Zedequias

Zedequias, cujo nome original era Matanias, foi o último rei de Judá antes da destruição de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C. (2 Rs 24:17). Nomeado rei por Nabucodonosor II, Zedequias assumiu o trono aos 21 anos e reinou por 11 anos, marcados por instabilidade política e desobediência a Deus (2 Cr 36:11-12).

Apesar dos alertas do profeta Jeremias, Zedequias rebelou-se contra o domínio babilônico, o que culminou no cerco e na queda de Jerusalém (2 Rs 25:1-7; Jr 52:4-11). Após testemunhar a morte de seus filhos, Zedequias foi cegado e levado cativo para a Babilônia, cumprindo a profecia de Jeremias (Jr 39:6-7).

Barjesus

Barjesus, também conhecido como Elimas, era um mágico judeu que atuava na corte de Sérgio Paulo, procônsul romano da ilha de Chipre no século I d.C. (At 13:6-7). Seu nome, que significa “filho de Jesus” ou “filho da salvação”, contrasta fortemente com suas ações como feiticeiro e falso profeta.

Quando Paulo e Barnabé chegaram a Chipre para pregar o evangelho, Barjesus se opôs à mensagem cristã, tentando desviar Sérgio Paulo da fé. (At 13:8). Esse confronto direto com os apóstolos resultou em um julgamento divino: Paulo, cheio do Espírito Santo, declarou que Barjesus seria temporariamente cego (At 13:9-11). A cegueira repentina que se abateu sobre o mágico impactou o procônsul, que, maravilhado com o poder de Deus, se converteu ao cristianismo (At 13:12).

Balaque

Balaque, rei de Moabe, filho de Zipor, reinou no século XV a.C. Atemorizado com o crescente poderio israelita após a saída do Egito, Balaque buscou uma solução mística para conter o avanço do povo liderado por Moisés: a maldição. Para isso, contratou Balaão, um profeta renomado da Mesopotâmia (Nm 22:2-7).

A narrativa bíblica destaca a jornada de Balaão até Moabe, marcada pela intervenção divina que o impede de amaldiçoar Israel. Mesmo com a insistência de Balaque e a promessa de ricas recompensas, Balaão, compelido por Deus, abençoa o povo que deveria amaldiçoar (Nm 22:12; 24:10).

A história de Balaque e Balaão ilustra a soberania divina sobre as nações e a ineficácia de qualquer tentativa de frustrar os planos de Deus. O episódio também revela a complexa relação entre Moabe e Israel, marcada por conflito e tentativas de manipulação. Apesar do medo e da hostilidade de Balaque, a intervenção divina garante a proteção e o avanço de Israel rumo à Terra Prometida. (Nm 23:8; Js 24:9).

Agagita

Agagita, designação dada a Hamã e seu pai, Hamedata, no livro de Ester (Et 3:1, 10; 8:3, 5; 9:24), que os identifica como descendentes de Agague, rei dos amalequitas (Nm 24:7; 1Sm 15:8-33). Na narrativa, essa linhagem os colocaria como inimigos de longa data dos israelitas, devida a ordem de exterminação dos amalequitas (Dt 25:17-19) por sua oposição a Israel no passado (Êx 17:8-16).

Adar

Adar, possui três significados distintos:

A tradução de אַדָּר, nome de uma pessoa e uma cidade:

  1. Adar, a cidade: Localizada na fronteira sul de Judá, a oeste de Cades-Barnéia (Josué 15:3). Em Números 34:4, aparece como Hazar-Adar, sugerindo que “Hazar” (pátio, aldeia) pode ser parte do nome ou uma descrição da localidade.
  2. Adar, o benjamita: Filho de Belá e neto de Benjamim (1 Crônicas 8:3). Também é chamado de Arde em Gênesis 46:21, o que pode indicar uma variação do nome ou um erro de grafia.

Adar (אֲדָר), o décimo segundo mês do calendário israelita, corresponde aproximadamente a fevereiro/março no calendário gregoriano, quando se comemora o Purim.

No livro de Ester, foi no mês de Adar, que a trama de Hamã para destruir os judeus seria executada no décimo terceiro dia desse mês (Et 3:7, 13). Graças à intervenção de Ester e Mordecai, o plano foi frustrado, e os judeus obtiveram vitória sobre seus inimigos. Para celebrar essa libertação, foi instituída a festa de Purim, observada nos dias 14 e 15 de Adar (Et 9:18-32).

Purim é uma festa alegre, marcada por banquetes, troca de presentes e leitura do livro de Ester.