Anaque, mencionado em Números 13:22-33, é descrito como o antepassado dos anaquins, um povo de gigantes que habitava a região de Canaã antes da chegada dos israelitas. A Bíblia apresenta Anaque como um homem de grande estatura, o que levou seus descendentes a serem conhecidos como “filhos de Anaque” ou “anaquins”, termo que se tornou sinônimo de gigantes.
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Anás
Anás, cujo nome significa “Javé mostra graça”, foi um sumo sacerdote judeu que viveu no século I d.C., durante o período do Novo Testamento. Embora não ocupasse o cargo oficialmente na época do ministério de Jesus, Anás exercia grande influência religiosa e política, sendo uma figura central nos eventos que levaram à crucificação de Cristo.
O sumo sacerdote em exercício na época era Caifás, genro de Anás. A relação familiar entre ambos indica a perpetuação do poder dentro de uma mesma linhagem sacerdotal, característica da elite religiosa judaica naquele período. Anás havia sido sumo sacerdote anteriormente, nomeado pelos romanos entre 6 e 15 d.C., e, mesmo após ser deposto, mantinha prestígio e influência, sendo ainda considerado sumo sacerdote por muitos, como se observa em Lucas 3:2.
O Evangelho de João destaca o papel de Anás no julgamento preliminar de Jesus. Após ser preso, Jesus foi levado primeiro a Anás, que o interrogou sobre seus discípulos e ensinamentos (João 18:12-24). Anás então o enviou a Caifás, onde o Sinédrio, a suprema corte judaica, se reuniu para condená-lo.
A participação de Anás no processo contra Jesus demonstra sua influência nos bastidores do poder religioso e político da época. Mesmo sem ocupar o cargo oficialmente, Anás continuava a exercer autoridade e a interferir nas decisões do Sinédrio, evidenciando a complexa dinâmica de poder entre as lideranças religiosas judaicas e as autoridades romanas.
Anfípolis
Anfípolis, importante cidade da Macedônia no período helenístico e romano, é mencionada em Atos 17:1 como parte da rota percorrida por Paulo e Silas durante sua segunda viagem missionária. Localizada na região nordeste da Grécia, a cidade era estrategicamente posicionada na Via Egnácia, importante rota comercial que ligava o Oriente ao Ocidente.
Fundada no século V a.C. por atenienses, Anfípolis controlava a ponte sobre o rio Estrimão e o acesso ao mar Egeu, o que lhe conferia grande importância comercial e militar. A cidade passou por diversos domínios, sendo sucessivamente controlada por macedônios e romanos. Sob o domínio romano, Anfípolis tornou-se capital de um dos quatro distritos da Macedônia, confirmando sua relevância administrativa na região.
A passagem de Paulo por Anfípolis, embora breve, ilustra a estratégia missionária do apóstolo de levar o evangelho aos principais centros urbanos do Império Romano. A cidade, com sua diversidade cultural e intensa atividade comercial, representava um ponto estratégico para a difusão da mensagem cristã.
Embora a Bíblia não forneça detalhes sobre a estadia de Paulo em Anfípolis, a menção da cidade em Atos revela a abrangência geográfica da missão paulina e a importância das cidades como centros de irradiação do cristianismo no mundo greco-romano.
Ano de Descanso
O Ano de Descanso, também chamado Ano Sabático, era um período de descanso para a terra ordenado por Deus aos israelitas. A cada sete anos, a terra deveria permanecer em pousio: não se plantava nem se colhia, permitindo que ela se regenerasse naturalmente (Êxodo 23:10-11; Levítico 25:2-7). O que nascesse espontaneamente seria para o sustento do dono da terra, dos pobres, dos estrangeiros e dos animais. Além do descanso da terra, o Ano Sabático era também um período de remissão de dívidas entre os israelitas (Deuteronômio 15:1-11).
A cada 50 anos, após sete ciclos de sete anos, celebrava-se o Ano do Jubileu, um ano de libertação e restauração ainda mais amplo. Além do descanso da terra, o Jubileu determinava a devolução de terras vendidas ou confiscadas aos seus donos originais e a libertação de todos os escravos (Levítico 25:8-55; 27:16-25). O Jubileu representava um tempo de restauração social e econômica, promovendo a justiça e a igualdade na comunidade.
Isaías, em sua profecia messiânica (Isaías 61:1-3), anunciou um novo Jubileu, uma era de libertação espiritual e social. Jesus, em sua primeira pregação na sinagoga de Nazaré (Lucas 4:16-21), proclamou o cumprimento dessa profecia em sua própria vinda, inaugurando um tempo de graça e salvação para todos que nele cressem.
O Ano Novo, ou Festa das Trombetas, marcava o início do ano religioso para os israelitas. Celebrado na primeira lua nova do mês de Tishrei (setembro-outubro), era um dia de descanso, de toques de trombeta e de ofertas especiais (Levítico 23:23-25; Números 29:1-6). Até hoje, os judeus celebram essa festa, chamada Rosh Hashaná, como o Ano Novo.
Os anos Sabático e do Jubileu expressam a preocupação de Deus com a justiça social, o descanso e a restauração. Esses períodos simbolizam a intervenção divina na história para restaurar a ordem e promover a liberdade e a igualdade entre seu povo.
Apoliom
Apoliom, termo grego que significa “Destruidor”, é o equivalente do hebraico Abadom. Ambos os nomes se referem ao anjo do abismo mencionado em Apocalipse 9:11.
Apoliom/Abadom personifica a destruição e o sofrimento, associados ao abismo, lugar de trevas e tormento. Embora sua identidade seja incerta, sua conexão com o mal é inegável. Alguns o associam a Satanás ou a um de seus demônios, enquanto outros o veem como um agente do julgamento divino.
