Midot

As מידות (midot), plural hebraico de מידה (midah, “medidas” ou “normas”), são as perfeições divinas ou os atributos bíblicos (inferidos dos textos bíblicos, e não da teologia natural ou da filosofia) que revelam o caráter de Deus. Tradicionalmente, são contados como treze.

Em comum, salientam vários aspectos da graça, descrevendo Deus como misericordioso, piedoso, tardio em irar-se, grande em beneficência, veraz, cheio em beneficência, que perdoa a iniquidade, e a transgressão e o pecado, sem leniência com o culpado e com a iniquidade. O conjunto também é chamado de 13 atributos da misericórdia.

Esse conjunto de perfeições é um texto recorrente no Antigo Testamento, com ocorrências em Êx 34:6–7; Nm 14:18; Jl 2:13; Jn 4:2; Mq 7:18; Na 1:3; Sl 86:15; 103:8; 145:8; Ne 9:17. Esses versículos são os mais aludidos internamente na própria Bíblia.

Teologicamente, essas perfeições são vistas em conjunto, como um mosaico, para revelar o caráter de Deus. Não ocorrem isoladamente uma das outras.

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Teologia dos atributos

Aboboreira

Aboboreira, planta trepadeira cultivada na Palestina antiga, incluída entre os gêneros alimentícios consumidos pelos israelitas. Era ingerida crua ou cozida e aparece entre os produtos agrícolas mencionados no calendário de Gezer, datado do século X a.C. Seu cultivo em hortas e jardins era comum, a ponto de exigir vigilância constante contra furtos, conforme a imagem empregada em Is 1:8.

A variante silvestre da aboboreira é geralmente identificada com a colocíntida, trepadeira venenosa de frutos amargos. Em 2 Reis 4:38-41, durante o ministério do profeta Eliseu, durante um período de fome em Gilgal, um dos discípulos dos profetas encontrou a planta no campo, colheu seus frutos e os adicionou a um guisado coletivo. Após provarem a comida, os homens perceberam que havia veneno na panela. Eliseu, então, lançou farinha no caldeirão, e o alimento tornou-se próprio para consumo.

Alguns intérpretes relacionam essa planta à vinha de Sodoma mencionada em Deuteronômio 32:32, à “erva venenosa” de Deuteronômio 29:18 e à planta que cresceu sobre Jonas (Jonas 4:6-10). A identificação botânica dessas referências permanece incerta, embora todas estejam associadas a imagens de amargura, juízo ou perigo oculto.

O termo “colocíntida” deriva do grego κολοκύνθη (kolokýnthē), empregado na literatura antiga para designar certas cucurbitáceas de fruto amargo. A planta pertence provavelmente à família das cucurbitáceas e possui hábito rasteiro ou trepador.

Ver também: Plantas; Alimentos; Guisado.

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