Zimri

  1. Zimri, um nome de um responsável por uma breve e sangrenta usurpação do trono de Israel. Comandante da metade dos carros de guerra do rei Elá, Zimri aproveitou a embriaguez do rei em Tirza para assassiná-lo e tomar o poder (1Rs 16:9-10).

Sua ascensão ao trono marcou um período de instabilidade política e violência. Zimri, buscando consolidar seu poder, exterminou toda a família de Baasa, o rei anterior, cumprindo a profecia de Jeú (1Rs 16:11-12). No entanto, seu reinado foi efêmero.

O exército, que sitiava Gibeton, uma cidade filisteia, ao saber da traição de Zimri, aclamou Onri, comandante do exército, como rei. Onri marchou sobre Tirza, e Zimri, vendo-se derrotado, incendiou o palácio real e pereceu nas chamas (1Rs 16:15-18).

A história de Zimri, condensada em poucos versículos bíblicos, ilustra a volatilidade do poder e as consequências da ambição desmedida. Zimri, apesar de sua tentativa de tomar o trono pela força, teve um reinado de apenas sete dias, tornando-se um exemplo paradigmático da brevidade e da fragilidade do poder ilegítimo.

2. Zimri, um príncipe simeonita chamado Zimri foi morto por Finéias por sua relação com uma mulher midianita (Nm 25:14).

Referências:

  • Números 25:14
  • 1 Reis 16:9-12, 15-18

Zeboim

Zeboim é a tradução portuguesa de dois lugares no Antigo Testamento.
Zeboim (cidade destruída com Sodoma e Gomorra): צְבֹויִים (Tsebhoyim) Zeboim (vale no território de Benjamim): צְבָיִם (Tsebayim).

Zeboim, cujo nome em hebraico significa “vale das hienas”, é mencionado em dois contextos distintos no Antigo Testamento. Em 1 Samuel 13:18, Zeboim é identificado como um vale no território da tribo de Benjamim, a sudeste de Micmás, onde os filisteus se posicionaram para a batalha contra Saul e Jônatas. A referência a Zeboim nesse episódio sugere sua importância estratégica como rota de acesso e palco de conflitos na região. Séculos depois, em Neemias 11:34, Zeboim é listado entre os locais reocupados pelos benjamitas após o exílio babilônico, indicando sua permanência como um assentamento na região

Zeboim evoca imagens de destruição e juízo divino. Associada ao ciclo narrativo de Abraão e Ló, Zeboim é mencionada como uma das “cidades da planície” condenadas à destruição por sua iniquidade, juntamente com Sodoma e Gomorra (Gn 14:2; Dt 29:23). Governada por Semeber, Zeboim uniu-se a essas cidades em uma coalizão contra invasores do norte (Gn 14:2,8).

A narrativa bíblica descreve a devastação cataclísmica que se abateu sobre essas cidades, consumidas por fogo e enxofre (Gn 19:24-25). A localização de Zeboim é incerta.

Concordância

Gênesis 10:19 Gênesis 14:2, 8 Gênesis 19:24-25 Deuteronômio 29:23 Oseias 11:8

Zoratitas

Os zoratitas, um grupo enigmático mencionado na Bíblia Hebraica, são identificados como descendentes de grupos familiares específicos: os itritas, puteus, sumateus e misraeus. Sua conexão com Quiriate-Jearim, cidade de importância estratégica na região montanhosa de Judá, sugere que eles desempenharam um papel relevante na história e cultura local.

Quiriate-Jearim, também conhecida como Quiriate-Arim, Quiriate-Baal, Baala e Baale (Josué 15:9; 18:14), abrigou a Arca da Aliança por duas décadas após seu retorno dos filisteus (1 Samuel 6:21-7:2). A presença da Arca, símbolo da presença divina, indica a importância religiosa de Quiriate-Jearim e possivelmente a influência dos zoratitas em sua custódia. Ainda o povo é mencionado em 1 Crônicas 2:53.