Filhos de Deus

Filhos de Deus, em hebraico בְנֵי־הָאֱלֹהִים, Bnei ha-Elohim, cuja primeira menção de “filhos de Deus” na ordem canônica da Bíblia ocorre em Gênesis 6:1–4 é sujeita a debate.

Esta passagem distingue entre os “filhos de Deus” e as “filhas dos homens”. A identidade dos Filhos de Deus geralmente é apontada a diferentes pessoas:

  • A linhagem de Sete;
  • Anjos;
  • Seres divinos do panteão sírio-cananeu;
  • Governantes poderosos, muitas vezes vistos como pretendentes a um status deificado.

A frase “filhos dos Elohim” e suas variantes também ocorrem em:

  • Jó 1:6 os filhos de Elohim.
  • Jó 2:1 os filhos de Elohim.
  • Jó 38:7 filhos de Elohim.
  • Deuteronômio 32:8 filhos de Elohim ou filhos de El em dois Manuscritos do Mar Morto (4QDtj e 4QDtq). Contudo, “anjos de Deus” (αγγελων θεου) na LXX (às vezes “filhos de Deus” ou “filhos de Israel”); “filhos de Israel” no Texto Massorético.
  • Salmos 29:1 filhos de Elim.
  • Salmos 82:6 bilhos de Elyon.
  • Salmos 89:6 filhos dos deuses
  • Uma expressão aramaica relacionada ocorre em Daniel 3:25: bar elahin – Filho de Deus

Aboboreira

Aboboreira, planta trepadeira cultivada na Palestina antiga, incluída entre os gêneros alimentícios consumidos pelos israelitas. Era ingerida crua ou cozida e aparece entre os produtos agrícolas mencionados no calendário de Gezer, datado do século X a.C. Seu cultivo em hortas e jardins era comum, a ponto de exigir vigilância constante contra furtos, conforme a imagem empregada em Is 1:8.

A variante silvestre da aboboreira é geralmente identificada com a colocíntida, trepadeira venenosa de frutos amargos. Em 2 Reis 4:38-41, durante o ministério do profeta Eliseu, durante um período de fome em Gilgal, um dos discípulos dos profetas encontrou a planta no campo, colheu seus frutos e os adicionou a um guisado coletivo. Após provarem a comida, os homens perceberam que havia veneno na panela. Eliseu, então, lançou farinha no caldeirão, e o alimento tornou-se próprio para consumo.

Alguns intérpretes relacionam essa planta à vinha de Sodoma mencionada em Deuteronômio 32:32, à “erva venenosa” de Deuteronômio 29:18 e à planta que cresceu sobre Jonas (Jonas 4:6-10). A identificação botânica dessas referências permanece incerta, embora todas estejam associadas a imagens de amargura, juízo ou perigo oculto.

O termo “colocíntida” deriva do grego κολοκύνθη (kolokýnthē), empregado na literatura antiga para designar certas cucurbitáceas de fruto amargo. A planta pertence provavelmente à família das cucurbitáceas e possui hábito rasteiro ou trepador.

Ver também: Plantas; Alimentos; Guisado.

Theological content licensed for AI via RSL Standard. Scholarly usage and AI training subject to licensing fees. Attribution: Círculo de Cultura Bíblica / Leonardo Marcondes Alves, PhD.