Pentecostal Church of God

A Igreja Pentecostal de Deus (Pentecostal Church of God, ou PCG) é uma denominação pentecostal da Obra Plena, com sede em Bedford, Texas, Estados Unidos.

A PCG foi originalmente estabelecida como Assembleias Pentecostais dos EUA (Pentecostal Assemblies of the USA) em uma reunião realizada em 29 e 30 de dezembro de 1919, na Missão Pentecostal Herald, de George Brinkman, em Chicago. Entre os fundadores estavam ministros que rejeitaram a afiliação ao Concílio Geral das Assembleias de Deus, estabelecida em 1914, devido a divergências sobre adotar uma declaração doutrinária de 1916. Recebeu influências de William Durham e William Piper, além de seus quadros iniciais terem sido participantes da rede servida por esses dois pioneiros.

John Sinclair foi eleito o primeiro presidente da organização, e um comitê executivo foi formado para supervisionar as atividades iniciais. Entre os principais participantes e pioneiros estavam George Brinkman, Edward Matthews, John B. Huffman, Silas Shepard, Osborn Gilliland, Rik Field, A.D. McClure, Alfred Worth, e outros. Em 1922, a organização foi renomeada com a designação atual. Em 1934, a denominação adicionou “of America” ao seu nome oficial, mas este foi retirado em 1979.

Desde o início, a PCG adot uopolíticas liberais para ordenação, adesão de membros e questões relacionadas a divórcio e novo casamento entre os ministros. Destacou-se também por sua diversidade, sendo um dos membros fundadores, W.C. Thompson, um pastor afro-americano, e a primeira ministra ordenada, Ida Tribbett, uma mulher.

A denominação rapidamente adquiriu equipamentos de impressão e, em 1927, começou a publicar a revista oficial, The Pentecostal Messenger, consolidando sua capacidade de evangelização e comunicação. No ano seguinte, fundou a Associação de Jovens Pentecostais (Pentecostal Young People’s Association), com foco na evangelização da juventude.

Por um tempo, a PCG experimentou rápido crescimento. Foi uma das denominações de maior expansão nos Estados Unidos em meados do século XX. Embora suas atividades em missões estrangeiras fossem limitadas, a denominação desenvolveu ministérios extensivos entre povos indígenas norte-americanos.

A sede foi transferida diversas vezes ao longo dos anos: de Chicago para Ottumwa, Iowa, em 1927; para Kansas City, Missouri, em 1933; para Joplin, Missouri, em 1951; e finalmente para Bedford, Texas, em 2012, onde permanece até hoje.

A igreja também estabeleceu o Messenger College, localizado em Bedford, que oferece programas de formação ministerial e aconselhamento cristão.

Em 2010, a PCG contava com aproximadamente 620.000 membros, 6.750 ministros e 4.825 igrejas em todo o mundo. Em 2024, havia 960 igrejas nos Estados Unidos. A PCG é membro do Pentecostal/Charismatic Churches of North America (PCCNA).

Teologia pós-conservadora

A teologia pós-conservadora é uma abordagem contemporânea dentro do evangelicalismo que busca superar as limitações percebidas da teologia conservadora tradicional, enquanto preserva um compromisso com os fundamentos da fé evangélica. Esse movimento emergiu nas últimas décadas do século XX em resposta às tensões entre a ortodoxia teológica e as transformações culturais, sociais e epistemológicas da modernidade e da pós-modernidade.

Desenvolvida em grande parte no evangelicalismo norte-americano, a teologia pós-conservadora surgiu como uma reação ao conservadorismo associado ao movimento fundamentalista e suas ligações com agendas políticas conservadoras. Influenciada por tendências como a teologia narrativa, o pensamento pós-moderno e críticas à epistemologia iluminista, ela propôs uma reavaliação das bases teológicas tradicionais. Essa abordagem também reflete um desejo de engajar questões contemporâneas, incluindo justiça social, diversidade cultural e diálogo inter-religioso.

Os teólogos pós-conservadores valorizam a tradição cristã, mas defendem que doutrinas e práticas herdadas devem ser revisadas à luz de novas interpretações das Escrituras e desafios contextuais. Para eles, a revelação divina tem um caráter transformador que vai além da mera transmissão de informações, sendo a teologia compreendida como um processo dinâmico e contínuo. Eles rejeitam o fundacionalismo epistemológico típico do Iluminismo, que busca certezas objetivas e neutras, favorecendo em vez disso uma abordagem que reconhece a influência do contexto, da linguagem e da comunidade. Em consequência, a teologia pós-conservadora se envolve em um relacionamento dialético com contextos seculares e pós-cristãos, permitindo um reexame da fé na sociedade moderna.

