Lidia Poët

Lidia Poët (1855-1849), valdense italiana, foi primeira mulher a formar-se em direito e exercer a advocacia na Itália.

Nascida nos vales valdenses, estudou direito na Universidade de Turim, formando-se em 1881. Dois anos depois, aprovada em exame da ordem, solicitou sua inscrição como advogada, causando surpresa na época. Todavia, o procurador-geral fez uma representação para cancelar sua inscrição pelo fato de ser mulher.

Seus recursos foram negados, mas Poët encontrou ânimo para dedicar-se à causas em prol das mulheres e direitos femininos (inclusive o do livre exercício profissional), dos marginalizados, dos menores e dos encarcerados.

Viajou pela Europa representando a Itália em situações acadêmicas. Foi enfermeira voluntária da Cruz Vermelha na Primeira Guerra Mundial. Em 1920 conseguiu reobter sua inscrição como advogada. A partir disso, dedicou-se em campanhas pelo sufrágio feminino.

BIBLIOGRAFIA

Bounous, C.  La toga negata: da Lidia Poët all’attuale realtà torinese. Il cammino delle donne nelle professioni giuridiche, Pinerolo, Alzani, 199

Lidia Poët – Dizionario Biografico dei Protestanti in Italia Valdese

Pietro Martire Vermigli

Pietro Martire Vermigli (1499-1562) foi um reformador italiano, originário de Lucca e depois exilado na Suíça.

Educado com uma formação humanista em Fiesole, Pádua e Bolonha, interessou-se pelo estudos hebraicos. Nomeado abade de San Pietro ad Arame em Nápoles, onde desenvolve um círculo de interessados em discussões bíblicas e religiosas. Na época, a influência de Juan Valdés em Nápoles gerou um círculo discreto de simpatizantes da Reforma.

De retorno à Lucca em 1541, como prior do convento de San Frediano começa a pregar publicamente ideias reformadas. Enfatizava o valor da morte de Cristo e a justificação.

Questionado por sua ordem religiosa, parte para o exílio. Foi ministro dos italianos refugiados em Estrasburgo, depois deu aula em Oxford. Com o restabelecimento do catolicismo na Inglaterra, retornou à Estrasburgo até passar a viver em Zurique.

Galeazzo Caracciolo

Galeazzo Caracciolo (1517-1586) foi um reformador italiano.

Caracciolo, Marquês de Vico, era da aristocracia e frequentava os círculos da corte imperial de Carlos V.

Ao estabelecer contato com a rede de reformadores em torno de Juan de Valdés, Pietro Martire Vermigli e Bernardino Ochino, levou-o à conversão à Reforma. Nas suas viagens à Alemanha conheceu as obras de Lutero.

Em 1551 deixou sua família e pátria para refugiar-se em Genebra. Caracciolo resistiu firmemente a todas as tentativas de sua família de induzi-lo a retornar à Itália e permaneceu até sua morte um dos líderes da congregação italiana em Genebra.

Joan Bocher

Joan Bocher (?-1550), também Boucher, Butcher, Knell ou Joan of Kent, foi uma mártir anabatista inglesa queimada durante a Reforma Inglesa no reinado de Eduardo VI.

Joan tornou-se seguidora das doutrinas de Melchior Hoffman em um círculo de anabatistas na região de Kent. Presa em 1548 por não crer nas doutrinas do sacramento, seria condenada como herege.

Anne Askew

Anne Askew, também Anne Ayscough ou Ascue, ou pelo nome de casada, Anne Kyme (1521 -1546) foi uma poetisa e mártir inglesa.

Anne foi obrigada a se casar com Thomas Kyme em lugar de sua irmã após a morte dessa. Askew pediu o divórcio depois que Kyme a expulsou de sua casa por suas crenças, tornando-se a primeira mulher a pedir divórcio na Inglaterra.

Anne circulava entre grupos reformadores, para os quais a reforma de Henrique VIII não tinha concretizado toda as demandas. Anne Askew rejeitava a transubstanciação. Ela foi interrogada pela primeira vez pelo bispo Bonner. Durante sua segunda prisão, o bispo Gardiner e o chanceler Wriothesley conduziram o interrogatório e a tortura. A tortura incomumente cruel que Askew suportou causou até repulsa em sir Anthony Knivett, o responsável pela Torre de Londres, que recusou a continuar com a tortura.

Em 1546, aos 25 anos, Anne Askew foi queimada na fogueira como herege. John Bale e John Foxe publicaram relatos de seu interrogatório, prisão e tortura.

Como autora, Askew escreveu sobre seus interrogatórios. Askew também é lembrada por ser uma das primeiras poetisas a compor em inglês.