Maria

Maria, forma grega de Miriam.

Sete mulheres no Novo Testamentos aparecem com esse nome, a menos que duas ou mais sejam idênticas.

1. Maria, a mãe de Jesus e esposa de José

Nos Evangelhos sinópticos e em Atos é chamada de “Maria”. No Evangelho de João ela aparece como a mãe de Jesus sem citar seu nome nas bodas de Caná (Jo 2:1-12) e sob a cruz (Jo 10:25-27), quando Jesus a põe sob cuidados do “discípulo amado”. É aludida sem mencionar seu nome por Paulo (Gl 4:4). Aparece com maior detalhe nas narrativas da infância em Mateus e em Lucas.

Mateus 1:18-25 e Lucas 1:26-56; Lucas 2:1-38 registram a concepção virginal, anunciada a José em um sonho (Mateus 1:18, Mateus 1: 25) e a Maria pelo anjo Gabriel (Lucas 1: 26-38). Maria viaja de Nazaré à Judeia, para sua parenta grávida, Isabel, que a aclama como “bendita entre as mulheres” e “a mãe de meu Senhor” (Lucas 1: 39-45). Maria responde com um hino (Lucas 1:46-55; o Magnificat). Mais tarde, Simeão diz a Maria que “uma espada também atravessará a sua alma” (Lucas 2:35).

A única instância em que Maria é retratada um tanto negativamente ocorre no perícope que ela e os irmãos de Jesus tentam deter Jesus (Marcos 3:21-30).

Lucas inclui Maria entre as discípulas que oravam no cenáculo com os Doze (Atos 1:14) e também como aquela que recebeu o Espírito Santo no Pentecostes (Atos 2:1-4).

2 Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro (Lucas 10: 38-39; João 11: 1), aparece em (Lucas 10:38-42), sentada aos pés de Jesus e ouvindo seus ensinamentos. Marta reclama que a deixou para servir sozinha, mas Jesus elogia a escolha de Maria. No Evangelho de João, Maria de Betânia unge os pés e os enxuga com seus cabelos (João 12:1-3). Esteve presente com Marta na morte e ressurreição de Lázaro (João 11:19-20, João 11: 28-32).

3 Maria Madalena ou “de Magdala”, mencionada em primeiro lugar em cada lista das discípulas (Mt 27: 55-56; Mt 27:61; Mt 28: 1; Mc 15: 40-41; Mc 15:47; Marcos 16: 1; Lucas 8:2-3; Lucas 24:10) que apoiavam o ministério de Jesus por seus próprios meios (Lucas 8: 1-3). É uma das únicas mulheres registradas nos quatro evangelhos. Descrita como “de quem haviam saído sete demônios” (Lucas 8:2), testemunha da morte de Jesus (Mateus 27: 55-56; Mateus 27:61; Marcos 15:40-41; Marcos 15:47; Lucas 23:49; Lucas 23: 55-56, João 19: 25) e do túmulo vazio (Matues 28:1; Mateus 28:6; Marcos 16:1-6; Lucas 24:1-3; Lucas 24:10; João 20:1-2). Foi comissionada para anunciar a notícia da ressurreição de Cristo aos discípulos (Mt 28: 5-9; Mc 16: 6-7; Lc 24: 4-10).

A tradição não histórica de que Maria Madalena tinha sido uma prostituta derivou-se da confusão com a mulher não identificada em (Lucas 7: 36-50), identificação atribuída a Gregório Magno.

4 Maria, a mãe de Tiago, ou de Tiago e José, ou José, ou “a outra Maria”, entre as discípulas na cruz (Mt 27: 55-56; Marcos 15:40), com Maria Madalena no sepultamento, tumba vazia (Mt 27:61; Mt 28: 1; Mc 15:47; Mc 16: 1) e primeira aparição do Cristo ressuscitado (Mt 28: 9).

5 Maria, a esposa de Clopas, uma das mulheres na cruz em (João 19:25), talvez a mesma que Maria, a mãe de Tiago e José.

6 Maria de Jerusalém, cuja casa os seguidores de Jesus congregaram após sua morte. Pedro chegou à casa dela após sua fuga da prisão (Atos 12: 11-17). João, filho de Maria, também conhecido como Marcos, acompanhou Barnabé e Paulo em algumas de suas viagens missionárias (Atos 12:25; Atos 13: 5; Atos 13:13; Atos 15: 37-39).

7 Maria de Roma, uma mulher saudada por Paulo em (Rm 16:1-16) e descrita como tendo “trabalhado muito entre vós” (Rm 16:6).

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