Uzielitas

Os uzielitas, descendentes de Uziel, o quarto filho de Coate e neto de Levi (Nm 3:19, 27), constituíam uma das famílias levíticas que desempenhavam funções específicas no serviço do tabernáculo. Acampados ao sul do tabernáculo (Nm 3:27), os uzielitas eram responsáveis pela guarda e transporte de elementos sagrados, como as cortinas, as tábuas e as colunas (Nm 4:29-33).

Um dos uzielitas mais conhecidos foi Elizafã, filho de Parã, designado por Moisés como líder de todos os coatitas (Nm 3:30).

Vale do Escol

O Vale do Escol, cujo nome em hebraico significa “cacho de uvas”, é um vale fértil situado a sudoeste de Jerusalém, próximo a Hebrom (Nm 13:23-24). Teria uma abundância de frutas, como uvas, romãs e figos. Aparece quando Moisés enviou espias de Cades-Barnéia para reconhecer a terra de Canaã (Nm 13:17).

Ao retornarem, os espias trouxeram consigo frutos da região, incluindo um cacho de uvas tão grande que precisou ser carregado por dois homens em uma vara (Nm 13:23).

Quisleu

Quisleu, o nono mês do calendário religioso judaico e o terceiro do calendário civil, corresponde ao período entre novembro e dezembro, marcando o início do inverno em Israel. Após o exílio babilônico, o nome “Quisleu” substituiu a antiga designação numérica “nono mês”, como se observa em Neemias 1:1 e Zacarias 7:1. É um mês de frio e chuva, caracterizado por um clima mais rigoroso. Em Quisleu, ocorreu a rededicação do Templo de Jerusalém após sua profanização pelos gregos, um evento comemorado pela Festa da Dedicação ou Hanucá (1 Macabeus 4:52-59). Essa festa, que dura oito dias, celebra a vitória da fé judaica sobre a opressão e a retomada do culto no Templo. A narrativa de Hanucá em Quisleu relembra a importância da resistência à perseguição religiosa e a dedicação à preservação da identidade judaica. Quisleu também é mencionado em relação a eventos como a leitura pública da Lei por Esdras após o retorno do exílio (Neemias 8:2) e a profecia de Zacarias sobre o jejum do décimo mês (Zacarias 7:1). A

Ben-Hadade

Ben-Hadade, que significa “filho de Hadade” (deus da tempestade), era um título comum dos reis de Damasco, similar a “faraó” no Egito. A Bíblia menciona diversos reis com esse nome, o que gera debate sobre se tratam de dois, três ou mais indivíduos distintos. Textos assírios também citam reis de Damasco com nomes como Adad-idri (Hadadezer) e Mari (“meu senhor”), que podem ser variações ou títulos alternativos para alguns desses governantes.

  1. Um Ben-Hadade foi subornado pelo rei Asa de Judá para romper sua aliança com Israel (1Rs 15:18-21). Outro Ben-Hadade enfrentou o rei Acabe de Israel em batalhas, sendo derrotado e forçado a fazer concessões (1Rs 20).
  2. Um Hazadezer (possivelmente outro nome para Ben-Hadade) se aliou a Acabe contra o imperador assírio Salmaneser III em 853 a.C.
  3. Outro Ben-Hadade cercou Samaria no tempo de Eliseu e foi assassinado por Hazael (2Rs 8:7-15).
  4. Hazael, por sua vez, teve um filho chamado Ben-Hadade, que lutou contra Israel (2Rs 13:24-25).
  5. Um rei chamado Mari (possivelmente outro Ben-Hadade) pagou tributo ao rei assírio Adad-nirari III.

Rio Nilo

O Rio Nilo, curso d’água que atravessa o nordeste da África, aparece na história bíblica, principalmente no contexto do Êxodo. Ligado ao Egito, terra onde os israelitas viveram por séculos, o Nilo é mencionado no Antigo Testamento, associado à vida, fertilidade e provisão.

É às margens do Nilo que Moisés, ainda bebê, é colocado em um cesto para escapar da morte (Êx 2:3). O rio torna-se o local da salvação para o futuro libertador de Israel.

O Nilo também é onde ocorrem as primeiras pragas que Deus envia ao Egito para libertar seu povo (Êx 7:17-25). A água transformada em sangue, a morte dos peixes e a contaminação do rio mostram o poder de Deus.

O Nilo é descrito com suas sete fontes (Gn 2:13) e suas cheias (Is 19:5-7). Ezequiel o chama de “o grande rio” (Ez 29:3), reconhecendo sua importância para o Egito.