Essa perspectiva encoraja o diálogo com outras tradições cristãs e, em alguns casos, com outras religiões, partindo da premissa de que a verdade teológica é enriquecida por meio da interação com diferentes perspectivas. O engajamento crítico e criativo com a cultura contemporânea também é central, abordando questões como justiça social, direitos humanos e pluralismo. Além disso, os pós-conservadores destacam a importância da comunidade cristã na interpretação das Escrituras e na formação teológica, preferindo uma abordagem comunitária em vez de centralizada em líderes ou autoridades específicas. Para enfrentar novos desafios culturais e éticos, eles veem a imaginação como uma ferramenta essencial no discurso teológico.

Dentro dessa abordagem, a Escritura é afirmada como autoridade, mas com ênfase na necessidade de interpretação contextual. A tradição é valorizada, mas não é considerada infalível, e o diálogo com a modernidade é visto como indispensável. A experiência, tanto pessoal quanto comunitária, é reconhecida como uma fonte legítima de compreensão teológica. Muitos também colocam a justiça social como um elemento central, argumentando que a fé deve se manifestar na promoção da equidade e no cuidado com os marginalizados.

Figuras proeminentes incluem Roger E. Olson, que em Reformed and Always Reforming argumenta que ser menos conservador pode tornar o evangelicalismo mais autêntico; Stanley Grenz, que destacou a importância da comunidade e da relevância cultural na teologia; John R. Franke, com sua ênfase na teologia contextual e no diálogo entre cultura e fé; e Brian McLaren, que popularizou uma visão mais aberta e inclusiva do cristianismo.

A teologia pós-conservadora, no entanto, enfrenta críticas. Alguns apontam para uma falta de clareza em suas definições e critérios teológicos, enquanto outros temem que sua abertura ao contexto e à experiência possa levar ao relativismo. Ainda assim, sua influência é significativa. Ela tem ampliado os debates teológicos dentro do evangelicalismo, promovendo um reexame crítico de crenças tradicionais e incentivando o engajamento com questões contemporâneas.

Congregação Cristã nos Estados Unidos

A Congregação Cristã nos Estados Unidos, em inglês Christian Congregation in the United States, abreviação CCUS, é uma comunhão de igrejas locais com raízes no avivamento pelo Espírito Santo na cidade de Chicago em 1907.

Como o movimento se alastrou para diversas cidades da América do Norte e outras nações, sobretudo o Brasil, aos poucos foi ganhando contornos denominacionais. Em 1927 foi reunida a convenção de Niagara Falls para estabelecer entre essas igrejas a associação de fato Unorganized Italian Christian Churches of North America (Igreja Cristã Italiana da América do Norte), embora cada igreja local poderia adotar outro nome de placa, como de na prática continuaram. Os nomes mais comuns das igrejas locais eram Assembleia Cristiana, Italian Christian Church e Congregazione Cristiana.

No final dos anos 1970 surgiu a vontade de reunir congregações locais independentes e grupos de crentes migrantes principalmente de Portugal, Brasil e América Hispânica com raízes históricas e doutrinárias nesse avivamento de 1907.

Assim, a partir de 1980 a Christian Congregation in the United States foi organizada com apoio anciãos brasileiros, entre eles Miguel Spina e Victorio Angare, e iniciativa de Joel Spina. Aderiram inicialmente a Italian Christian Assembly of Alhambra, Los Angeles (anciãos Alexander Puglia e Salvatore Licari); Buffalo Christian Congregation (anciãos Arno Scoccia e Louis Terragnoli Junior) e Christian Congregation de Chicago (onde viriam a ser anciãos Samuele Calabrese e Joel Spina).

Desde o início, a CCUS mantém vínculos de comunhão espiritual e doutrinária com outras Congregações Cristãs ao redor do mundo, mas especialmente com o Canadá e México. Também manteve apoio e missões na América Central e Caribe. Historicamente enviou e representantes para as reuniões ministeriais da Congregação Cristã no Brasil e na Congregazione Cristiana in Italia, também recebendo representantes dessas igrejas co-irmãs. A CCUS é signatária da Convenção Internacional das Congregações Cristãs, firmada em São Paulo em 2003.

