George E. Tinker (nascido em 1944) é um teólogo que escreveu extensivamente sobre a interseção da espiritualidade dos nativos americanos e do cristianismo. Seu livro “Spirit and Resistance: Political Theology and American Indian Liberation” (2004) argumenta que as tradições nativas americanas podem oferecer informações valiosas para a teologia cristã e que os nativos americanos devem resistir à colonização contínua de suas terras e culturas.
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Richard Twiss
Richard Twiss (1954-2013) foi um teólogo e ativista que defendeu a integração das tradições nativas americanas na espiritualidade cristã. Seu livro “One Church, Many Tribes: Following Jesus the Way God Made You (Uma Igreja, Muitas Tribos: Seguindo Jesus da Maneira que Deus Criou Você)” (2000) argumentou que os nativos americanos devem ter permissão para expressar sua espiritualidade à sua própria maneira e que o cristianismo deve incluir diferentes perspectivas culturais.
Paul Tillich
Paul Tillich (1886-1965) teólogo germano-americano que procurou reconciliar a fé cristã com a cultura moderna e enfatizou a importância da Preocupação Última e a busca de sentido.
Ernst Troeltsch
Ernst Troeltsch (1865-1923) foi um teólogo, historiador das religiões e filósofo da Igreja Evangélica Alemã.
Para Troeltscho cristianismo deve ser entendido em seu contexto histórico e cultural e que deve estar aberto ao diálogo com outras religiões e cosmovisões. Por isso, a doutrina e a prática cristãs deveriam ser adaptadas às mudanças nas circunstâncias sociais e culturais. Entre suas obras estão The Social Teachings of the Christian Churches e The Absoluteness of Christianity and the History of Religions.
A abordagem de Troeltsch à teologia usando o método histórico, que leva à sua compreensão particular da crença cristã e da cristologia. Troeltsch não afirma uma necessidade de crença em milagres específicos ou as crenças cristãs tradicionais sobre a natureza de Jesus, mas usa a teoria social para explicar o impacto de Jesus em seus contemporâneos e o surgimento da Igreja primitiva. Troeltsch vê Jesus como o catalisador para a formação da comunidade cristã, mas não o vê como Deus encarnado ou sua morte na cruz como tendo valor salvífico universal e absoluto. Ele também reconhece que o significado de Jesus varia em diferentes culturas e tradições religiosas.
Foi colega e vizinho de Max Weber (1864-1920), amigo de Georg Jellinek (1851-1911) e Abraham Kuyper (1837-1920).
Teoria da Morte Total
A Teoria da Morte Total, também conhecida como Ganztodtheorie em alemão, é uma teoria mortalista que aborda o estado da pessoa após a morte e sua relação com a ressurreição. Essa perspectiva rejeita o dualismo tradicional de corpo e alma e, consequentemente, a ideia da imortalidade da alma. Em vez disso, postula que na morte, o ser humano como um todo — corpo, alma e espírito — deixa de existir. Segundo essa visão, a ressurreição não é a reunião de uma alma sobrevivente com um corpo recriado, mas sim uma reconstituição completa da pessoa a partir do aniquilamento total.
Os defensores da teoria baseiam seus argumentos em razões teológicas e em passagens bíblicas. Eles contestam a ideia de que a separação entre corpo e alma, frequentemente associada a ideias filosóficas gregas, seja algo solidamente respaldado pela Bíblia. Argumentam que a Bíblia não ensina a imortalidade da alma, mas sim enfatiza a esperança da ressurreição como um aspecto crucial da fé cristã, tornando a existência contínua da alma após a morte desnecessária. Nessa visão, a ressurreição é vista como uma reconstituição da pessoa completa, um ato de restauração divina.
A teoria propõe diferentes visões sobre como a ressurreição ocorre. Alguns defendem uma recriação idêntica à pessoa que morreu, enquanto outros propõem uma continuidade baseada na identidade pessoal, mas não necessariamente na mesma forma física. A ausência de um inferno de tormento eterno e de um purgatório é vista como uma das vantagens da teoria, já que o conceito de um Deus amoroso e misericordioso seria inconsistente com o tormento eterno. Além disso, elimina o problema teológico de um estado intermediário entre a morte e a ressurreição, pois esse estado simplesmente não existe.
Críticas e debates
A Teoria da Morte Total gerou debates consideráveis na teologia cristã. Teólogos como Paul Althaus, Karl Barth, Oscar Cullmann, Carl Stange e Werner Elert, bem como o filósofo da teologia do processo Charles Hartshorne, defenderam ou exploraram a teoria.
Contudo, a principal crítica se concentra na questão da individualidade e da continuidade do ser humano. Se a pessoa perece completamente na morte e é recriada no último dia, como poderia ser a mesma pessoa? A nova pessoa teria alguma relação com a anterior, e como a sua individualidade seria preservada? Os defensores da teoria respondem que Deus, em Sua onipotência, poderia recriar a pessoa a partir de Sua memória, mantendo suas lembranças e características. Entretanto, os críticos argumentam que isso seria uma nova criação, e não a continuidade da mesma pessoa.
A teoria da morte total também se choca com passagens bíblicas que sugerem um estado pós-morte consciente, como a parábola de Lázaro e o rico (Lucas 16:19-31) e as palavras de Jesus ao ladrão na cruz: “Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso”. Para contornar essa última passagem, há leituras que propõem uma pontuação diferente: “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso”. No entanto, essa interpretação não encontra apoio na maioria das análises textuais.
Por fim, a teoria tem implicações significativas para a prática religiosa. Ela anula o consolo de que o falecido está em paz e elimina o sentido das orações pelos mortos e da comunhão com eles. Para a visão católica e de outras tradições, a comunhão com Cristo garante que a pessoa continue a viver após a morte, e o termo “alma” é usado para descrever essa existência contínua.
Veja Também
- Imortalidade da Alma
- Imortalidade objetiva
- Ressurreição
- Mortalismo
