Liber antiquitatum biblicarum

Liber antiquitatum biblicarum é uma obra com autor desconhecido, convencionalmente chamado de Pseudo Filo (c66-130 d.C.). A obra é uma parafrase de partes da Bíblia Hebraica preservada em versões latinas.

Esta literatura parabíblica, ora sumariza, ora expande, as narrativas de Gênesis ao reinado de Saul. Contém muitas lendas também presentes em outras fontes. Registra, excepcionalmente, mulheres em papel de protagonismo.

Foi composto entre os meados do século I e II d.C., possivelmente em hebraico. Sobrevive em cópia latina feita do grego.

Livro dos Jubileus

O livro dos Jubileus é uma obra parabíblica composta em hebraico nos meados do século II a.C. Chamada de Leptogenesis (Gênesis menor), é uma paráfrase de Gênesis e do Êxodo até a revelação da Lei, narrado em segunda pessoa.

É canônico entre os cristãos ortodoxos e Beta Israel etíopes e parece ter tido autoridade na comunidade de Qumran, onde foram encontrados vários manuscritos.

O livro registra uma preocupação com os festivais.

BIBLIOGRAFIA

Adorno, Marcela V. Saens. O Livro dos Jubileus: O Pequeno Gênesis revelado a Moisés no Sinai (Série Apocalipses e Visões). Editado por Per Uys. São Paulo: Ad Caelos, 2025.

Conto de Bagasraw

Manuscrito do Mar Morto 4Q550, Proto-Ester.

É um conjunto de seis fragmentos aramaicos encontrados em Qumran entre os Manuscritos do Mar Morto (c. 250 aC – 50 dC) publicado por J. T. Milik em 1992 e intitulado “4Q proto Aramaic Esther”.

Trata-se de uma “história da corte” que parece recontar as aventuras de um grupo de judeus na corte dos reis persas Dario e Xerxes. O protagonista é Bagasraw (Bagasro e Bagasrava), talvez filho de Patireza. Homem temente a Deus, Bagarasraw foi recompensado pelo rei persa por suas boas ações.

Outro membro da corte, Bagashe (ou Bagoshi) avisa Bagasraw sobre seus adversários.

No início do texto (conforme reconstrução), uma “princesa” também é mencionada.

A narrativa é ambientada na corte da Pérsia, com o final do texto menciona especificamente a Media, a Pérsia e a Assíria. O rei persa parece ser filho de Dario I, talvez mesmo rei em Ester, Assuero (Xerxes).

BIBLIOGRAFIA

https://www.deadseascrolls.org.il/explore-the-archive/manuscript/4Q550-1?locale=en_US

Cook, Edward M. “The Tale of Bagasraw.” Pages 437–39 in The Dead Sea Scrolls: A New Translation. Translated by Michael O. Wise, Martin G. Abegg, Jr. and Edward M. Cook. San Francisco: HarperOne, 1996.

Collins, John J., Deborah A. Green. “The Tales from the Persian Court (4Q550a–e) in Antikes Judentum und Frühes Christentum, pp. 39–50. Berlin, 1999.

Crawford, Sidnie White. “Has Esther Been Found at Qumran? 4Qproto-Esther and the Esther Corpus.” Revue de Qumrân 17 (1996), 307–325.

Milik, J. T. “Les modeles arameens du livre d’Esther dans la Grotte 4 de Qumran.” Revue de Qumran 15 (1992): 321–406.

VanderKam, James C. and Peter Flint. The Meaning of the Dead Sea Scrolls: Their Significance for Understanding the Bible, Judaism, Jesus, and Christianity. New York: HarperCollins, 2002.

Wechsler, Michael G. “Two Para-Biblical Novellae from Qumran Cave 4: A Reevaluation of 4Q550.” Dead Sea Discoveries 7 (2000): 130–72.

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