Sally McFague

Sallie McFague (1933–2019) foi uma teóloga cristã feminista norte-americana, proponente da teologia metafórica, explorando como metáforas moldam nossa compreensão e discurso sobre Deus.

McFague questionou imagens patriarcais de Deus, propondo a metáfora de “Deus como Mãe,” que enfatiza aspectos de nutrição, cuidado e relacionalidade divinas. Ampliando essa abordagem, sugeriu que o mundo pode ser entendido como o corpo de Deus, destacando a interconexão de toda a criação e defendendo uma ética ecológica de cuidado com a Terra. Essa perspectiva buscava responder aos desafios contemporâneos de degradação ambiental, promovendo uma visão de responsabilidade mútua entre humanidade e natureza.

A teologia deve ser ancorada na experiência humana e engajar a imaginação, incentivando novos modos de pensar e falar sobre Deus que reflitam preocupações e desafios modernos. Suas ideias tiveram impacto significativo na teologia feminista, oferecendo modelos alternativos para a compreensão de Deus e questionando papéis de gênero tradicionais na religião. Seu trabalho também contribuiu para o desenvolvimento da teologia ecológica, sublinhando a importância do cuidado com a criação.

Entre suas principais obras estão Metaphorical Theology: Models of God in Religious Language (1982), Models of God: Theology for an Ecological, Nuclear Age (1987), The Body of God: An Ecological Theology (1993), Super, Natural Christians: How We Should Love Nature (1997) e A New Climate for Theology: God, the World, and Global Warming (2008).

Sallie McFague abordou temas centrais da teologia cristã com uma perspectiva que buscava conciliar fé, relevância cultural e ética ambiental. Seu trabalho continua a influenciar debates teológicos sobre a relação entre Deus, humanidade e o mundo.

Mary Moise

Mother Mary Gill Moise (1850–1930) foi uma pioneira no movimento pentecostal, conhecida por sua liderança e atuação social no movimento da Fé Apostólica. Nascida em 1850, em um período de exclusão e perseguição para afro-americanos, Moise enfrentou as limitações impostas por sua época, moldando uma trajetória de serviço religioso e social.

Em St. Louis, Missouri, fundou a missão Door of Hope, dedicada a oferecer alimentos, abrigo e orientação espiritual a pessoas marginalizadas, especialmente jovens mulheres sem-teto. Seu trabalho foi amplamente reconhecido, incluindo a conquista do primeiro prêmio na Feira Mundial de St. Louis em 1904, em reconhecimento por sua atuação com meninas desabrigadas.

Mary Gill Moise (1850–1930) foi uma figura central no movimento pentecostal, conhecida por sua liderança e atuação social no movimento da Fé Apostólica. Nascida em 1850, em um período marcado por desafios sociais significativos para afro-americanos, Moise enfrentou as limitações impostas por sua época, moldando uma trajetória de serviço religioso e social.

Em St. Louis, Missouri, fundou a missão “Door of Hope,” dedicada a oferecer alimentos, abrigo e orientação espiritual a pessoas marginalizadas, especialmente jovens mulheres sem-teto. Seu trabalho foi amplamente reconhecido, incluindo a conquista do primeiro prêmio na Feira Mundial de St. Louis em 1904, em reconhecimento por sua atuação com meninas desabrigadas.

Moise aderiu à mensagem pentecostal após experimentar o batismo no Espírito Santo, evento que aprofundou seu compromisso com a fé e a levou a se engajar em ministérios voltados para a assistência social.

Como líder no movimento da Fé Apostólica, uma ramificação do pentecostalismo que enfatiza o batismo em nome de Jesus Cristo, Moise desempenhou um papel importante na expansão e consolidação da comunidade religiosa local. Seu ministério inspirou muitos e contribuiu para a construção de redes de apoio espiritual e material em sua região.

João Malalas

João Malalas (c. 491- c. 578) foi um cronista bizantino de origem síria. É o autor da Chronographia, uma compilação histórica em 18 livros que cobre eventos desde a Criação até, possivelmente, 574. Contudo, o único manuscrito existente termina em eventos ocorridos em 563.

A obra dá destaque à cidade de Antioquia e apresenta uma perspectiva monofisita. O trecho final do Livro 18 parece ter sido adicionado posteriormente por um autor ortodoxo, possivelmente em Constantinopla. Escrita em grego popular, acessível aos círculos cristãos menos eruditos, a Chronographia é frequentemente imprecisa e pouco crítica, mas possui valor como fonte histórica, especialmente para a primeira metade do século VI.

Alguns estudiosos associam João Malalas a João III Escolástico, patriarca de Constantinopla entre 565 e 577, que anteriormente havia atuado como advogado em Antioquia. Essa identificação, entretanto, permanece incerta.

Pentecostal Church of God

A Igreja Pentecostal de Deus (Pentecostal Church of God, ou PCG) é uma denominação pentecostal da Obra Plena, com sede em Bedford, Texas, Estados Unidos.

A PCG foi originalmente estabelecida como Assembleias Pentecostais dos EUA (Pentecostal Assemblies of the USA) em uma reunião realizada em 29 e 30 de dezembro de 1919, na Missão Pentecostal Herald, de George Brinkman, em Chicago. Entre os fundadores estavam ministros que rejeitaram a afiliação ao Concílio Geral das Assembleias de Deus, estabelecida em 1914, devido a divergências sobre adotar uma declaração doutrinária de 1916. Recebeu influências de William Durham e William Piper, além de seus quadros iniciais terem sido participantes da rede servida por esses dois pioneiros.

