José

A Bíblia contém uma notável variedade de indivíduos chamados José (em grego: Ἰωσήφ; em hebraico: יוֹסֵף). Além das figuras proeminentes de José, filho de Jacó, e José, pai de Jesus, outras pessoas com esse nome aparece na Bíblia: .

  1. José, um levita, mencionado no Livro de Êxodo (Êxodo 3:1), da família de Gerson, ancestral de Asafe, um dos principais cantores e músicos do templo na época do Rei Davi (1 Crônicas 25:1, 2, 9).
  2. José de Arimateia (Mateus 27:57-60; Marcos 15:43-46; Lucas 23:50-54; João 19:38-42). Membro do Sinédrio, é descrito como um homem justo e piedoso que não concordou com a condenação de Jesus. Após a crucificação, ele corajosamente pediu o corpo de Jesus a Pilatos e o sepultou em um túmulo novo.
  3. José Barsabás é outro personagem mencionado no Livro de Atos dos Apóstolos (Atos 1:23). Ele foi um dos dois candidatos propostos para substituir Judas Iscariotes como apóstolo.
  4. José, pai de Igal, o espião da tribo de Issacar, enviado por Moisés do ermo de Parã (Números 13:2, 3, 7).
  5. José, filho de Jonã, é mencionado como antepassado de Cristo Jesus na linhagem de Maria (Lucas 3:30).
  6. José, descendente de Davi e contemporâneo à destruição de Jerusalém pelos babilônios, é mencionado em Lucas 3:30.
  7. José, que despediu suas esposas estrangeiras e seus filhos, acatando a exortação de Esdras (Esdras 10:10-12, 42, 44).
  8. José, sacerdote da casa paterna de Sebanias, no tempo do sumo sacerdote Joiaquim, do governador Neemias e do sacerdote Esdras (Neemias 12:12, 14, 26).
  9. José, filho de Matatias e antepassado de Jesus Cristo do lado materno (Lucas 3:24, 25), que viveu anos depois do exílio babilônico.
  10. José Barnabé, o levita de Chipe (Atos 4:36, 37) ).

José pai de Jesus

José (em grego: Ἰωσήφ; em hebraico: יוֹסֵף), um homem de Nazaré, desempenha um papel crucial nos Evangelhos como o esposo de Maria e o pai terreno de Jesus. Sua história, embora relativamente breve nos relatos bíblicos, é rica em significado e relevância teológica.

José é apresentado como um descendente da linhagem de Davi, um homem justo e carpinteiro de profissão (Mateus 1:19; Lucas 2:4). Seu papel como pai de Jesus é central para a narrativa do Novo Testamento, pois, embora não seja o pai biológico de Jesus, ele assume a responsabilidade de criá-lo e protegê-lo, conferindo-lhe sua linhagem davídica e integrando-o à comunidade judaica.

Os Evangelhos narram que José, ao saber da gravidez de Maria, que era virgem, é confrontado com uma situação difícil. Um anjo do Senhor aparece a ele em sonho, revelando que a criança foi concebida pelo Espírito Santo e que ele deveria se casar com Maria (Mateus 1:20-21). José, obedecendo à mensagem divina, aceita sua missão e se torna o pai terreno de Jesus.

José filho de Jacó e Raquel

José (em grego: Ἰωσήφ; em hebraico: יוֹסֵף), filho de Jacó e Raquel. Sua trajetória, narrada nos capítulos 37 a 50 de Gênesis, é rica em reviravoltas, tornando-a um dos ciclos narrativos mais conhecidos da Bíblia.

Desde a juventude, José se destacou por sua inteligência e capacidade de interpretar sonhos. A predileção de Jacó por ele desperta a inveja de seus irmãos, que o vendem como escravo para mercadores de caravanas. No Egito, José enfrenta diversas dificuldades, mas sua fé e perseverança o levam a posições de destaque.

Sua capacidade de interpretar sonhos o leva a ser reconhecido pelo faraó, que o nomeia governador do Egito. Durante um período de fome, José organiza o abastecimento de alimentos, salvando o Egito e as regiões vizinhas da miséria.

A história de José é marcada por encontros e reencontros. Seus irmãos, que o haviam vendido como escravo, vêm ao Egito em busca de alimentos e o encontram em sua posição de poder. José os perdoa, demonstrando sua fé e sua capacidade de superar as mágoas do passado.

Zafenate-Paneia 

Zafenate-Paneia (em grego: Ψονθομφανήχ; em hebraico: צָפְנַת פַּעְנֵחַ) é o nome egípcio dado a José, filho de Jacó, quando ele ascendeu a uma posição de destaque no Egito (Gênesis 41:45). Sua história, narrada no Livro de Gênesis, é rica em detalhes e reviravoltas, e seu novo nome faz parte da transformação que ele experimentou ao se tornar um dos homens mais poderosos do Egito.

O significado exato de Zafenate-Paneia é incerto e tem sido objeto de debate entre os estudiosos. Algumas interpretações sugerem que o nome significa “Deus fala e ele vive”, enquanto outras propõem traduções como “o revelador de segredos” ou “aquele que sustenta a terra”.

Jacinto

Jacinto (ὑάκινθος, hyákinthos, em grego) é uma palavra no livro do Apocalipse, com um significado que difere do uso moderno do termo para a flor homônima. Não há um termo hebraico correspondente direto nas passagens relevantes do Antigo Testamento, pois a menção ocorre em um contexto grego do Novo Testamento.

Em Apocalipse 9:17, durante a visão da sexta trombeta, João descreve cavalos e cavaleiros com couraças de “fogo, de jacinto e de enxofre”. Aqui, ὑάκινθος (hyákinthos) não se refere à flor, mas a uma pedra preciosa ou a uma cor. A interpretação mais provável é que se refira a uma pedra de cor azul-escura ou violácea, possivelmente safira, lápis-lazúli ou uma variedade de zircão. A descrição tricolor (fogo, jacinto e enxofre) sugere cores intensas e ameaçadoras associadas ao juízo.

Em Apocalipse 21:20, o jacinto (ὑάκινθος, hyákinthos) é listado como a décima primeira pedra fundamental da Nova Jerusalém. Novamente, a referência é a uma pedra preciosa, não à flor. A escolha de pedras preciosas para descrever os fundamentos da cidade celestial simboliza beleza, raridade, valor e a glória de Deus.

A identificação exata do hyákinthos bíblico é incerta. Na antiguidade, os termos para pedras preciosas eram menos precisos do que na mineralogia moderna, e a mesma palavra podia se referir a diferentes pedras com cores semelhantes. O termo grego hyákinthos, originalmente, pode ter se referido a uma flor (possivelmente a Hyacinthus orientalis ou alguma outra flor azul-escura), e, por extensão, à cor dessa flor. Posteriormente, o termo passou a ser aplicado a pedras preciosas com tonalidade similar.