Transjordânia

A Transjordânia, região montanhosa a leste do rio Jordão, nos atuais países da Jordânia e parte da Síria.

A região caracteriza-se por vales férteis e nascentes de importantes afluentes como Zered, Arnon, Jaboque e Jarmuque (Nm 21:12; Dt 2:13, 36; 3:16). No período do Êxodo, essa área abrigava diversos reinos, incluindo Edom, Moabe, Amom, Gileade e Basã (Nm 21:13; Dt 2:24).

A Transjordânia desempenhou papel crucial na história de Israel. Foi palco de conflitos e alianças entre os israelitas e os povos da região. Moisés conquistou parte da Transjordânia dos amorreus (Nm 21:21-35), e as tribos de Rúben, Gade e meia tribo de Manassés se estabeleceram ali (Nm 32:1-5).

A região também foi lar de importantes personagens bíblicos, como Jefté (Jz 11:1) e Elias (1 Rs 17:1).

Topázio

O topázio (פִּטְדָה, pitdah, em hebraico; τοπάζιον, topázion, em grego) é uma pedra preciosa mencionada na Bíblia em ambos os Testamentos.

Em Êxodo 28:17 e 39:10, o pitdah é a segunda pedra da primeira fileira do peitoral do sumo sacerdote, representando uma das doze tribos de Israel. Ezequiel 28:13 também lista o pitdah entre as pedras preciosas que adornavam o rei de Tiro, um símbolo de sua opulência. Jó 28:19 menciona o “topázio da Etiópia” (pitdah-kush) como algo de valor incomparável à sabedoria. A Septuaginta traduz consistentemente pitdah como τοπάζιον (topázion).

No Novo Testamento, em Apocalipse 21:20, o τοπάζιον (topázion) é o nono fundamento da Nova Jerusalém, simbolizando a glória e a beleza da cidade celestial.

A identificação exata do pitdah bíblico com o topázio moderno, um mineral cristalino de fluossilicato de alumínio, é incerta. O topázio moderno destaca-se por sua dureza e transparência, superando até mesmo o quartzo. Alguns estudiosos sugerem que o termo antigo poderia se referir a outras pedras amarelas ou esverdeadas, como o crisólito (peridoto). A associação com a Etiópia (Cuxe) em Jó pode indicar uma origem geográfica específica, possivelmente a ilha de Zabargad (antiga Topazios ou Topázion) no Mar Vermelho, conhecida por suas jazidas de peridoto. Independentemente da identificação mineralógica precisa, o topázio bíblico, seja pitdah ou topázion, representava beleza, raridade e valor, sendo digno de adornar o sumo sacerdote, reis e a cidade de Deus.

Na Bíblia, o topázio é mencionado como uma das pedras preciosas que adornavam o peitoral do sumo sacerdote Aarão, representando a tribo de Simeão (Êx 39:10). É também listado entre as pedras fundamentais da Nova Jerusalém descrita em Apocalipse 21:20. Em Jó 28:19, o topázio da Etiópia é citado como símbolo de grande valor, inferior apenas à sabedoria.

Bebida forte

A “bebida forte” na Bíblia se refere a qualquer bebida alcoólica fermentada com potencial para embriagar. Embora a Bíblia não forneça uma receita precisa, Isaías 5:22 menciona uma bebida feita de cevada e especiarias, possivelmente uma forma de cerveja primitiva. Outras bebidas fortes comuns no mundo antigo incluíam vinho, feito de uvas fermentadas, e sidra, produzida a partir de maçãs.

O consumo de bebida forte é frequentemente associado a festividades e celebrações na Bíblia (Dt 14:26; Ec 9:7). No entanto, as Escrituras também alertam sobre os perigos do excesso e da embriaguez. Provérbios 20:1 adverte que “o vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que por eles é vencido não é sábio”. O consumo excessivo é condenado por levar à perda de controle, violência e comportamento imoral (Pv 23:29-35).

Embora o consumo moderado de vinho seja tolerado em alguns contextos, a Bíblia enfatiza a sobriedade e o autocontrole. Efésios 5:18 exorta os cristãos a não se embriagarem com vinho, mas a serem cheios do Espírito Santo.

Barjesus

Barjesus, também conhecido como Elimas, era um mágico judeu que atuava na corte de Sérgio Paulo, procônsul romano da ilha de Chipre no século I d.C. (At 13:6-7). Seu nome, que significa “filho de Jesus” ou “filho da salvação”, contrasta fortemente com suas ações como feiticeiro e falso profeta.

Quando Paulo e Barnabé chegaram a Chipre para pregar o evangelho, Barjesus se opôs à mensagem cristã, tentando desviar Sérgio Paulo da fé. (At 13:8). Esse confronto direto com os apóstolos resultou em um julgamento divino: Paulo, cheio do Espírito Santo, declarou que Barjesus seria temporariamente cego (At 13:9-11). A cegueira repentina que se abateu sobre o mágico impactou o procônsul, que, maravilhado com o poder de Deus, se converteu ao cristianismo (At 13:12).