Ofir

Ofir, em hebraico אוֹפִיר, ophir, de significado incerto.

  1. Um lugar bíblico associado com diversas riquezas, sobretudo ouro (1 Re 9:28; 10:11; 22:49; 2 Cr 8:18; 9:10; Jó 22:24; 28:16; Sl 45: 9; Is 13:12). A localização de Ofir é incerta, tendo sido especulado que seria o país de Punt dos egípcios (atuais Somália, Djibuti e talvez Iêmen), algum entreposto na Arábia ou na Índia. Para Ofir Salomão e Hirão de TIro enviaram uma expedição mercante que trouxe ouro, madeira de almugue (sândalo?), macacos, pavões, marfim e pedras preciosas (1 Rs 9: 27-28; 10:11; 2 Cr 8:18; 9:10). De Ofir Salomão recebeu 420 talentos (2 Cr 8:18 relata 450 talentos) de ouro. Um século mais tarde, quando o rei Josafá enviou uma frota semelhante a Ofir, a missão naufragou (1 Rs 22: 48-49; 2 Cr 20: 35-37). A frase “ouro de Ofir” passou a ser usada para destacar as coisas mais preciosas, incluindo a sabedoria (Jó 22:24; 28:16; Sl 45:9; Is 13:12). Em Tobias 13 a Nova Jerusalém é descrita como construída com pedras de Ofir. Um óstraco do século VIII aC foi achado perto da atual Tel Aviv, inscrita: “Ouro de Ofir a / para Beth-Horon.
  2. Ofir filho de Joctã, uma pessoa mencionada em Gn 10:29; 1 Cr 1:23.

Salomão

Salomão (hebraico שְׁלֹמֹֹה – shelomo, paz; grego: Σολομών) foi filho de Bet-seba e Davi e seu sucessor como rei, cujas sabedoria e riqueza se tornaram notórias.

Durante seu reinado a nação unida de Israel teria sido forte e próspera, graças à sua habilidade diplomática e econômica, sem necessidade de guerras.

Segundo o relato bíblico Salomão engajou-se em uma diplomacia matrimonial, casando-se com setecentas filhas de reis (além de trezentas concubinas).

Esta estabilidade com os estados vizinhos proporcionou a chance de explorar as vantagens geográficas, intermediando o comércio entre a África e a Ásia. Desse modo, acumulou enormes quantidades de ouro e prata. Com a riqueza, construiu um templo em Jerusalém, no qual colocou a arca, fortalecendo a cidade como centro religioso e capital da nação.

2 Samuel

O livro de 2 Samuel continua a narrativa da emergência da monarquia unida de Israel. O foco é na pessoa, aventura e ascenção política de Davi. Em perspectiva de sua narrativa teológica, a queda da Casa de Saul — creditada a uma séries de erros e transgressões — serve de prólogo para o estabelecimento de Sião como local de culto a Deus e sua perpétua aliança com a Casa de Davi, apesar de suas transgressões.

Davi é registrado como uma candura e amor sincero, mesmo para com a Casa de Saul que o perseguiu, mas apresenta um lado ímpio nas maquinações que levaram à morte de Urias e seu relacionamento com Betseba.

O livro de 2 Samuel provavelmente fazia parte integral da coleção que é o livro de 1 Samuel e, talvez, da mesma coleção com os livros dos Reis. Esses quatro livros na versão grega antiga (Septuaginta) são chamados de quatro Livros dos Reinados.