Abrona

Abrona, também traduzido como Ebrona, é mencionado em Números 33:34,35 como um dos locais de acampamento dos israelitas durante sua jornada pelo deserto. Situava-se próximo a Eziom-Geber, um importante porto no Golfo de Ácaba, na fronteira com Edom.

A localização exata de Abrona é incerta, mas provavelmente se tratava de um oásis ou área com água e pastagens.

Adaías

Adaías, nome que significa “Javé adornou”, identifica diversos personagens no Antigo Testamento, pertencentes a diferentes tribos e períodos.

  1. Adaías, pai da mãe do rei Josias: Residente de Bozcate, em Judá. Foi o pai de Jedida, que se casou com o rei Amom e se tornou mãe do rei Josias (2 Reis 22:1).
  2. Adaías, levita gersonita: Antepassado do músico Asafe, que viveu na época do rei Davi. É possível que seja o mesmo indivíduo chamado Ido em 1 Crônicas 6:21 (1 Crônicas 6:41).
  3. Adaías, benjamita, filho de Simei: Descendente de Benjamim, filho de Simei ou Sema, um importante morador de Jerusalém antes do exílio babilônico (1 Crônicas 8:13,21).
  4. Adaías, sacerdote e líder pós-exílio: Sacerdote e chefe de família que serviu no Templo em Jerusalém após o retorno do exílio (1 Crônicas 9:10,12; Neemias 11:12).
  5. Adaías, pai de um capitão de Joás: Pai de Maaseias, um dos capitães que ajudou o sacerdote Joiada a proteger o jovem rei Joás quando este foi proclamado rei (2 Crônicas 23:1).
  6. Adaías, descendente de Bani (1): Descendente de Bani que retornou do exílio babilônico. Foi repreendido por Esdras por ter se casado com uma mulher estrangeira (Esdras 10:29).
  7. Adaías, descendente de Bani (2): Outro descendente de Bani, também repreendido por Esdras por ter se casado com uma mulher estrangeira (Esdras 10:38).
  8. Adaías, ancestral de homens proeminentes de Judá: Homem de Judá, pai de Hazaías, cujos descendentes foram líderes em Jerusalém após o retorno do exílio (Neemias 11:5).

Adversário

Adversário traduz termos como o hebraico sar e o grego antikeimenos e antidikos, expressando a ideia de oposição, inimizade ou antagonismo.

No Antigo Testamento, sar se refere principalmente aos inimigos de Israel (Êxodo 23:22; Jeremias 50:7), mas também a rivais pessoais (1 Samuel 1:6) ou mesmo a judeus pecadores (Isaías 1:24). Esses adversários, por vezes, servem como instrumentos da ira divina (Salmos 89:42; Amós 3:11), mas no final serão derrotados (Salmos 81:13,14; Jeremias 30:16). O termo hebraico satan (Satanás) pode designar tanto um adversário humano (1 Samuel 19:4; 2 Samuel 19:22) quanto um anjo do Senhor (Números 22:22).

No Novo Testamento, antikeimenos significa simplesmente “oponente” (Lucas 13:17; 21:15), enquanto antidikos se refere a oponentes em julgamento (Mateus 5:25; Lucas 12:58) e, mais comumente, ao diabo (Lucas 18:3; 1 Pedro 5:8).

A figura do adversário na Bíblia representa as forças que se opõem a Deus e ao seu povo, sejam elas humanas ou espirituais. A superação dos adversários, porém, revela a soberania de Deus e a vitória final do bem sobre o mal.

Aisar

Aisar, mencionado em 1 Reis 4:6, foi o mordomo, ou administrador da casa, do rei Salomão. Seu nome aparece na lista de altos funcionários do reino, indicando sua posição de destaque na corte.

Como mordomo, Aisar era responsável pela administração do palácio real e de todos os seus bens. Suas funções incluíam supervisionar os servos, gerenciar as finanças, organizar as refeições e recepções, e garantir o bom funcionamento da casa real.

A posição de mordomo era de grande confiança e responsabilidade, exigindo habilidade administrativa e lealdade ao rei. A

Alemete

Alemete, nome que pode significar “encobrimento” ou “juventude”, identifica três figuras distintas no Antigo Testamento:

  1. Alemete, benjamita: Descendente de Benjamim, filho de Bequer (1 Crônicas 7:8). Sua menção na genealogia o inclui na linhagem da tribo.
  2. Alemete, descendente de Saul: Filho de Jaerá (1 Crônicas 9:42) ou Jeoada (1 Crônicas 8:36), ambos descendentes do rei Saul. Sua linhagem real o conecta à história da monarquia em Israel.
  3. Alemete, cidade de Benjamim: Também conhecida como Almom (1 Crônicas 6:60; Josué 21:18), era uma das cidades destinadas aos sacerdotes levitas. Sua associação com o sacerdócio a torna um local de relevância religiosa.