Zaananim

Zaananim, mencionado em Josué 19:33 e Juízes 4:11, é um local de significado incerto na Bíblia Hebraica. Embora sua localização precisa permaneça obscura, o texto bíblico o associa a um carvalho notável, marcando o limite norte do território da tribo de Naftali.

Em Juízes 4:11, Zaananim é citado como ponto de referência para a tenda de Héber, o queneu, onde Jael matou Sísera, general do exército cananeu. Essa associação com um evento militar sugere que Zaananim pode ter sido um local estratégico ou uma aldeia na região.

A etimologia do nome “Zaananim” permanece incerta. Alguns estudiosos sugerem uma conexão com a palavra hebraica para “migrações”, enquanto outros propõem uma relação com o termo “inquietação” ou “movimento”.

Zifeus

Os zifeus eram um clã da tribo de Judá que habitava a região montanhosa de Zife, localizada no deserto de Judá, ao sul de Hebrom (1Sm 23:19; Js 15:55). Conhecidos por sua lealdade a Saul, eles denunciaram o paradeiro de Davi em duas ocasiões, quando este se escondia do rei (1Sm 23:19-24; 26:1-2).

Apesar de pertencerem à mesma tribo que Davi, os zifeus agiram motivados por interesses próprios ou medo de Saul. Seus atos revelam a complexidade das relações políticas e tribais na época de Davi, marcadas por rivalidades e lealdades conflitantes. A traição dos zifeus contrasta com a fidelidade de outros membros da tribo de Judá, que se uniram a Davi em sua luta contra Saul (1Sm 30:26-31).

Transjordânia

A Transjordânia, região montanhosa a leste do rio Jordão, nos atuais países da Jordânia e parte da Síria.

A região caracteriza-se por vales férteis e nascentes de importantes afluentes como Zered, Arnon, Jaboque e Jarmuque (Nm 21:12; Dt 2:13, 36; 3:16). No período do Êxodo, essa área abrigava diversos reinos, incluindo Edom, Moabe, Amom, Gileade e Basã (Nm 21:13; Dt 2:24).

A Transjordânia desempenhou papel crucial na história de Israel. Foi palco de conflitos e alianças entre os israelitas e os povos da região. Moisés conquistou parte da Transjordânia dos amorreus (Nm 21:21-35), e as tribos de Rúben, Gade e meia tribo de Manassés se estabeleceram ali (Nm 32:1-5).

A região também foi lar de importantes personagens bíblicos, como Jefté (Jz 11:1) e Elias (1 Rs 17:1).

Topázio

O topázio (פִּטְדָה, pitdah, em hebraico; τοπάζιον, topázion, em grego) é uma pedra preciosa mencionada na Bíblia em ambos os Testamentos.

Em Êxodo 28:17 e 39:10, o pitdah é a segunda pedra da primeira fileira do peitoral do sumo sacerdote, representando uma das doze tribos de Israel. Ezequiel 28:13 também lista o pitdah entre as pedras preciosas que adornavam o rei de Tiro, um símbolo de sua opulência. Jó 28:19 menciona o “topázio da Etiópia” (pitdah-kush) como algo de valor incomparável à sabedoria. A Septuaginta traduz consistentemente pitdah como τοπάζιον (topázion).

No Novo Testamento, em Apocalipse 21:20, o τοπάζιον (topázion) é o nono fundamento da Nova Jerusalém, simbolizando a glória e a beleza da cidade celestial.

A identificação exata do pitdah bíblico com o topázio moderno, um mineral cristalino de fluossilicato de alumínio, é incerta. O topázio moderno destaca-se por sua dureza e transparência, superando até mesmo o quartzo. Alguns estudiosos sugerem que o termo antigo poderia se referir a outras pedras amarelas ou esverdeadas, como o crisólito (peridoto). A associação com a Etiópia (Cuxe) em Jó pode indicar uma origem geográfica específica, possivelmente a ilha de Zabargad (antiga Topazios ou Topázion) no Mar Vermelho, conhecida por suas jazidas de peridoto. Independentemente da identificação mineralógica precisa, o topázio bíblico, seja pitdah ou topázion, representava beleza, raridade e valor, sendo digno de adornar o sumo sacerdote, reis e a cidade de Deus.

Na Bíblia, o topázio é mencionado como uma das pedras preciosas que adornavam o peitoral do sumo sacerdote Aarão, representando a tribo de Simeão (Êx 39:10). É também listado entre as pedras fundamentais da Nova Jerusalém descrita em Apocalipse 21:20. Em Jó 28:19, o topázio da Etiópia é citado como símbolo de grande valor, inferior apenas à sabedoria.