Senaqueribe

Senaqueribe, em hebraico סַנְחֵרִיב, reinou de 705 a681 aC. como segundo rei da dinastia dos sargônidas da Assíria, fundada por seu pai Sargão II.

Realizou incursões campanhas contra as cidades fenícias, Laquis e cercou Jerusalém. Depois de saquear a Babilônia, ele foi assassinado por seus filhos.

Em 701 a.C., Senaqueribe marchou para conter as revoltas no sul do Levante. Enquanto isso, o rei de Ecrom apontado pela Assíria foi levado para Jerusalém acorrentado e entregue a Ezequias, que o aprisionou.

Senaqueribe estava no cerco da cidade de Laquis, por isso enviou seus emissários a Jerusalém para exigir a libertação do rei preso e a rendição da cidade.

Enquanto os oficiais assírios lidavam com o problema em Jerusalém, Senaqueribe capturou Laquis e massacrou sua população. Os sobreviventes foram deportados para regiões da Assíria.

Durante o cerco, Ezequias libertou o Rei de Ecrom e enviou pagamentos em ouro e prata para Senaqueribe em Laquis.

O exército assírio retirou-se de Jerusalém para lutar contra os egípcios em Eltekeh. Depois de derrotarem as forças egípcias sufocaram as rebeliões em Ecrom, Tiro e Sidom.

O relato datado de cerca de 690 a.C. conta que Senaqueribe destruiu 46 das cidades de Judá e cercou Ezequias em Jerusalém “como um pássaro enjaulado”, conforme o Prisma de Senaqueribe.

O Antigo Testamento menciona Senaqueribe em 2 Rs 18:13–19:37 e seu paralelo em 2 Cr 32:1–23. Relato similar aparece em Is 36–37, mas omite o tributo de Ezequias a Senaqueribe.

Segundo o relato bíblico Ezequias se preparou para o ataque de Senaqueribe reconstruindo as defesas de Jerusalém e desviando a água para a cidade (2 Cr 32: 2–8). O tunel de Siloam atesta esses esforços. Senaqueribe então enviou uma segunda delegação para anunciar a destruição de Jerusalém (2 Re 19: 9–13; 2 Cr 32: 9–19). Ezequias novamente recebeu uma profecia de Isaías prometendo que o Senhor os libertaria (2 Re 19:14–34; 2 Cr 32: 20–21). Então, Senaqueribe voltou a Nínive depois que um anjo do Senhor matou 185.000 do exército assírio (2 Re 19: 35–36; 2 Cr 32: 21a). Foi assassinado por seus filhos e sucedido por Esar-Hadom (2 Re 19:37; 2 Cr 32: 21b).

Josias

O nome Josias em hebraico significa “curado por Yahweh” , יאשַׁיָּה. Outras variantes ocorrem em Jr 27:1 e Zc 6:10. Em grego Ι᾿ωσίας. Refere-se a dois personagens bíblicos.

(1) Josias rei em Judá (c. 640–609 a.C.), cuja ascenção ao trono foi aos oito anos de idade. Sua história está contida em 2 Rs 22-24; 2 Cr 34; 2Cr 35; além do contexto de Jr 1–12 .

Josias fez uma reforma religiosa em seu reino, buscando a retidão. Com a descoberta de um livro no templo, buscou executar a observância de suas instruções. O conjunto das reformas adotadas por Josias levam a crer que tal livro teria o conteúdo de Deuteronômio.

Reformas de Josias2 ReisDeut
Remoção das asserás23:4, 6, 1412:3; 16:21
Bane o culto aos astros23:4, 1117:3
Proíbe prostituição cultual23:723:18
Centralização dos altares23:8, 13, 15, 1912
Veda sacrifício infantil23:1412:31; 18:10
Veda invocação aos mortos23:2418:11
Páscoa centralizada23:21-2316:1-8

Josias morreria na Batalha de Megido, quando o faraó Neco, em passagem para lutar contra os caldeus, teria enfrentado o exército de Judá.

Lamentando a morte do rei,Jeremias compôs uma ode elegíaca (2Rs 23: 29-37; 2Cr 35: 20-27), a qual hoje não nos alcançou.

Seus sucessores provaram ser um desastre político, cuminando com a queda de Jerusalém pelos babilônios.

(2) Josias filho de Sofonias. Um residente em Jerusalém após o cativeiro, em cuja casa o profeta foi instruído a coroar o sumo sacerdote Josué (Zc 6:10).

2 Reis

Parte final dos reinos de Israel e Judá e suas respectivas capturas pelos assírios e pelos babilônios. O ciclo de desobediência real e consequências teve interrupções com reis piedosos, como Josias. É o último livro dos Reinados na versão grega antiga (a Septuaginta). As atividades proféticas coincidem com a aparição dos profetas literários, sobretudo Jeremias e Isaías.
Talvez seja o livro com maior atestação histórica externa que temos no Antigo Testamento.

1 Reis

O livro de 1 Reis retrata o ápice da monarquia unida no período salomônico e a decadência da nação de Israel em ciclo de quebra da Torá (instrução ou lei) pelos governantes que se seguiram nos dois reinos divididos de Judá e de Israel.

Nesse período, intensificaram-se as atividades dos profetas. Eles serviram de críticos e constantes alertas para o retorno aos caminhos prescritos por Deus.

O livro de 1 Reis segue 2 Samuel e antecede 2 Reis. Em conjunto formam os quatro livros dos Reinados na Septuaginta, sendo parte dos Livros Históricos. No cânone hebraico é parte dos Profetas Anteriores e provavelmente foi um só livro com 2 Reis.