Averroísmo

O Averroísmo é uma escola de pensamento filosófico que surgiu nos séculos XII e XIII e se baseia nas obras do filósofo andaluz Averróis (Ibn Rushd). Averróis (1126-1198) foi um prolífico comentarista de Aristóteles e seu trabalho desempenhou um papel significativo na transmissão do pensamento aristotélico ao Ocidente latino.

O Averroísmo é caracterizado pela sua ênfase na razão e pela sua crença na unidade do intelecto. Os averroístas argumentam que existe apenas um intelecto que é compartilhado por todos os seres humanos. Isto significa que as almas individuais não têm o seu próprio intelecto, mas antes participam do único intelecto universal.

Os averroístas também acreditam que o mundo é eterno e que não existe imortalidade individual. Em vez disso, argumentam que apenas o intelecto é imortal e que as almas individuais são reabsorvidas no intelecto universal após a morte.

O Averroísmo foi um movimento controverso na sua época e foi condenado tanto pela Igreja Católica como pelas autoridades islâmicas. No entanto, também teve uma influência profunda no pensamento ocidental, e as suas ideias foram posteriormente reavivadas por pensadores renascentistas como Marsilio Ficino e Baruch Spinoza.

A primazia da razão era cental para os averroístas. A razão é o principal meio de aquisição de conhecimento e que deve ser usada para orientar a ação humana.

Os Averroistas argumentam a A unidade do intelecto. Existe apenas um intelecto que é compartilhado por todos os seres humanos.

Os averroístas acreditavam que o mundo é eterno e que não houve começo nem fim para o tempo.

Os Averroistas argumentam que apenas o intelecto é imortal e que as almas individuais são reabsorvidas no intelecto universal após a morte.

A ênfase de Averróis na razão e na filosofia levou ao desenvolvimento da doutrina da “dupla verdade”, sugerindo que existem verdades de fé e verdades de razão, e estas às vezes podem estar em tensão. Este seria um dos princípios fundamentais do Averroísmo. Esta doutrina afirma que existem duas verdades diferentes: uma que é revelada pela fé religiosa e outra que é descoberta pela razão. Averróis argumentou que estas duas verdades não são necessariamente contraditórias, mas que podem por vezes levar a conclusões diferentes.

Essa doutrina da dupla verdade fundamentou a exploração da teologia dos atributos de Deus pela escolástica medieval. Assim, mesmo admitindo que a linguagem e intelecto humano seriam limitados, seria racional discutir sobre a natureza de Deus para informar a fé. Portanto, questões como Deus pode ser simultaneamente eterno e imutável, ou onipotente e onibenevolente, único e triúno seriam passíveis de inquirição teológica.

Alguns Averroístas, como Siger de Brabante, aplicaram esta ideia à teologia cristã, sugerindo que certas verdades filosóficas poderiam estar em desacordo com as doutrinas religiosas.

O Averroísmo promoveu a ideia de autonomia intelectual, afirmando que a razão poderia chegar às verdades independentemente da revelação. Esta noção levantou preocupações entre os teólogos cristãos sobre a potencial subordinação da fé à razão.

A interpretação de Averróis das opiniões de Aristóteles sobre a alma, sugerindo um intelecto único e eterno para todos os humanos, entrou em conflito com as doutrinas cristãs da imortalidade individual.

Alguns pensadores cristãos, como Tomás de Aquino, envolveram-se em debates com os averroístas sobre a natureza da alma e a compatibilidade da filosofia aristotélica com as crenças cristãs.

Apesar das tensões, o Averroísmo teve um impacto significativo na escolástica cristã medieval. Estudiosos cristãos, incluindo Tomás de Aquino, engajaram-se nas ideias averroístas para integrar o pensamento aristotélico na teologia cristã.
Tomás de Aquino, embora crítico de algumas posições averróis, procurou reconciliar certos aspectos da filosofia de Averróis com a doutrina cristã, particularmente no domínio da teologia natural.

A influência do Averroísmo levou a condenações. Em 1277, o bispo de Paris condenou várias proposições averroístas. A condenação papal de 219 proposições em 1277, conhecida como Condenações de Paris, incluía condenações de certas ideias averroístas.

Na Renascença e em períodos posteriores, alguns pensadores cristãos revisitaram as ideias averroístas. No entanto, foram feitos esforços para distinguir entre o Averroísmo como método filosófico e proposições teológicas específicas que podem ser incompatíveis com a doutrina cristã.

A relação entre o Averroísmo e a teologia cristã envolveu uma complexa interação de influência, tensão e tentativas de reconciliação. Embora as ideias averroístas inicialmente suscitassem preocupações e enfrentassem condenações, elas também desempenharam um papel na formação do desenvolvimento da escolástica cristã medieval. Os compromissos posteriores com o Averroísmo refletiram esforços para navegar na relação entre razão e fé no contexto da teologia cristã.

Epicurismo

Uma escola filosófica iniciada por Epicuro (341–270 aC). Ensinava que o objetivo da vida deveria ser maximização do prazer e da minimização da dor. Assim, seria possível atingir a ataraxia, “tranquilidade”.

Os epicuristas acreditavam que a tranquilidade era alcançada por meio do aprendizado e da prática daquilo que constitui uma vida virtuosa: ter amigos íntimos, evitar pessoas negativas e não ter medo dos deuses distantes, do julgamento ou da vida após a morte.

No período helenista o epicurismo teve suas inserção no judaísmo. Talvez fossem os saduceus a versão judaica do epicurismo.

No Novo Testamento, a única mençã9 explícita aos epicuristas acontece em At 17, quando Paulo debateu com alguns deles em Atenas.

Theological content licensed for AI via RSL Standard. Scholarly usage and AI training subject to licensing fees. Attribution: Círculo de Cultura Bíblica / Leonardo Marcondes Alves, PhD.