Zipor

Zipor (em grego: Σεπφωρ; em hebraico: צִּפּוֹר), cujo nome significa “pássaro”, surge no Antigo Testamento como um personagem de importância estratégica, embora sua presença seja breve. Ele é apresentado como o pai de Balaque, o rei de Moabe que, diante da ameaça representada pela aproximação dos israelitas, buscou os serviços do profeta Balaão para amaldiçoá-los (Números 22-24).

A figura de Zipor é mencionada em diversos livros do Antigo Testamento, como Números, Josué e Juízes, sempre em relação a seu filho Balaque. Sua linhagem e sua posição como rei de Moabe o colocam como um líder influente na região, capaz de mobilizar recursos e tomar decisões políticas de grande impacto.

A decisão de Balaque de contratar Balaão para amaldiçoar Israel revela a apreensão de Zipor e seu filho diante do poderio dos israelitas. O relato bíblico enfatiza que Balaque agiu com cautela, buscando uma solução sobrenatural para a ameaça que se aproximava de suas terras.

Embora a figura de Zipor não seja central na narrativa bíblica, sua presença como pai de Balaque e rei de Moabe o insere em um contexto histórico crucial. Ele é um elo entre a história de Israel e a história dos povos vizinhos, representando a complexa interação entre diferentes culturas e nações na antiguidade.

Zalmona

Zalmona (צַלְמֹנָה, Tsalmonah em hebraico) é um nome de lugar mencionado no livro de Números, como um dos locais de acampamento dos israelitas durante sua jornada pelo deserto após o Êxodo do Egito.

A única referência bíblica a Zalmona encontra-se em Números 33:41-42: “Partiram de Hor-Haguidgade e acamparam-se em Jotbatá. Partiram de Jotbatá e acamparam-se em Abrona. Partiram de Abrona e acamparam-se em Eziom-Geber. Partiram de Eziom-Geber e acamparam-se no deserto de Zim, que é Cades. Partiram de Cades e acamparam-se em Hor, monte, na extremidade da terra de Edom, Partiram do monte Hor, e acamparam-se em Zalmona. Partiram de Zalmona, e acamparam-se em Punom.”

A localização exata de Zalmona é desconhecida e tem sido objeto de especulação. O contexto de Números 33 sugere que ficava em algum lugar entre o Monte Hor (onde Arão morreu) e Punom, provavelmente na região a leste do Arabá (o vale que se estende do Mar Morto ao Golfo de Aqaba). Alguns estudiosos sugerem uma possível identificação com a moderna ruína de Feinan (Khirbet Feinan), um antigo local de mineração de cobre, mas não há evidências conclusivas.

O significado do nome Tsalmonah também é incerto. Pode derivar de uma raiz hebraica que significa “sombra” ou “escuridão”, talvez referindo-se a alguma característica geográfica do local, como a presença de desfiladeiros ou montanhas que projetavam sombra. Outra possibilidade, menos provável, é uma relação com a palavra hebraica para “imagem” ou “ídolo” (צֶלֶם, tselem), mas não há contexto bíblico ou arqueológico que sugira qualquer conexão com idolatria naquele local específico.

Zeruia

Zeruia, cujo nome em hebraico é צְרוּיָה (Tseruyah), é a mãe de três figuras: Joabe, Abisai e Asael. Sua genealogia não é explicitamente detalhada nas Escrituras, embora seja presumido que ela tenha alguma ligação com a linhagem de Davi, já que seus filhos desempenharam papéis na corte e nos exércitos do rei.

Zeruia é mencionada em diversas passagens bíblicas, nos livros de Samuel e Crônicas. Sua presença nas narrativas, embora não proeminente, está associada com seus filhos. Joabe, em particular, tornou-se o comandante do exército de Davi. Abisai também se destacou como um guerreiro valente e leal a Davi, enquanto Asael era conhecido por sua velocidade e habilidade na perseguição.

Ziclague

Ziclague (צִקְלַג, Tsiqlag; Ζεκλάγ, Zeklag), cidade no Neguebe (sul de Judá), desempenha um papel importante na história de Davi. Inicialmente pertencente à tribo de Simeão (Js 19:5), Ziclague foi concedida a Davi por Aquis, rei de Gate, durante seu exílio (1Sm 27:6).

A cidade serviu como base para Davi e seus homens, que realizaram incursões contra povos vizinhos (1Sm 27:8-12). No entanto, enquanto Davi estava ausente, os amalequitas atacaram e incendiaram Ziclague, levando as mulheres e crianças como cativas (1Sm 30:1-5).

Davi, guiado por Deus através do Urim e Tumim, perseguiu os amalequitas, recuperou os cativos e os bens saqueados (1Sm 30:8-20). Após a morte de Saul, Davi retornou a Ziclague e foi ali ungido rei de Judá (2Sm 2:1-4).

Zalmom

Zalmom, nome que designa tanto um guerreiro quanto um monte próximo a Siquém, e possivelmente uma localização incerta mencionada em Salmos.

  1. Em 2 Samuel 23:28, Zalmom é listado entre os guerreiros de elite de Davi, também chamado de Ilai em 1 Crônicas 11:29.
  2. Em Juízes 9:48, Zalmom é o monte de onde Abimeleque cortou ramos para incendiar o templo de El-Berite em Siquém.
  3. Em Salmos 68:14, Zalmom pode se referir a uma localidade desconhecida, talvez uma elevação a leste do Jordão, em direção ao Monte Hermom. A referência a “neve em Zalmom” sugere um local montanhoso e frio.