Zebá

Zebá (זֶבַח, Zebaḥ) é um nome que aparece no livro de Juízes como um dos dois reis midianitas que foram derrotados e mortos por Gideão e seus homens (Juízes 8). O outro rei era Zalmuna.

A história de Zebá e Zalmuna está ligada à vingança de Gideão pela morte de seus irmãos em Tabor. Após a vitória de Gideão sobre o exército midianita, que havia oprimido Israel por sete anos, ele perseguiu os reis fugitivos.

O relato em Juízes 8 detalha a captura de Zebá e Zalmuna perto de Carcor. Gideão questionou-os sobre os homens que eles haviam matado em Tabor, e eles admitiram que eram semelhantes a Gideão, parecendo filhos de um rei. Então, Gideão ordenou a seu filho mais velho, Jeter, que os matasse, mas o jovem hesitou, pois ainda era inexperiente.

Diante da hesitação de Jeter, Zebah e Zalmuna desafiaram Gideão, dizendo: “Levanta-te tu mesmo e mata-nos, porque qual é o homem, tal é a sua força.” Então, Gideão se levantou e os matou, tomando os ornamentos lunares que seus camelos usavam no pescoço.

A derrota e a morte de Zebá e Zalmuna marcaram o fim da opressão midianita sobre Israel durante o período dos juízes, trazendo um período de paz à terra por quarenta anos (Juízes 8:28).

O nome “Zebá” em hebraico significa “sacrifício”. É interessante notar que dois reis inimigos de Israel carregavam nomes com conotações religiosas.

Zebul

Zebul (זְבוּל, Zəbûl) é um nome que aparece no livro de Juízes como o governador da cidade cananeia de Siquém durante o período em que Abimeleque, filho de Gideão com uma concubina de Siquém, tentou estabelecer seu reinado sobre Israel.

A história de Zebul está principalmente relatada em Juízes 9. Após Abimeleque matar seus setenta meio-irmãos (com exceção de Jotão, que escapou), os cidadãos de Siquém e Bete-Milo o proclamaram rei perto do carvalho da coluna que estava em Siquém.

Zebul era o oficial encarregado por Abimeleque em Siquém. Quando Gaal, filho de Ebede, chegou a Siquém e incitou os cidadãos à revolta contra Abimeleque, Zebul desempenhou um papel relevante.

O relato bíblico detalha como Zebul, leal a Abimeleque, secretamente enviou mensageiros a ele para informá-lo sobre as atividades de Gaal e a crescente insatisfação em Siquém (Juízes 9:26-29). Zebul aconselhou Abimeleque a atacar a cidade de surpresa com suas tropas, escondidas nos campos.

Quando Gaal saiu para a entrada da cidade e se vangloriou, Zebul o confrontou sarcasticamente, zombando de suas alegações de poder e desafiando-o a lutar contra Abimeleque (Juízes 9:38).

Posteriormente, Abimeleque atacou Siquém conforme o plano de Zebul. Gaal e seus homens foram derrotados, e Abimeleque tomou a cidade, destruindo-a e semeando-a com sal (Juízes 9:42-45).

A lealdade e a astúcia de Zebul foram fundamentais para a supressão da revolta de Siquém por Abimeleque. Ele é retratado como um administrador leal que agiu decisivamente para manter o controle da cidade em nome de Abimeleque.

O significado do nome “Zebul” em hebraico é incerto, mas pode estar relacionado à raiz zabal, que significa “habitar” ou “morada”, sugerindo algo como “habitação” ou “moradia exaltada”.

Zeebe

Zeebe (זְאֵב, Zəʾêḇ) é um nome que aparece no livro de Juízes como um dos dois príncipes midianitas que foram mortos pelos efraimitas durante a perseguição ao exército midianita em fuga, após a vitória inicial de Gideão (Juízes 7). O outro príncipe era Orebe.

A história de Zeebe ocorre no contexto da batalha de Gideão contra os midianitas. Após a impressionante derrota do grande exército midianita com apenas trezentos homens, Gideão convocou os homens de Efraim para interceptar os midianitas em fuga e tomar os vaus do Jordão, impedindo sua retirada para suas próprias terras.