Por razões doutrinárias, a CCUS não possui centrais. Cada igreja local com patrimônio e condições de pessoal próprios são registradas (incorporadas) como entidades legais em cada estado. As assembleias gerais dos anciãos, as equivalentes às Reuniões Gerais de Ensinamento no Brasil, são realizadas de forma rotativa a cada ano, historicamente em Buffalo, Alhambra e Chicago.

No início de 2024 a CCUS contava com cerca de 90 congregações pelo país.

Doutrinariamente, a CCUS possui artigos de fé similares com outras Congregações Cristãs no Mundo; todavia, não adotou as alterações realizadas unilateralmente no Brasil em 1995 e 2013.

SAIBA MAIS

ALVES, Leonardo Marcondes. Congregação Cristã na América do Norte: sua origem e culto. Dallas, 2011. pp. 4-5

www.ccus.org

World’s Faith Missionary Association

A Associação Missionária de Fé Mundial (World’s Faith Missionary Association WFMA) foi uma organização evangélica fundada em 1887 pelo pelo pregador de Santidade Charles S. Hanley e sua esposa Minnie Hanley em Shenandoah, Iowa, para promover o cristianismo evangélico globalmente.

Inicialmente concebida como uma plataforma para ensinamentos radicais do movimento de Santidade, a associação também operava sob o nome de “Organização Sarça Ardente”.

Como organização, não controlava congregações locais, mas efetivamente era uma denominação. Levantava fundo para missões, promovia reuniões de avivamento e credenciava minisros. Dentre seus convertidos estava William H. Durham, o qual seria ordenado pela WFMA.

Após o falecimento de C.S. Hanley em 1925, a WFMA passou por disputas que levaram à sua fragmentação. Depois houve o restabelecimento de facções separadas, cada uma competindo pela legitimidade da WFMA. Uma delas, liderada CS Osterhus criou a WFMA em Robbinsdale, Minnesota, enquanto outra facção, liderada por rev. Montgomery, iniciou operações em Webster Groves, Missouri. Para distinguir as duas entidades, esta última facção adotou o nome de “Associação Ministerial Fundamental” em 1931, enfatizando a unidade doutrinária da organização.

Em 1958, durante a convenção anual realizada no Trinity Seminary e no Bible College em Chicago, Illinois foi promulgada uma reforma organizacional, renomeada Aliança da Igreja Evangélica (ECA). Hoje a ECA conta com mais de 1.600 constituintes, incluindo pastores, professores, missionários e capelães de diversas origens denominacionais.

BIBLIOGRAFIA
DeLong, Joseph I. “It Ought to Be Written”: The Story of Charles and Minnie Hanley, Founders of the World Faith Missionary Association, and the Origin of the Evangelical Church Alliance, Inc. Lulu, 2006.

Movimento de Teologia Bíblica

O Movimento de Teologia Bíblica, floresceu nas décadas de 1940-1960 e pretendia transcender as polaridades teológicas, apresentando a Bíblia como um recurso teológico unificado.

O trabalho de G. Ernest Wright, “The God Who Acts: Biblical Theology as Recital” (1952), defendeu a compreensão da Bíblia como um evento mais interpretação – uma narrativa confessional sobre Deus. Ao contrário das abordagens tradicionais focadas na facticidade histórica, este movimento centrou-se na função da narrativa dentro do cânone bíblico. Esperava assim transcender a dicotomia entre teologia liberal e evangelical.

Enfatizando a unidade teológica da Bíblia, o movimento da teologia bíblica empregava um arcabaouço da história da redenção. Pretendia dar uma exploração sintética da natureza, da vontade e do plano de Deus na criação e na redenção. O movimento uniu estudiosos no ressurgimento da teologia e no compromisso de desvendar a revelação de Deus na história.

O movimento desvaneceu quando James Barr criticou o Movimento de Teologia Bíblica por impor categorias modernas a textos antigos, simplificando demais a diversidade da Bíblia e negligenciando o contexto histórico. Barr notou a influência da filosofia hegeliana, questionou a centralidade da teologia da aliança e advertiu contra uma abordagem cristocêntrica que ofuscava o valor distinto do Antigo Testamento.