Geder

Geder ou Gedera Existem algumas cidades com nomes semelhantes mencionadas na Bíblia, o que pode tornar difícil a identificação precisa.

Josué 12:13 menciona um rei de Geder entre os reis cananeus derrotados por Josué. Já Josué 15:36 também lista Gedera entre as cidades da região de Judá. E em 1 Crônicas 4:23 menciona habitantes de Gederá que eram oleiros.

A informação disponível na Bíblia sobre Geder ou Gedera é limitada, mas ela aparece como um nome de lugar em diferentes contextos geográficos.

Naim

Naim, também grafada como Nain, é uma aldeia mencionada apenas uma vez no Novo Testamento, Evangelho de Lucas 7:11-17. O relato bíblico descreve um evento significativo ocorrido lá: Jesus ressuscitou o único filho de uma viúva.

De acordo com Lucas, Jesus estava a caminho de uma cidade chamada Naim, acompanhado de seus discípulos e uma grande multidão. Ao se aproximarem da porta da cidade, encontraram um cortejo fúnebre. Um jovem, o único filho de sua mãe, estava sendo levado para sepultamento, e uma grande multidão da cidade acompanhava a viúva.

Movido por compaixão ao ver a dor da mãe, Jesus se aproximou e disse: “Não chore”. Em seguida, tocou no esquife, e os carregadores pararam. Jesus disse ao jovem: “Jovem, eu lhe digo, levante-se!”. O jovem morto se levantou e começou a falar, e Jesus o entregou à sua mãe. Esse milagre causou grande temor e admiração entre a multidão, que glorificou a Deus, reconhecendo Jesus como um grande profeta e aquele que visitava o seu povo.

Apesar de incerto, a localização apontada para Naim é a moderna vila árabe de Nein, situada na Baixa Galileia, ao sopé da colina de Morié (também conhecida como Pequeno Hermon), a cerca de 10 quilômetros a sudeste de Nazaré. Essa localização geográfica corresponde à descrição do Evangelho de Lucas, que a situa em uma região por onde Jesus viajava.

Emaús

Em hebraico, Emaús (אֶמָּאוּס, Emmaus) provavelmente deriva da palavra “Hammat” ou “Hamta”, que significa “fonte termal” ou “banhos quentes”. No Novo Testamento, Emaús é mencionada exclusivamente no Evangelho de Lucas (24:13-35) como o destino de dois discípulos que caminhavam de Jerusalém no dia da ressurreição de Jesus.

Segundo o relato de Lucas, Emaús ficava a cerca de 60 estádios (aproximadamente 11 quilômetros) de Jerusalém. Enquanto caminhavam, tristes e desiludidos com os recentes acontecimentos da crucificação, um homem se juntou a eles e começou a conversar. Os discípulos não o reconheceram, e ele os repreendeu por sua falta de fé e explicou as Escrituras, mostrando como o Messias deveria sofrer e ressuscitar.

Ao chegarem perto de Emaús, o homem desconhecido fez menção de seguir adiante, mas os discípulos insistiram para que ficasse com eles, pois já era tarde. Ao se sentarem à mesa, Jesus tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes deu. Nesse momento, os olhos dos discípulos foram abertos e eles o reconheceram, mas ele desapareceu da vista deles.

Cheios de alegria e assombro, os dois discípulos retornaram imediatamente a Jerusalém para contar aos outros apóstolos o que havia acontecido e como haviam reconhecido o Senhor “no partir do pão”.

A localização exata da Emaús bíblica é debatida. Tradicionalmente, três locais são considerados possíveis:

  • Emaús Nicópolis (Amwas): Localizada a cerca de 160 estádios (aproximadamente 30 quilômetros) a oeste de Jerusalém. Essa identificação era comum nos primeiros séculos do cristianismo e o local foi reverenciado como Emaús durante o período bizantino. No entanto, a distância não corresponde precisamente ao relato de Lucas.
  • El-Qubeibeh: Situada a cerca de 66 estádios (aproximadamente 12 quilômetros) a noroeste de Jerusalém. Essa localização ganhou força a partir do século XIV e abriga um santuário franciscano que comemora o evento. A distância se aproxima mais da informação bíblica.
  • Latrun: Localizada aproximadamente 20 minutos do Aeroporto Internacional Ben-Gurion. Alguns estudiosos modernos também a consideram uma possível localização.

