Antonio Andrea Arrighi

Antonio Andrea Arrighi (1835-1923) foi um ministro e pioneiro do evangelismo italiano na Itália e Estados Unidos.

Arrighi nasceu em Florença, Itália, em uma família católica. Voluntariou-se ainda adolescente como um baterista na revolução garibaldina em 1849. Ferido em Roma, foi condenado ao trabalho forçado como escravo de galera. Depois de três anos, fugiu pela Toscana até embarcar para os Estados Unidos a bordo do bergantim Balena em 1855. Durante esta viagem, aprendeu a ler e escrever com a ajuda de um companheiro de tripulação.

Inicialmente, o jovem Arrighi ganhava a vida como vendedor ambulante de figuras de gesso. Em viagem a trabalho em Iowa em 1858, conheceu o evangelho em uma reunião de avivamento metodista, na ocasião passou por uma experiência espiritual intensa que durou por duas horas. Passou a dar seu testemunho em reuniões metodistas, quando o reitor de uma faculdade wesleyana em Iowa escutou-o, convidando para cursá-la. Serviu ainda no Exército da União durante a Guerra Civil Americana.

Estudou ainda em instituições como a Ohio Wesleyan University, Dickinson College, Boston University (seria o primeiro a graduar-se lá) onde aprimorou seu conhecimento teológico e se preparou para o trabalho missionário. Serviu Credenciado como ministro metodista em 1869, Arrighi dedicou-se a servir tanto sua Itália natal quanto seu lar adotivo, a cidade de Nova York.

Na Itália, Arrighi fundou missões metodistas e enfrentou forte oposição do arraigado sentimento antiprotestante. Em 1873 transferiu suas credenciais para a Igreja Livre da Itália (embora ainda os metodistas continuassem a dar-lhe suporte), sendo o “primeiro protestante ordenado em Roma”.

Chegando de volta à cidade de Nova York em 1881, Arrighi continuou sua missão entre os imigrantes italianos, dessa vez sob filiação presbiteriana. Fundou a primeira missão italiana nos Estados Unidos no bairro de Five Points em Nova Iorque. Ao longo dos anos, ele ministrou à sua comunidade, proporcionando orientação espiritual, assistência prática e oportunidades educacionais. Estabeleceu e dirigiu a Biblioteca Livre Italiana Anson Phelps Stokes, um farol de educação e refúgio para imigrantes italianos na cidade de Nova York.

Em 1905 suas operações mudou-se para o Broome Street Tabernacle que, em dois anos, já possuía cerca de 1200 membros, sendo a maior comunidade evangélica italiana do mundo da época.

Francesco Turrettini

Francisco Turrettini, Francesco Turrettini, François Turrettin (1623–1687) foi um teólogo da escolástica protestante.

Nasceu em Genebra em 1623 de uma família protestante, com seu avô sendo Giovanni Diodati. Teve atividades acadêmicas em Leiden, Utrecht, Paris, Saumur, Montauban e Genebra. Como pároco em Genebra, também se encarregou dos cuidados pastorais da comunidade italiana.

Turrettini sucedeu a Theodor Tronchin na cátedra de teologia da Academia de Genebra, onde acabou se tornando reitor.

Fervoroso defensor de uma visão calvinista mais estrita, Turrettini se opôs às visões calvinistas associadas à Academia de Saumur. Participou ativamente do Consenso Helvético, defendendo as formulações de predestinação do Sínodo de Dort.

A principal obra de Turrettini, “Institutio Theologiae Elencticae” (3 partes, Genebra, 1679-1685), exemplifica a escolástica reformada. Abordou várias questões controversas, defendendo a noção da Bíblia como a palavra inspirada de Deus, o infralapsarianismo e a teologia federal. Suas obras, incluindo “De Satisfactione Christi disputationes” (1666) e “De necessaria secessione nostra ab Ecclesia Romana et impossibili cum ea sincretismo” (publicado em 1687), abordavam assuntos teológicos críticos.

A influência de Turrettini sobre os puritanos e teólogos posteriores ganharam reconhecimento. Suas obras eram os manuais didáticos de vários seminários, incluindo o de Princeton.

A sua doutrina da liberdade, rejeitando a noção de indiferença, enfatizava a soberania de Deus e a espontaneidade racional da vontade humana.