Acre

Acre, em hebraico עַכּוֹ e em grego Ἄκη, também chamada Aco, Acco ou Acca, é uma antiga cidade localizada na Baía de Haifa e entrada para o Vale de Jisreel.

Era uma cidade canaanita no sul da Fenícia, chamada de Antioquia Ptolomais no período helenístico ou Colonia Claudia Felix Ptolemais Garmanica Stabilis no período romano. Foi e é uma importante cidade portuária, devido seu porto natural na extremidade da Baía de Haifa.

Acre, que remonta ao início da Idade do Bronze (3.300–1.200 aC), serviu como um centro comercial crucial para fenícios e cananeus.

Aparece no Antigo Testamento como um dos lugares que os israelitas não conseguiram conquistar (Juízes 1:31). Foi uma parada no retorno final de Paulo a Jerusalém (Atos 21:7).

Renomeada Ptolemais sob Ptolomeu I Soter (Atos 21:7), foi palco de muitos confrontos. Durante as cruzadas e domínio otomano foi também um importante centro político, estratégico e econômico. Na idade média foi disputada por cruzados e sarracenos. Capturada pelos cruzados em 1104, retomada por Saladino em 1187, depois por Ricardo Coração de Leão em 1191, tornou-se um reduto do Reino de Jerusalém e da Ordem de São João até à sua conquista em 1291 pelo Sultão do Egipto. Apesar da tentativa de Napoleão, permaneceu sob controle otomano até ser capturado pelas forças britânicas em 1918, tornando-se eventualmente parte da Palestina administrada pelos britânicos e mais tarde tomada pelas tropas israelenses em 1948.

Fenícia

A Fenícia é o nome grego da faixa costeira central do Levante, dentro da qual está o moderno estado do Líbano. A Bíblia nunca chama de “Fenícia” a região costeira de Canaã, mas menciona cidades específicas como Sidom e Tiro.

Várias cidades-estados fenícias – Tiro, Sidom, Sarepta, Arvade, Biblos e Beirute – lançaram frotas mercantes ao mar. Os fenícios eram povos cananeus e sua bem atestada língua (foram inventores do alfabeto) é a mesma dos israelitas, constituíndo o hebraico uma mera variante posterior.

 No século X aC, o rei Hiram ou Hirão e Tiro é notoriamente apresentado como um aliado próximo primeiro de Davi (2 Samuel 5:11, 1 Reis 5:1, 1 Crônicas 14:1) e depois de Salomão (1 Reis 9:11), que ajudou o último a construir o templo para o Senhor em Jerusalém. Todavia, Ezequiel 26-28 critica Tiro. Jezabel de Sidom casou-se com o rei Acabe de Samaria, incentivando a adoração de Baal. 

Durante o período assírio, Assurbanípal (668–627 aC) sitiou Tiro, e Nabucodonosor a sitiou por treze anos (586–573 aC; Ezequiel 26:1-28:19). Sidom, ressurgiu como a cidade dominante da Fenícia no período persa (539-330 aC). 

Jesus viajou para esta região (Marcos 7:24; cf. v. 26), bem como primitivos cristãos (Atos 11:19; 15:3; 21:2).