Betsaida

Betsaida, que em aramaico significa “casa do pescador” ou “casa do caçador”, foi um local significativo no Novo Testamento. Era a cidade natal dos apóstolos Pedro, André e Filipe (João 1:44). Os Evangelhos registram diversos eventos importantes associados a Betsaida. Jesus curou um cego perto da vila (Marcos 8:22-26) e alimentou milagrosamente os cinco mil nas suas proximidades (Lucas 9:10-17). Apesar de testemunhar esses milagres, Betsaida, juntamente com Corazim, foi repreendida por Jesus por sua falta de fé (Mateus 11:21; Lucas 10:13).

A localização precisa da Betsaida bíblica tem sido objeto de debate acadêmico. Fontes históricas, incluindo Josefo, mencionam uma Betsaida que foi elevada à categoria de cidade e renomeada Julias por Herodes Filipe em homenagem a Júlia, filha de Augusto. Josefo situa esta cidade na Baixa Gaulanitis, perto da entrada do rio Jordão no Mar da Galileia.

Esforços arqueológicos desde o século XIX propuseram diversos locais potenciais para Betsaida. Dois concorrentes proeminentes são et-Tell, uma ruína elevada localizada a cerca de 2 quilômetros do Mar da Galileia, e el-Araj, situada mais perto da costa. Escavações em et-Tell revelaram restos substanciais desde a Idade do Ferro até o período Romano, incluindo um portão da cidade e um palácio, sugerindo um centro urbano significativo. Descobertas de artefatos relacionados à pesca em áreas residenciais indicam as atividades econômicas da cidade.

Escavações mais recentes em el-Araj desenterraram evidências de uma vila de pescadores do primeiro século e, significativamente, uma basílica da era bizantina que alguns acreditam ser a Igreja dos Apóstolos, possivelmente construída sobre a casa de Pedro. Uma inscrição grega mencionando “o chefe e comandante dos apóstolos celestiais” encontrada dentro da basílica fortalece essa identificação aos olhos de alguns estudiosos. No entanto, a distância de et-Tell do lago representa um desafio à sua identificação como uma vila de pescadores, enquanto os proponentes de el-Araj enfatizam sua localização à beira do lago e achados arqueológicos que se alinham com as tradições bizantinas sobre a casa de Pedro. O trabalho arqueológico contínuo em ambos os locais continua a contribuir para a compreensão desta importante localização bíblica.

Betfagé

Betfagé, cujo nome aramaico provavelmente significa “Casa dos Figos Verdes”, era uma pequena aldeia situada no Monte das Oliveiras, nas proximidades de Jerusalém e de Betânia.

Localizada na encosta leste da montanha, próxima à estrada que ligava Jericó à cidade santa, e vizinha de Betânia a noroeste, Betfagé se acredita ter estado a uma curta distância de um dos cumes do Monte das Oliveiras, de onde se podia contemplar Jerusalém. Referências talmúdicas a marcavam como o limite da área sabática ao redor da cidade.

Sua principal relevância bíblica reside no fato de ter sido o ponto de partida da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, narrada nos Evangelhos sinóticos. Foi ali que Jesus enviou dois de seus discípulos para buscar um jumento e um jumentinho, cumprindo a profecia messiânica de Zacarias e simbolizando a humildade e a paz de sua chegada.

O nome da aldeia sugere a possível presença de figueiras que produziam frutos temporãos. Embora sua localização exata na atualidade não seja estabelecida, a tradição cristã a situa no lado leste do Monte das Oliveiras, ao longo da estrada para Betânia, onde um santuário franciscano moderno comemora o evento bíblico. Alguns estudiosos a identificam com a atual Kefr et-Tur, na encosta sudeste do monte, enquanto outros a posicionam entre Betânia e Jerusalém.