Mandrágora

Mandrágora (דּוּדָאִים, dudha’im; μανδραγόρας, mandragoras), planta conhecida por suas raízes bifurcadas que lembram a forma humana, é mencionada em Gênesis 30:14-16 e Cântico dos Cânticos 7:13, em contextos que evocam fertilidade e sensualidade.

Em Gênesis, Raquel, esposa de Jacó, deseja as mandrágoras encontradas por Rúben, crendo em seus poderes para ajudá-la a conceber. Essa passagem revela a importância da fertilidade na cultura antiga e o papel atribuído às plantas com propriedades medicinais.

No Cântico dos Cânticos, a mandrágora é associada ao amor e ao desejo, com seu perfume despertando a paixão. A menção da mandrágora nesse livro poético ressalta a beleza e a sensualidade da criação, refletindo a bondade de Deus em todos os aspectos da vida.

Querubim

Querubim (כְּרוּבִים, keruvim; χερουβιμ, cheroubim), seres angelicais mencionados diversas vezes na Bíblia, desempenhando papéis na relação entre Deus e a humanidade.

Descritos como guardiões da santidade divina, os querubins aparecem pela primeira vez em Gênesis 3:24, guardando o caminho para a árvore da vida no jardim do Éden, após a expulsão de Adão e Eva.

No tabernáculo e no templo de Salomão, imagens de querubins adornavam a arca da aliança (Êx 25:18-22) e o véu do Santo dos Santos (Êx 26:31), simbolizando a presença de Deus e a proteção do lugar sagrado.

Ezequiel 1 e 10 descrevem os querubins com grande detalhe, com quatro rostos (homem, leão, boi e águia), quatro asas e mãos humanas sob as asas. Eles se moviam com rapidez e agilidade, transportando o trono de Deus e cumprindo suas ordens.

Em Salmos 18:10 e 99:1, os querubins são associados às nuvens e às tempestades, representando o poder e a majestade divinos.

Barzilai

Barzilai (בַּרְזִלַּי, barzillai), cujo nome significa “feito de ferro”, foi um homem de Gileade que demonstrou lealdade e generosidade a Davi durante a rebelião de Absalão (2Sm 17:27). Quando Davi fugia de Jerusalém, Barzilai, já idoso (2Sm 19:32), o abasteceu com mantimentos e provisões em Maanaim (2Sm 17:27-29). Após a morte de Absalão, Davi convidou Barzilai a morar em Jerusalém, oferecendo-lhe honrarias e sustento (2Sm 19:33).

No entanto, Barzilai, reconhecendo sua idade avançada, declina a oferta, enviando seu filho Quimã em seu lugar (2Sm 19:35-37). Davi, tocado pela lealdade de Barzilai, o abençoou e o despediu com honra (2Sm 19:38-39).

Antes de morrer, Davi encomendou a Salomão que cuidasse dos descendentes de Barzilai (1Rs 2:7).

Baurim

Baurim (בַּחֻרִים, bachurim), vilarejo situado a leste do Monte Scopus, próximo a Jerusalém, na estrada para Jericó (2Sm 3:16; 19:16). Foi em Baurim que Simei, o benjamita, amaldiçoou e apedrejou Davi quando este fugia de Jerusalém durante a rebelião de Absalão (2Sm 16:5; 1Rs 2:8).

Baurim também serviu de esconderijo para Jônatas e Aimaás, mensageiros de Davi (2Sm 17:18). Além de Simei, a Bíblia menciona apenas outro morador de Baurim: Azmavete, um dos guerreiros de Davi. Há uma variação na designação dos habitantes de Baurim: em 2 Samuel 23:31, Azmavete é chamado de “barumita”, enquanto em 1 Crônicas 11:33 ele é “baarumita”.

Azmavete

Azmavete, em hebraico עַזְמָוֶת, azmaweth; Βαιτασμων, Baitasmōn, nome que designa tanto indivíduos quanto um local próximo a Jerusalém.

O nome “Azmavete”, que pode significar “forte” ou “ossudo”.

Bete-Azmavete, em hebraico בַּיִת עַזְמָוֶת, bayith azmaweth; e grego Βαιτασμων, Baitasmōn, também chamada de Azmavete (Ed 2:24; Ne 12:29) e Betasmoth (1 Esdras 5:18), era uma cidade reocupada após o exílio babilônico (Ne 7:28). Seus habitantes participaram da dedicação dos muros de Jerusalém (Ne 12:29).

Azmavete, filho de Adiel, era o tesoureiro do rei Davi (1Cr 27:25).

Azmavete, filho de Jeoadada (ou Jara), era descendente de Benjamim (1Cr 8:36; 9:42).

Azmavete, o guerreiro barumita, um dos valentes de Davi (2Sm 23:31; 1Cr 11:33), era pai de Jeziel e Pelete, também guerreiros (1Cr 12:3).