John Sinclair foi eleito o primeiro presidente da organização, e um comitê executivo foi formado para supervisionar as atividades iniciais. Entre os principais participantes e pioneiros estavam George Brinkman, Edward Matthews, John B. Huffman, Silas Shepard, Osborn Gilliland, Rik Field, A.D. McClure, Alfred Worth, e outros. Em 1922, a organização foi renomeada com a designação atual. Em 1934, a denominação adicionou “of America” ao seu nome oficial, mas este foi retirado em 1979.

Desde o início, a PCG adot uopolíticas liberais para ordenação, adesão de membros e questões relacionadas a divórcio e novo casamento entre os ministros. Destacou-se também por sua diversidade, sendo um dos membros fundadores, W.C. Thompson, um pastor afro-americano, e a primeira ministra ordenada, Ida Tribbett, uma mulher.

A denominação rapidamente adquiriu equipamentos de impressão e, em 1927, começou a publicar a revista oficial, The Pentecostal Messenger, consolidando sua capacidade de evangelização e comunicação. No ano seguinte, fundou a Associação de Jovens Pentecostais (Pentecostal Young People’s Association), com foco na evangelização da juventude.

Por um tempo, a PCG experimentou rápido crescimento. Foi uma das denominações de maior expansão nos Estados Unidos em meados do século XX. Embora suas atividades em missões estrangeiras fossem limitadas, a denominação desenvolveu ministérios extensivos entre povos indígenas norte-americanos.

A sede foi transferida diversas vezes ao longo dos anos: de Chicago para Ottumwa, Iowa, em 1927; para Kansas City, Missouri, em 1933; para Joplin, Missouri, em 1951; e finalmente para Bedford, Texas, em 2012, onde permanece até hoje.

A igreja também estabeleceu o Messenger College, localizado em Bedford, que oferece programas de formação ministerial e aconselhamento cristão.

Em 2010, a PCG contava com aproximadamente 620.000 membros, 6.750 ministros e 4.825 igrejas em todo o mundo. Em 2024, havia 960 igrejas nos Estados Unidos. A PCG é membro do Pentecostal/Charismatic Churches of North America (PCCNA).

Teologia pós-conservadora

A teologia pós-conservadora é uma abordagem contemporânea dentro do evangelicalismo que busca superar as limitações percebidas da teologia conservadora tradicional, enquanto preserva um compromisso com os fundamentos da fé evangélica. Esse movimento emergiu nas últimas décadas do século XX em resposta às tensões entre a ortodoxia teológica e as transformações culturais, sociais e epistemológicas da modernidade e da pós-modernidade.

Desenvolvida em grande parte no evangelicalismo norte-americano, a teologia pós-conservadora surgiu como uma reação ao conservadorismo associado ao movimento fundamentalista e suas ligações com agendas políticas conservadoras. Influenciada por tendências como a teologia narrativa, o pensamento pós-moderno e críticas à epistemologia iluminista, ela propôs uma reavaliação das bases teológicas tradicionais. Essa abordagem também reflete um desejo de engajar questões contemporâneas, incluindo justiça social, diversidade cultural e diálogo inter-religioso.

Os teólogos pós-conservadores valorizam a tradição cristã, mas defendem que doutrinas e práticas herdadas devem ser revisadas à luz de novas interpretações das Escrituras e desafios contextuais. Para eles, a revelação divina tem um caráter transformador que vai além da mera transmissão de informações, sendo a teologia compreendida como um processo dinâmico e contínuo. Eles rejeitam o fundacionalismo epistemológico típico do Iluminismo, que busca certezas objetivas e neutras, favorecendo em vez disso uma abordagem que reconhece a influência do contexto, da linguagem e da comunidade. Em consequência, a teologia pós-conservadora se envolve em um relacionamento dialético com contextos seculares e pós-cristãos, permitindo um reexame da fé na sociedade moderna.

Essa perspectiva encoraja o diálogo com outras tradições cristãs e, em alguns casos, com outras religiões, partindo da premissa de que a verdade teológica é enriquecida por meio da interação com diferentes perspectivas. O engajamento crítico e criativo com a cultura contemporânea também é central, abordando questões como justiça social, direitos humanos e pluralismo. Além disso, os pós-conservadores destacam a importância da comunidade cristã na interpretação das Escrituras e na formação teológica, preferindo uma abordagem comunitária em vez de centralizada em líderes ou autoridades específicas. Para enfrentar novos desafios culturais e éticos, eles veem a imaginação como uma ferramenta essencial no discurso teológico.

Dentro dessa abordagem, a Escritura é afirmada como autoridade, mas com ênfase na necessidade de interpretação contextual. A tradição é valorizada, mas não é considerada infalível, e o diálogo com a modernidade é visto como indispensável. A experiência, tanto pessoal quanto comunitária, é reconhecida como uma fonte legítima de compreensão teológica. Muitos também colocam a justiça social como um elemento central, argumentando que a fé deve se manifestar na promoção da equidade e no cuidado com os marginalizados.

Figuras proeminentes incluem Roger E. Olson, que em Reformed and Always Reforming argumenta que ser menos conservador pode tornar o evangelicalismo mais autêntico; Stanley Grenz, que destacou a importância da comunidade e da relevância cultural na teologia; John R. Franke, com sua ênfase na teologia contextual e no diálogo entre cultura e fé; e Brian McLaren, que popularizou uma visão mais aberta e inclusiva do cristianismo.

A teologia pós-conservadora, no entanto, enfrenta críticas. Alguns apontam para uma falta de clareza em suas definições e critérios teológicos, enquanto outros temem que sua abertura ao contexto e à experiência possa levar ao relativismo. Ainda assim, sua influência é significativa. Ela tem ampliado os debates teológicos dentro do evangelicalismo, promovendo um reexame crítico de crenças tradicionais e incentivando o engajamento com questões contemporâneas.