bet-sebae Davi e seu sucessor como rei, cujas sabedoria e riqueza se tornaram notórias.

Durante seu reinado a nação unida de Israel teria sido forte e próspera, graças à sua habilidade diplomática e econômica, sem necessidade de guerras.

Segundo o relato bíblico Salomão engajou-se em uma diplomacia matrimonial, casando-se com setecentas filhas de reis (além de trezentas concubinas). Mesmo se tomarmos isso como um exagero, isso indica que os casamentos

Esta establidade com os estados vizinhos proporcionou a chance de explorar as vantagens geográficas, intermediando o comércio entre a África e a Ásia. Desse modo, acumulou enormes quantidades de ouro e prata. Com a riqueza, construiu um templo em Jerusalém, no qual colocou a arca, fortalecendo a cidade como centro religioso e capital da nação.