Hazor, חָצוֹר (ḥāṣôr), foi uma cidade fortificada do norte de Canaã, situada em posição estratégica ao longo das rotas comerciais que conectavam o Egito, a Mesopotâmia e a região do Mediterrâneo oriental. O nome hebraico significa provavelmente “fortaleza” ou “assentamento cercado”.
Durante a Idade do Bronze, Hazor teria sido um dos principais centros urbanos da Palestina setentrional. Textos egípcios e mesopotâmicos mencionam a cidade como núcleo político e comercial da região. Sua localização permitia controle sobre rotas militares e caravanas mercantis que atravessavam o Levante.
No relato da conquista de Canaã, Hazor aparece como a cidade da coalizão cananeia. Segundo Josué 11:10-13, a cidade foi conquistada e incendiada pelos israelitas após a derrota de Jabim, rei de Hazor. O texto destaca Hazor como “a cabeça de todos aqueles reinos”, evidência sua relevância política na Canaã setentrional.
Juízes 4 relata a opressão exercida por Jabim, rei de Canaã, cujo poder estava ligado a Hazor, até sua derrota diante de Débora e Baraque.
Durante o período monárquico, Hazor tornou-se uma das cidades fortificadas nas obras administrativas e militares de Salomão. Em 1 Reis 9:15, é mencionada entre as chamadas “cidades reais”, juntamente com Megido e Gezer. Escavações arqueológicas revelaram estruturas monumentais, portões fortificados e sistemas defensivos.
As ruínas de Hazor, identificadas com Tell el-Qedah, constituem um dos maiores sítios arqueológicos de Israel. As escavações revelaram sucessivas camadas de ocupação, destruição e reconstrução.