Os efraimitas responderam ao chamado e capturaram os dois príncipes midianitas, Orebe e Zeebe, matando-os em locais distintos. Orebe foi morto na “rocha de Orebe”, e Zeebe foi morto no “lagar de Zeebe”. Posteriormente, os efraimitas levaram as cabeças de Orebe e Zeebe a Gideão, que estava no lado oeste do Jordão (Juízes 7:25).

A captura e a morte de Orebe e Zeebe pelos efraimitas contribuíram para a completa derrota da incursão midianita. Esses príncipes eram líderes aparentemente fortes, e sua eliminação desorganizou ainda mais as forças midianitas em retirada. O fato de os locais de suas mortes terem sido posteriormente nomeados em sua homenagem (“rocha de Orebe” e “lagar de Zeebe”) sugere a significância desses eventos na memória do povo de Israel.

O nome “Zeebe” em hebraico significa literalmente “lobo”. É interessante notar que ambos os príncipes midianitas derrotados por Efraim tinham nomes de animais selvagens: Orebe significa “corvo” e Zeeb significa “lobo”.

Zebadias

Zebadias (זְבַדְיָה) em hebraico geralmente significa “Dom de Yahweh” ou “Yahweh deu”. É um nome teofórico, que incorpora o nome divino Yahweh.

Várias pessoas com o nome Zebadias são mencionadas na Bíblia, incluindo:

Zebadias, filho de Ismael: Um oficial de Judá no tempo do profeta Jeremias (Jeremias 29:21).

Zebadias, um benjamita: Um dos filhos de Berias e líder na tribo de Benjamim (1 Crônicas 8:15).

Zebadias, outro benjamita: Um dos filhos de Elpaal e líder na tribo de Benjamim (1 Crônicas 8:17).

Zebadias, um dos guerreiros que se uniram a Davi em Ziclague (1 Crônicas 12:7).

Zebadias, porteiro do Santuário (1 Crônicas 26:2).

Zebadias, um levita: Um levita enviado para ensinar a Lei nas cidades de Judá, durante o reinado de Jeosafá (2 Crônicas 17:8).

Zebadias, do retorno do Exílio: Indivíduos que retornaram do exílio babilônico com Zorobabel e Esdras (Esdras 2:4; 8:8; Neemias 7:9).

Zebadias, um sacerdote: Um sacerdote que se casou com uma mulher estrangeira após o retorno do exílio (Esdras 10:20).

Zebadias, um descendente de Judá: Um descendente de Judá que morava em Jerusalém após o exílio (Neemias 11:4).

Zaretã

Zaretã ou Zarethan (צָרְתָן, Tsartan) é uma cidade associada à travessia do rio Jordão pelos israelitas sob a liderança de Josué e, posteriormente, ao reinado de Salomão. Sua localização, ainda que incerta, é geralmente identificada na região do vale do Jordão, ao norte do Mar Morto.

Zaretã é mencionada como um local onde o rei Salomão mandou fundir os utensílios de bronze para o Templo de Jerusalém (1 Reis 7:46; 2 Crônicas 4:17). O texto em 1 Reis 7:46 especifica que a fundição ocorreu “na planície do Jordão, entre Sucote e Zaretã, na terra argilosa”. A menção de Sucote como um ponto de referência adicional ajuda a restringir ainda mais a localização de Zaretã.

A travessia do Jordão (Josué 3:16) é o evento mais significativo ligado a Zaretã . O texto descreve como as águas do Jordão, que estavam transbordando em toda a sua extensão durante a época da colheita, pararam de correr em um ponto distante, “em Adã, cidade que está ao lado de Zaretã”. Isso permitiu que os israelitas atravessassem o rio em terra seca. A menção de Adã perto de Zaretã ajuda a localizar a área do milagre.

Zaretã comofronteira (Josué 13:27) listada como parte do território da tribo de Gade, situada no vale do Jordão.