Estela de Rimah

Estela de Rimah ou Estela de Adad-nirari III (810-782 aC), é um monumento monolítico descoberto em Tell er-Rimah, Iraque.

(filho de Hazael), rei da Síria, narrada em 2 Reis 13:5. Lista “Joás, o Samaritano” entre os reis estrangeiros que prestaram homenagem ao rei assírio.

Batalha de Carcar

A batalha de Carcar (ou Qarqar), datada no sexto ano de reinado de Salmaneser III (COS 2.113B), segundo os Monólitos de Kurkh (COS 2.113A), descreve as vitórias assírias contra uma coalizão de 12 reis levantinos.

A Batalha de Carcar seria o primeiro evento cuja data relacionada com a Bíblia. Embora a batalha não seja mencionada por nome na Bíblia e a identificação de Acabe nos Monólitos de Kurkh seja disputada, 1 Reis 22:29-35 relata a morte de Acabe em uma coalizão contra os assírios.

Os Monólitos de Kurkh são duas estelas descrevendo dos reinados de Assurnasirpal II e seu filho Salmaneser III. Descobertos em 1861 pelo arqueólogo britânico John George Taylor, esta descrição contém o nome “A-ha-ab-bu Sir-ila-aa”, identificado como “Acabe, rei de Israel” por Julius Oppert em sua Histoire des Empires de Chaldée et d’Assyrie (1865). No entanto, esta identificação não é unânime porque o termo “Israel” não aparece nos registros assírios e babilônicos, que geralmente se referem ao Reino do Norte como a “Casa de Onri”, além de a paleografia permitir leituras alternativas desse trecho.

Esar-Hadom

Esar-Hadom, rei da Assíria de 680 a 669 aC.

Foi filho de Senaqueribe e pai de Assurbanipal. Subiu ao trono após o assassinato de seu pai por seus irmãos. Conquistou o Egito em 671, o que tornou seu império o maior do mundo daquela época. Reconstruiu a cidade de Babilônia, destruída por seu pai. Com a estabilidade consolidada em seu reinado, o Império Assírio atingiu o seu ápice.

É mencionado três vezes na Bíblia (Is 37:38; 2 Re 19:37; Ed 4:2) e indiretamente em 2 Cr 33:11. O prisma de Esar-hadom e lista de Assurbanipal documentam tributos pagos por Judá e mencionam o rei Minse (Manassés).

Quando o faraó Taraca (ou Tiraca) fomentou rebeliões e se aliou a Luli, rei de Tiro, e a Ezequias, rei de Judá, Esar-Hadom iniciou uma campanha de repressão. Em 673 a.C., Taraca e os seus aliados tiveram vitórias que ameaçavam o poder assírio. Assim, Esar-Hadom partiu para enfrentá-lo, mas morreu durante essa campanha apesar da conquista do Egito. A vitória assíria seria somente efetivamente cumprida por seu filho Assurbanípal.

Visando garantir um sistema de estabilidade política e militar, Esar-Hadom estabeleceu vários tratados de vassalagem com reis subjugados, o que aparentemente incluía do reino de Judá, visto que o reino de Israel já tinha sido destruído.

Os tratados de vassalagem de Esar-Hadom são importantes para compreender a forma e implicações das alianças de suserania e vassalagem na Antiguidade. Oito cópias foram descobertas em 1955, com pequenos detalhes variando (como o nome dos signatários). Foram pactos datados de 672 a.C., no qual os governantes vassalos juravam aliança e lealdade ao príncipe Assurbanipal quando sucedesse a seu pai, Esar-hadom. Assim, fornecem informações principalmente sobre a aliança deuteronômica, com suas bênçãos e maldições.

Guerra Sírio-Efraimita

A Guerra Sírio-Efraimita (734–732 a.C.) foi o conflito movido pela coalizão do Reino de Israel, liderado por Peca, com os arameus, liderados Rezim, contra o Reino de Judá liderado por Jotão e mais tarde seu filho Acaz.

O Reino de Israel e e os sírios visavam forçar o Reino de Judá integrar uma frente contra os assírios (2 Re 16; Is 7).

Acaz buscou proteção tornando-se vassalo dos assírios, que por fim destruíram primeiro os arameus e, finalmente, o reino do norte (em 722).

Assurnasirpal II

Assurnasirpal II, reinou na Assíria entre 884 859 a.C., filho de Tukulti-Ninurta I e pai de Salmaneser III. Seu reinado marca o renascimento do Império Assírio, com suas campanhas para o oeste e construções palacianas.

Assurnasirpal invadiu Bit-Adini (Bete-Eden), o estado arameu entre o rio Balih e Eufrates, (2 Re 19:12; Ez 27:23; Am 1:5). Realizou uma grande expedição em 877 via Carquemis e o rio Orontes, alcançando o Mediterrâneo e recebeu tributo das cidades fenícias. Isso levou às marchas posteriores para o Egito e para Israel por seus sucessores.

Assurnasirpal edificou templos e um palácio em Kalhu (Calá de Gn 10:11, 12). O palácio era decorado com baixos-relevos e pinturas que descreviam suas guerras e caças.

Durante seu reinado as populações aramaicas levadas para suas construções na Assíria difundiram sua língua, iniciando o processo de tornar o aramaico língua franca.

Assurbanípal

Assurbanípal, rei da Assíria entre c.669-631 a.C. Tradicionalmente identificado como Osnapar na Bíblia (Ed 4:10). Durante seu reinado, o Império Neo-Assírio atingiu seu auge: era o maior império que já existira e sua capital, Nínive, era provavelmente a maior cidade do mundo.

Assurbanípal construiu a primeira biblioteca sistematicamente organizada e coletou mais de 30.000 tabuletas de argila.

Entre os vinte e dois reis vassalos que prestaram votos de fidelidade e pagaram tributos quando da sua sucessão ao pai Esar-Hadom estaria Manassés de Judá (Minsē em acadiano); Ba’al, rei de Tiro; Qaushgabri, rei de Edom; Musuri, rei de Moabe; Sili-Bel, rei de Gaza; Mitinti, rei de Asquelom; Ikausu, rei de Ecrom.

Assurbanípal manteve a guerra contra o faraó núbio-egípcio Tiraca, aquartelado em Tebas. A destruição de Tebas (No-Amun) foi descrita em Naum 3:8-10 e usada como um exemplo do que aconteceria a Nínive em sua hora. O Egito, equiparado uma “cana quebrada” (2 Re 18:21), não seria uma fonte se segurança.

Em minha primeira campanha, marchei contra Magan, Meluha e Tiraca, rei do Egito e da Etiópia, a quem Esar-Hadom, rei da Assíria, o pai que me gerou, havia derrotado e cujas terras ele colocou sob seu domínio. Este mesmo Tiraca esqueceu o poder de Assur, Istar e dos outros grandes deuses, meus senhores, e colocou sua confiança em seu próprio poder. Ele se voltou contra os reis e regentes que meu próprio pai havia nomeado no Egito. Ele entrou e fixou residência em Mênfis, a cidade que meu próprio pai conquistou e incorporou ao território assírio.

Cilindro Rassam de Assurbanípal (alternativamente, crônicas de Assurbanípal, prisma de Assurbanipal), do ano 643 a.C.

As crônicas de Assurbanípal oferecem um paralelo importante para compreender a composição dos registros reais que foram fonte e o corpo dos livros de Reis.