Anameleque

Anameleque era uma divindade cultuada pelos habitantes de Sefarvaim, cidade da Mesopotâmia, que foram levados para Samaria após a conquista assíria do Reino de Israel no século VIII a.C. (2 Reis 17:31). O nome Anameleque, de origem acádia, significa “rei dos conselhos” ou “deus dos conselhos”, sugerindo que ele era possivelmente uma divindade associada à sabedoria ou à adivinhação.

Adrameleque

Adrameleque, em hebraico אַדְרַמֶּלֶךְ, é o nome de uma divindade e de um personagem bíblico.

1. Adrameleque é uma divindade de Sefarvaim. De acordo com o relato bíblico, os habitantes de Sefarvaim introduziram o culto a Adrameleque, juntamente com Anameleque, em Samaria, quando foram transferidos para essa região pelo rei da Assíria (2 Reis 17:31).

2. Adrameleque filho de Senaqueribe, rei da Assíria. Juntamente com seu irmão Sarezer, Adrameleque assassinou o pai e fugiu após o regicídio (2 Reis 19:37; Isaías 37:38). Esse evento é corroborado pelas Crônicas Babilônicas e por relatos de historiadores antigos, como Josefo, Abideno e Polístor, que apresentam variações no registro do nome.

Astronomia na Bíblia

A Bíblia, embora não seja um texto científico, contém diversas referências a corpos celestes e fenômenos astronômicos. Essas referências refletem a compreensão do cosmos pelos povos do antigo Oriente Próximo (AOP) e do mundo bíblico, e são utilizadas com propósitos diversos, desde a marcação do tempo e das estações até a expressão de ideias teológicas e literárias.

Astronomia no Antigo Oriente Próximo

Os povos do AOP desenvolveram um conhecimento astronômico sofisticado, motivado por necessidades práticas como a agricultura e a navegação, bem como por crenças religiosas e astrológicas. Observavam o céu a olho nu, identificando estrelas, constelações e planetas, e registrando seus movimentos e ciclos. Associavam os corpos celestes a divindades e acreditavam que sua posição e seus movimentos influenciavam os eventos terrestres. A astronomia era, portanto, uma disciplina integrada à religião, à mitologia e à vida cotidiana.

Astronomia Bíblica

A Bíblia Hebraica contém inúmeras referências astronômicas, muitas vezes entrelaçadas com a cosmologia e a teologia. O Gênesis descreve a criação do universo, incluindo o Sol, a Lua e as estrelas, como obra de Deus. Outros livros mencionam constelações como as Plêiades (Kimah), Órion (Kesil) e a Ursa Maior (Mezarim), demonstrando familiaridade com o céu noturno. A Bíblia também alude a eventos astronômicos como eclipses solares e lunares, interpretados como sinais divinos.

No Novo Testamento, as referências astronômicas são menos frequentes e geralmente simbólicas. A “Estrela de Belém” guia os magos até o local de nascimento de Jesus, representando a manifestação divina. Em outros trechos, as estrelas são usadas como metáforas para pessoas ou eventos, como em Judas 1:13, onde “estrelas errantes” simbolizam indivíduos que se desviaram da fé.

Compreensão e Uso da Astronomia

É importante reconhecer que a compreensão astronômica na Bíblia reflete o conhecimento da época. A cosmologia bíblica era geocêntrica, com a Terra no centro do universo. As estrelas eram frequentemente vistas como “luzes” no firmamento, e os planetas eram considerados “estrelas errantes”. No entanto, a Bíblia também expressa admiração pela ordem e beleza do cosmos, reconhecendo a glória individual de cada corpo celeste (1 Coríntios 15:41).

As referências astronômicas na Bíblia cumprem diversas funções. Algumas são usadas para marcar o tempo e as estações, como no ciclo lunar que regia o calendário religioso. Outras servem como metáforas e alegorias, enriquecendo a linguagem poética e profética. Em alguns casos, os eventos astronômicos são interpretados como sinais divinos, prenunciando julgamentos ou eventos importantes.

LISTA DE CORPOS CELESTES

Ash/Ayish (עש): Possivelmente o aglomerado estelar das Híades, localizado na constelação de Touro. Jó 9:9; 38:31.

Hadre Theman (חדרי תימן) – “câmaras do sul”: Região do céu visível no hemisfério sul, possivelmente incluindo estrelas como Canopus, o Cruzeiro do Sul e Alfa Centauri. Jó 9:9.

Kesil (כסיל): Constelação de Órion, com estrelas brilhantes e formato distinto, facilmente reconhecível pelos povos antigos. Jó 9:9; 38:31; Amós 5:8.

Kimah (כימה): Identificado como o aglomerado estelar das Plêiades, um grupo de estrelas jovens visível a olho nu. Jó 9:9; 38:31; Amós 5:8.

Mazzaroth (מזרות): Um dos termos mais difíceis de identificar. Uma forte hipótese o associa ao planeta Vênus, como estrela da manhã (Lúcifer) e estrela da tarde (Vésper). Jó 38:32; 2 Reis 23:5.

Mezarim (מזרים): Provável referência às constelações Ursa Maior e Ursa Menor, importantes para a navegação por serem circumpolares. Jó 37:9.

Nachash (נחש): Constelação do Dragão, que serpenteia ao redor do polo norte celeste. Referências bíblicas: Jó 26:13.

Shemesh (שמש); hélios (ἥλιος) – Sol: A estrela central do nosso sistema solar, fonte de luz e calor para a Terra. Gênesis 1:16; Salmos 19:1; Mateus 24:29.

Yareach (ירח), selēnē (σελήνη) – Lua: Satélite natural da Terra, responsável pelas marés e pela iluminação noturna. Gênesis 1:16; Salmos 104:19; Mateus 24:29.

Zeus

A principal divindade do panteão grego, chamado pelos romanos de Júpiter ou Jove. Seu domínio era céu e do clima. Governava os deuses e aplicava punições a imortais e mortais que o irritaram.

Chamado de “pai dos deuses e dos homens”, vivia no Olimpo com outros deuses, mas a mitologia retrata várias incursões e aventuras amorosas entre os mortais.

Originalmente, Zeus era o deus do céu dos povos micênicos (de língua grega) que migraram para a península grega por volta de 2.000 aC. Na mitologia grega, Zeus era filho de Cronos e Rhea.

Barnabé foi considerado “Zeus” pelo povo de Listra (Atos 14:12).

Em Atos 28:11: o nome do navio que Paulo partiu de Malta tinha como caranca os “Filhos de Zeus”, Castor e Pólux.

O apócrifo 2 Macabeus 6:1, 2 fala que o rei selêucida Antíoco IV (Epifânio) tentou profanar o templo de Jerusalém com o culto a Zeus (Júpiter Olimpo) no ano 164 a.C.,o que seria mais tarde possivelmente referido como “abominação e desolação”.